Cidadeverde.com

Ministério atualiza dados e PI passa a 39 casos investigados de microcefalia

O Ministério da Saúde atualizou, na tarde desta terça-feira (15), o número de casos de microcefalia relacionados ao Zika. De acordo com o novo Boletim Epidemiológico foram registrados 2.401 casos da doença e 29 óbitos, até 12 de dezembro deste ano. No Piauí, o número de casos investigados aumentou de 38 para 39.

É a primeira vez que o boletim detalha os primeiros casos confirmados e descartados. No Estado, nenhum caso da doença foi confirmado ainda este ano, segundo o Ministério da Saúde. Em todo o país, do total de suspeitos notificados, foram confirmados 134 e descartados 102. Continuam em investigação 2.165 casos. Foi confirmado um óbito e descartados dois. Permanecem em investigação 26 mortes.

A investigação dos casos de microcefalia relacionados ao vírus Zika é feito em conjunto com gestores de Saúde de estados e municípios. O novo informe traz ainda os seis novos Estados (Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, São Paulo e Rio Grande do Sul) que notificaram casos suspeitos. Equipes técnicas de investigação de campo do ministério da Saúde estão trabalhando nos estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe e Ceará.

A circulação do vírus Zika é confirmada por meio de teste PCR, com a tecnologia de biologia molecular. A partir da confirmação da circulação do vírus em uma determinada localidade, os outros diagnósticos são feitos clinicamente, por avaliação médica dos sintomas. Durante a apresentação dos novos dados de microcefalia, nesta terça-feira, o diretor de Vigilância das Doenças Transmissíveis, Claudio Maierovitch, disse que o Ministério da Saúde está trabalhando no fortalecimento do diagnóstico para o vírus Zika.

Ele explicou que 18 laboratórios já estão capacitados, sendo 13 centrais e cinco de referência.  O teste para a confirmação do vírus Zika deve ser feito, de preferência, nos primeiros cinco dias de manifestação dos sintomas. Vale ressaltar que o vírus Zika é de difícil detecção, já que cerca de 80% dos casos infectados não manifestam sinais ou sintomas. 

Além de destacar o fortalecimento da rede de laboratórios, Claudio Maierovitch, alertou para os cuidados necessários neste verão. “É muito importante, neste período de festas e férias, que as pessoas, antes de viajarem, façam uma varredura geral em suas casas, eliminando todos os possíveis focos do mosquito. Devido às condições climáticas, esse período de verão é um momento de maior circulação do mosquito”, alerta Maierovitch.

O Ministério da Saúde estuda, junto com especialistas e gestores locais de saúde, um novo modelo de notificação. Este novo modelo de avaliação faz parte dos estudos que envolvem o vírus Zika, uma doença nova que chegou ao Brasil em maio deste ano e é desconhecida para a literatura mundial.

O teste para a confirmação do vírus Zika deve ser feito, de preferência, nos primeiros cinco dias de manifestação dos sintomas.

DISTRIBUIÇÃO DE CASOS DE MICROCEFALIA RELACIONADOS AO VÍRUS ZIKA

UF

CASOS CONFIRMADOS

ÓBITOS CONFIRMADOS

CASOS DESCARTADOS

ÓBITOS DESCARTADOS

TOTAL EM INVESTIGAÇÃO

Pernambuco

29

0

17

0

874

Paraíba

19

0

30

0

322

Bahia

0

0

0

0

316

Rio Grande do Norte

35

0

4

0

101

Sergipe

51

0

34

0

33

Alagoas

0

0

0

0

107

Ceará

0

1

0

0

79

Mato Grosso

0

0

0

0

72

Maranhão

0

0

7

0

56

Rio de Janeiro

0

0

0

2

57

Tocantins

0

0

7

0

43

Piauí

0

0

0

0

39

Minas Gerais

0

0

2

0

33

Espírito Santo

0

0

0

0

14

São Paulo

0

0

0

0

06

Goiás

0

0

1

0

04

Mato Grosso do Sul

0

0

0

0

03

Pará

0

0

0

0

03

Distrito Federal

0

0

0

0

02

Rio Grande do Sul

0

0

0

0

01

Total

134

01

102

02

2.165

PROTOCOLO – Além do protocolo emergencial de vigilância e resposta aos casos de microcefalia relacionados à infecção pelo Zika, o Ministério da Saúde lançou, nesta segunda-feira (14), o Protocolo de Atenção à Saúde e Resposta à Ocorrência de Microcefalia Relacionada à Infecção pelo Vírus Zika. O documento orienta o atendimento desde o pré-natal até o desenvolvimento da criança com microcefalia, em todo o País. O planejamento prevê a mobilização de gestores, especialistas e profissionais de saúde para promover a identificação precoce e os cuidados especializados da gestante e do bebê.

O principal objetivo do Protocolo é orientar as ações para a atenção às mulheres em idade fértil, gestantes e puérperas, submetidas ao vírus Zika, e aos nascidos com microcefalia. Este plano recomenda, ainda, as diretrizes para o planejamento reprodutivo, a detecção e notificação de quadros sugestivos de microcefalia e a reabilitação das crianças acometidas pela malformação congênita.

O documenta reforça o papel das equipes de saúde na oferta de métodos contraceptivos e na orientação de mulheres em idade fértil e casais que desejam engravidar, especialmente sobre os cuidados necessários para evitar infecção pelo vírus Zika durante a gravidez. As equipes também terão de intensificar a busca ativa de gestantes para o início oportuno do pré-natal e acompanhar o desenvolvimento dos nascidos com microcefalia.

Outro destaque do protocolo é a ampliação do acesso aos testes rápidos de gravidez. O Ministério da Saúde estima que serão investidos entre R$ 5 milhões e R$ 6 milhões para que os testes estejam disponíveis em todas as unidades da Atenção Básica do País.

PLANO NACIONAL – No dia 5 de dezembro, foi lançado o Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia.  Trata-se de uma grande mobilização nacional envolvendo diferentes ministérios e órgãos do governo federal, em parceria com estados e municípios, para conter novos casos de microcefalia relacionados ao vírus Zika. O Plano é resultado da criação do Grupo Estratégico Interministerial de Emergência em saúde Pública de Importância Nacional e Internacional (GEI-ESPII), que envolve 19 órgãos e entidades.

O plano é dividido em três eixos de ação: Mobilização e Combate ao Mosquito; Atendimento às Pessoas; e Desenvolvimento Tecnológico, Educação e Pesquisa. Essas medidas emergenciais serão colocadas em prática para intensificar as ações de combate ao mosquito.

Com informações do MS
redacao@cidadeverde.com