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Bebê passa por cirurgia de reconstrução do órgão genital, confirma médica

Em coletiva, a coordenadora do Serviço de Assistência às Vítimas de Violência Sexual (Samvvis), a médica Maria Castelo Branco, revelou que a criança que sofreu abuso sexual passou por uma cirurgia de reconstrução total da área genital. Uma bebê de um ano e três meses foi raptada e estuprada a três quarteirões de sua casa no bairro Santa Fé, em uma área conhecida como cracolândia no município de Pedro II, na madrugada deste domingo (07).

Fotos: Wilson Filho

A médica fez um alerta sobre a violência sexual que virou, segundo ela, caso de saúde pública. Ela disse que 80% das vítimas que chegam ao Samvvis são de crianças de zero a 18 anos. 

A criança, de um ano e três meses, abusada sexualmente “é só mais um caso”. “O estado de saúde em que a criança chegou aqui era muito grave. Muito dilacerada, de uma violência que não se entende. Fisicamente ela passa bem, mas é preciso que ela tenha acompanhamento psicológico. Não há risco de morte”, declarou a médica Maria Castelo Branco. 

A coordenadora disse que a violência está banalizada e pede que a sociedade se engaje em movimentos com a escola, a família e as entidades para combater essa violência sexual contra a mulher que está sendo considerada caso de saúde pública.

Segundo ela, a rede de combate à violência sexual não pode ficar isolada e hoje o sentimento da equipe é de “estar trabalhando para bandido”. A médica Maria Castelo Branco  exemplifica dizendo que houve uma tentativa de abuso contra uma criança de oito anos, onde o agressor foi preso e que era necessário um laudo às 3 horas da manhã, para mantê-lo preso, no entanto, mesmo o Samvvis tendo dado o laudo, o agressor foi solto. 

Sobre o caso

De acordo com a médica, a mãe relatou que chegou há um mês de São Paulo para Pedro II, que estava morando na casa da mãe e tinha saído para uma festa. Quando retornou à casa, a janela estava aberta e sua filha não estava no quarto. 

A médica informou que pelo quadro clínico da menina, houve tentativa de coito anal. A criança está consciente após a cirurgia, está tendo acompanhamento de um cirurgião pediatra da maternidade e que não dá para prever quais traumas que essa criança pode ter futuramente. 

O diretor clínico da Maternidade, Joaquim Parente, disse que uma equipe multidisciplinar está atendendo a bebê e a família e que ainda vai se buscar qual é o impacto na esfera emocional para criança. 

A delegada Camila Rodrigues, responsável pelo caso, comentou que a polícia já tem suspeitos do crime, qure tiveram seus nomes apontados por familiares da criança. "Mas nós ainda não podemos divulgar nada, nomes sempre aparecem, mas isso será apurado", completou. 

Ela destacou que ainda não há apuração conclusiva sobre a possibilidade de estupro coletivo, mas declarou que mais de uma pessoa podem ter participado do crime. "Não se pode confirmar ainda, apenas com o passar dos dias, as apurações, teremos certeza", destacou. 


Flash de Yala Sena
Redação Caroline Oliveira
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