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5º dia: Elmano Férrer não negocia sob pressão;Câmara vai intermediar

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O presidente da Câmara Municipal de Teresina, vereador Edvaldo Moura (PSB), está formando uma comissão de parlamentares para tentar um acordo entre prefeitura e estudantes sobre os protestos contra o aumento no preço da passagem. Os parlamentares resolveram interferir após críticas de estudantes e do Sindicado dos Rodoviários, que reclamaram da falta de atitude do Poder Legislativo.


Fotos: Thiago Amaral/Cidadeverde.com




Na noite de ontem (1º), o prefeito Elmano Férrer lamentou o que chamou de "situação de vandalismo" e declarou que "sob pressão, jamais negociará".


Thiago Amaral / Cidadeverde.com





Os estudantes seguirão para a Câmara Municipal na manhã desta sexta (02), quinto dia de protestos, e serão recebidos pela comissão de parlamentares.

Paulo Barros


Ontem houve uma reunião entre estudantes e prefeitura, mas nenhum acordo foi fechado. Segundo o procurador geral do município, José Wilson Júnior, e o assessor jurídico da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito, Mário Andretti, o órgão constatou que há um alto índice de uso irregular das identidades estudantis na capital.


A Strans afirma que há como baixar de 32% para 20% o percentual de meias passagens fazendo uma fiscalização efetiva para coibir o ato. "Os ônibus são equipados com câmeras que comprovam que muitos usuários da meia passagem não são estudantes. Nós propusemos formar uma comissão de estudantes para que eles acompanhem e nos ajudem. Quando diminuirmos de 32% para 20% o percentual de meia passagem poderemos reduzir a passagem para R$ 1,80", declarou Mário Andretti.




O procurador José Wilson Filho afirmou que nesta manhã acontece uma reunião com o secretário de Segurança, Raimundo Leite, para garantir segurança para a população, motoristas e cobradores.


Ainda segundo o procurador, a prefeitura se propõe a baixar o percentual do ISS (Imposto Sobre Serviço) para diminuir os insumos do setor. Porém, ele argumenta que o percentual maior de impostos pagos pelas empresas de ônibus corresponde ao ICMS e IPVA, que são impostos estaduais.


"È possível reduzir o ISS de 5% para 3%. Mas o grande custo é do ICMS e IPVA. O governo do Estado poderia ajudar também", afirma.


Leilane Nunes
[email protected]

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