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Delson caiu de 15 metros e morreu após acidente, afirma delegado

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Atualizada às 13h10

Peritos e policiais só tiveram acesso ao local onde o corpo do fotógrafo Delson Castelo Branco estava descendo com ajuda de uma corda. O corpo estava a 15 metros de profundidade em relação ao asfalto da BR. O local é de mata fechada, de difícil acesso.

Arquivo pessoal


Segundo o delegado Carlos César, o corpo já estava em avançado estado de putrefação e ainda estava com o capacete.

 


Os peritos trabalharam até cerca de 13h10 fazendo imagens e registrando dados em relação ao corpo.

Fotos: Evelin Santos


O acidente aconteceu a cerca de 150 metros de distância de onde caiu o corpo, segundo a testemunha.


 


Atualizada às 12h48


Foi encontrado embaixo da ponte que liga os bairros Tancredo Neves, zona sudeste de Teresina, e Vila da Paz, zona Sul, o corpo do fotógrafo Delson Castelo Branco, 30 anos, que estava desaparecido há um mês. A informação foi confirmada pelo advogado Sâmio Falcão, que representa a família da vítima, e pelo delegado Carlos César Camelo.

Policiais, peritos e funcionários do Instituto Médico Legal estão no local para resgatar o corpo do fotógrafo. O

Moto encontrada na margem do rio Poti e a esposa de Delson


Delson Castelo Branco estava há um mês desaparecido. Ele foi visto pela última vez em um posto de combustíveis, na companhia de um amigo, após fazer cobertura de um evento na zona sudeste. Delson era proprietário do site Galera Show.


O delegado Carlos Cesar Camelo, que investiga a morte, concedeu entrevista coletiva sobre o caso.

 

 

Delegado Carlos César, secretário Raimundo Leite e delegado James Guerra

Segundo o advogado, a polícia descobriu, através de testemunha, que Delson teria se envolvido em um acidente próximo a ponte e o fotógrafo teria caído em uma ribançeira, num matagal, e acabou ficando escondido.


O corpo foi encontrado às 10h de hoje, no sentido Dirceu/Rodoviária Lucídio Portela. A perícia estuda o corpo no local para saber a causa da morte. A moto de Delson, modelo Yamaha 600 cilindradas, placa NIC-7283, estava próxima ao corpo, que estava em estado de putrefação avançado, ainda com o capacete na cabeça.


Na última quinta, a polícia identificou uma testemunha, Joceilson, motorista de ônibus, que teria presenciado o acidente em que Delson se envolveu.

De acordo com o delegado Carlos César, a testemunha relatou que seguia em sua moto, no mesmo sentido que Delson, e viu o momento em que a vítima colidiu com uma moto, em que haviam três pessoas. O acidente teria sido por volta das 4h.


Ainda no depoimento, a testemunha afirmou que, de acordo com o delegado, como Delson estava em alta velocidade, ele pensou que o fotógrafo teria fugido e parou para socorrer as três vítimas da outra moto.


Joceilson disse à polícia que as três pessoas sequer sabiam o que havia batido neles.


A testemunha foi encontrada pela polícia após a investigação. "É normal as pessoas não procurarem a polícia quando testemunham acidente, homicídio ou latrocínio. Elas não querem se meter em confusão. Por isso que ele não nos procurou", afirmou o delegado.


O local onde o corpo foi encontrado é formado por mata. O corpo estava encoberto. Por isso não foi possível encontrá-lo facilmente.



Carlos César


A partir do depoimento, desde a última quinta policiais vasculhavam a área no entorno do local. Somente hoje, às 10h foi encontrado.


"Não temos dúvidas de que foi acidente de trânsito. Ele estava no Forró na Chácara, tinha tomado uísque e, segundo amigos, era fraco para bebida. Saiu em alta velocidade e se envolveu nesse acidente, no sentido de quem realmente iria para casa, já que ele morava no bairro Macaúba. A família foi a primeira a ser avisada", afirmou o delegado.


Também segundo Carlos César, as outras vítimas ainda não foram encontradas. A Delegacia de Trânsito não teve registro de boletim de ocorrência. A outra moto era uma Honda titan preta, com homem conduzindo e duas mulheres na garupa.


A moto de Delson tem muitas avarias. "Acho que ele morreu na queda pelo estado da moto. Mas a perícia terá condições de saber se ele ainda estava vivo ou não. O celular dele deve estar no bolso dele ainda. O corpo não foi mexido porque a perícia precisa trabalhar", disse.

Arquivo pessoal


Caso Fernanda


Durante entrevista, o delegado disse ainda que Delson conhecia a estudante Fernanda Lages, por já ter tirado fotos dela em festas. Inclusive, o fotógrafo teria relatado a um primo que já teria tido envolvimento com Fernanda.


O primo, porém, que é advogado, não acreditou na informação.


Descrédito


"Estamos passando por um momento ruim na polícia e temos que ajudar a resolver casos de repercussão. Eu não adiantei nada para a imprensa porque a polícia tem que trabalhar em silêncio e apresentar resultados. Se eu imaginasse que teria ocorrido latrocínio teria perdido tempo investigando fatos que não eram reais. Todo serviço de inteligência foi feito. Já havia sido autorizada interceptação telefônica, mas o telefone dele estava desligado. Não houve crime, foi acidente de trânsito provavelmente ocasionado pelo próprio Delson, que estava embriagado", finalizou o delegado.



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Flash Yala Sena e Caroline Oliveira
redacao@cidadeverde.com

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