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Manifestantes cobram justiça por morte de pedreiro negro que furou blitz

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A morte do pedreiro negro Joilson Pereira,38 anos, motivou um protesto na manhã desta segunda-feira (8) pelas ruas de Picos, no Sul do Estado. Mais de 100 pessoas participaram do ato, que acontece em consonância a sequência de atos do movimento  internacional Vidas Negras Importam. 

Joilson Pereira morreu após levar tiros em uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal na última quarta-feira (3). Segundo a família, Joilson estava de moto e vinha do município de Bocaina, onde estava trabalhando, quando foi abordado pela PRF em uma blitz e não parou o veículo. Ele morreu no dia seguinte no Hospital Regional Justino Luz.

Para integrantes do Movimento Negro de Picos, a abordagem feita a Joilson escancara o racismo. “O racismo acontece todo dia. A morte do  povo negro acontece todo dia. A morte de Joilson foi o ponto de guinada para acordar o município de Picos para essa questão do racismo. O racismo mata”, disse Anajara Nogueira. 

Os manifestantes seguraram cartazes com as frases  “Só não se importa com o racismo quem é racistas”, “Vidas Negras Importam”, e o pedido “Parem de Nos Matar”. De máscara, eles se concentram na frente do Fórum de Picos e fizeram a passeata até a Praça Josino Ferreira. Na internet também houve um “twittaço” com a hashtag #JustiçaPorJoilson.

“As pessoas entenderam que o aconteceu com o Joilson foi um caso de racismo. Enquanto a gente andava pelas ruas ouvimos muitos gritos de apoio”, acrescenta Anajara.

Foto: Montagem Arquivo Pessoal

A família do pedreiro Joilson também participou do ato. A viúva dele, Maria Raimunda, pediu  que a morte do marido não fique impune. Durante o protesto os familiares disseram que nunca foram procurados pela Polícia Rodoviária Federal. 

A PRF se manifestou sobre o caso por meio de nota, emitida na semana passada, onde lamentou o “desfecho” da ocorrência policial. A Polícia Rodoviária Federal garante que vai apurar os procedimentos adotados pelos agentes na abordagem e afirma que encaminhou o caso para a Polícia Federal investigar.

 

Izabella Pimentel
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