Gleydes afirma ser inocente e quer a guarda de bebê, explica advogado

O advogado Walber Coelho, que representa Gleydes Cavalcante de Carvalho, presa acusada de "negociar" com Mires Lima a menina Vitória Raquel, de dois meses, compareceu hoje (11) à Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente. Walber irá avaliar o inquérito para pedir a liberdade provisória da acusada.

Segundo o advogado, Gleydes manifestou o desejo de lutar pela guarda da criança, na certeza de que é inocente.

"Ela me falou que a mãe [Mires] entregou para ela a criança e ela levou para Fortaleza. Gleydes afirmou que deu a cesta porque a mãe disse que estava passando fome e os R$ 70 porque ela disse que estava sendo ameaçada de morte. Em momento algum Gleydes iria ficar com o bebê em troca da cesta e do dinheiro", disse o advogado.

Os três envolvidos, Fausto Oliveira, Joana e Gleydes, estão na DPCA e devem ser transferidos na tarde de hoje (11). Fausto vai para a Casa de Custódia e as mulheres para a Penitenciária Feminina.

O advogado afirma que entrará o quanto antes com pedido de liberdade provisória para Gleydes.

"Ela está tranquila, disse que não cometeu nenhum crime, sabe que deram a criança a ela e vai brigar pela guarda", afirmou.

Gleydes, ainda segundo o advogado, tinha intenções de adotar uma criança e teria chegado até a mãe através de Joana, que sabia das intenções de Mires doar a menina.

Sobre a acusação de falsidade ideológica, Walber declarou que sua cliente gosta de ser chamada de Michele e que, segundo ela, nenhum documento seu seria falsificado.

Walber levou para a delegada Andrea Magalhães, que preside o inquérito, um contrato nupcial que Gleydes teria com o marido, um cearense, além da certidão de nascimento.

"Ela me contou que perdeu a identidade e o CPF há algum tempo e que em momento algum usou documentos falsos com nome de Michele", afirmou.

InquéritoA delegada Andrea Magalhães afirmou que, com os depoimentos tomados ontem (10), o inquérito foi finalizado. São 220 páginas, em dois volumes, que foram encaminhados ao juiz da 7ª Vara Criminal, Almir Tajra.

Andrea afirmou que o caso está encerrado e durante esse período não foram registradas novas denúncias que possam configurar "venda" de bebês.

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