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Polícia vai intensificar ações para tentar manter a ordem nesta sexta

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A Polícia Militar vai intensificar a partir desta sexta-feira (2) suas ações no protesto contra o aumento da passagem de ônibus de Teresina. Manifestantes prometem iniciar às 9h o quinto dia de atos para derrubar o reajuste da tarifa, majorada de R$ 1,90 para R$ 2,20. Uma reunião com o comando da PM está prevista para a manhã.

Fotos: Thiago Amaral/Cidadeverde.com

Comandante de policiamento da capital, coronel José Fernandes Albuquerque, deu o tom de como deverão ser as ações durante entrevista ao vivo no Jornal Cidade Verde. "Nós não vamos admitir de maneira alguma a baderna, a esculhambação (...) Vamos agir de maneira mais forte. A gente até entende o movimento, mas orienta os pais que segurem seus filhos em casa. O direito deles termina quando o direito das outras pessoas acaba", disse. 

Sobre o ônibus incendiado na avenida João XXIII, coronel Albuquerque informou que as imagens feitas no local serão analisadas pela perícia para se identificar as pessoas "que cometerma o ato delituoso e criminoso". 

Mário Andretti Coelho, assessor jurídico da Superintendência de Transportes e Trânsito de Teresina, informou que durante reunião nesta quinta-feira a coronel Júlia Almeida, do gerenciamento de crises da PM/PI, informou não ter condições de dar segurança necessária aos ônibus. "A Strans não tem como garantir ao usuário a integridade fisica nos ônibus", declarou durante o Jornal Cidade Verde. 


O reforço nas ações policiais terão como base a manutenção da ordem e do direito de ir e vir do cidadão, tolhido com o bloqueio de avenidas e outras vias públicas no Centro de Teresina. 

O Sindicato dos Rodoviários orientou motoristas e cobradores de ônibus a não trabalharem por conta das agressões sofridas por trabalhadores ao longo desta quinta-feira. 


Como baixar o preço

Mário Andretti apontou o corte de impostos de Teresina e do Piauí para reduzir a tarifa do ônibus, além do cotnrole de gratuidades e meias entradas. Ele comentou que os ônibus são equipados com câmeras que teriam constatado o uso de uma mesma carteira de estudante por pessoas que não têm direito à meia passagem. "Enquanto nao houver uma forma de desonerar o sistema nao há uma forma de se pagar os custos. (...) Se nós reduzíssimos o número de passagem para estudante de 32% para 20%, que é a média nacional, a passagem baixaria para R$ 1,87. Se tivéssemos menos gratuitades, baixaria para R$ 1,80".  



Fábio Lima
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