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Sonolência excessiva prejudica qualidade de vida e trabalho

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Você é daqueles que sente sono durante o dia ou enquanto faz alguma atividade corriqueira? Precisa tirar um cochilo periodicamente para poder produzir? Sente sono quando deveria estar acordado? Pois fique sabendo que pessoas com estes sintomas podem possuir Sonolência Excessiva Diurna (SED), também conhecida como hipersonia.

A doença acomete cerca de 20% da população e pode afetar bastante a qualidade de vida das pessoas. Segundo o médico psiquiatra e professor da Universidade Estadual do Piauí (UESPI),  Samuel Rêgo, o problema pode acarretar em vários prejuízos no rendimento do trabalho e estudos e até aumentar o risco de acidentes.

“As causas mais comuns de SED são o uso de medicamentos sedativos, a privação do sono e a Síndrome da Apnéia e Hipopnéia Obstrutiva do Sono (SAHOS). Este último pode ser considerado como um tipo de privação de sono já que o indivíduo tem o sono interrompido diversas vezes ao longo da noite devido às paradas respiratórias (apnéias), apesar de não recordar esses eventos no dia seguinte”, informa.

O médico ressalta ainda que outras causas menos comuns também podem provocar a sonolência excessiva como a depressão atípica, a depressão bipolar e pacientes com hipersonia primária. Dr. Samuel frisa que a própria hipersonia não caracteriza uma doença, mas pessoas com estes sintomas necessitam de 10 a 12 horas de sono diárias para se sentirem bem.

“Algumas condições médicas gerais também podem cursar com hipersonia dentre elas: traumatismo cerebral, derrame cerebral, câncer, encefalites, doença neurodegenerativas, além de viroses sistêmicas. Entre as causas raras de SED temos duas síndromes neurológicas: a Narcolepsia, que acomete entre 0,02 até 0,18% da população, e a síndrome Kleine-Levin. Todo o tratamento para estes casos é realizado de acordo com a patologia de base e é necessária uma avaliação para um diagnostico mais preciso”, ressalta.

Narcolepsia

O principal sintoma da narcolepsia é a sonolência diurna excessiva e os cochilos em situações impróprias ou inadequadas. Ela inicia-se, em geral na adolescência e muitas vezes é mal interpretada pelos amigos e familiares como preguiça. Isto pode fazer com que seja interpretada como algo normal e retardar a procura por um profissional de saúde. O tratamento é feito a base de medicamentos estimulantes e o paciente pode necessitar de tratamento por longo período de tempo, já que a doença é crônica e ainda não existe tratamento curativo.



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