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Ex-marido acusado de matar mulher com 14 facadas vai a Júri Popular em Picos

Foto: PM-PI

A juíza Nilcimar Rodrigues, da 5ª Vara da Comarca de Picos, pronunciou Severino Ferreira de Oliveira Neto pelo assassinato da ex-mulher Joana de Sousa Lima, que foi morta com 14 facadas porque o acusado não aceitava o fim do relacionamento, além de tentar matar o companheiro dela Luiz Cleidimar de Sousa.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o crime ocorreu no dia 3 de julho de 2021, por volta das 6h50 no bairro Parque de Exposição, no município de Picos. O crime ocorreu quando Luiz Cleidimar foi destrancar a porta da sua residência, e Severino então empurrou a porta forçando a entrada.

Quando conseguiu entrar, a denúncia aponta que os dois homens entraram em luta corporal e Luiz Cleidimar foi esfaqueado várias vezes. Joana saiu de um dos cômodos da casa, momento em que ele então a atacou a ex-esposa, que foi esfaqueada 14 vezes, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Severino chegou a fugir, mas foi preso ainda no mesmo dia, após ter cortado o cabelo e trocado de roupa.

“Conforme noticiado nos autos, o denunciado não aceitava o término do relacionamento com a vítima Joana e sentia extremo ciúme da ex-companheira, bem como não aceitava que esta convivesse com Luiz Cleidimar, tendo, inclusive, tentado reatar a relação com aquela, bem como lhe ameaçado e perseguido dias antes do presente fato. Além disso, o próprio denunciado, em sede de interrogatório, confessou já ter sido condenado pelo crime de homicídio, também praticado contra outra ex-companheira, e de roubo, no estado de Goiás”, afirmou o MP.

Consta ainda que a vítima conheceu Severino em Brasília, onde tiveram um relacionamento por 4 anos, mas que ela seria vítima de agressões e ameaças, foi quando terminou o relacionamento e decidiu voltar para Picos. Ela então começou um namoro com Luiz Cleidimar, mas o acusado não teria aceitado. Quando o crime aconteceu, fazia quatro dias que ela tinha se mudado para a residência do namorado. O casal estava junto há um mês.

Em depoimento, Severino Ferreira admitiu ter desferido os golpes nas vítimas, no entanto, alegou que foi em legítima defesa, e que ele é que teria sido atacado.

A juíza Nilcimar Rodrigues, decidiu pronunciar o acusado para ele ser julgado pelo Tribunal do Júri, destacando que a vítima foi mota de forma cruel. “A denúncia trouxe também a qualificadora do parágrafo segundo, III, do art. 121 do CP, ou seja, meio cruel, também neste momento não deve ser afastada diante da presença nos autos da existência de elementos que revelam que os 14 (quatorze) golpes de faca, revelam a brutalidade de sua ação e desprezo à condição humana, trazendo sofrimento além do necessário”, afirmou.

Ela ainda decidiu manter a prisão preventiva do acusado para que seja garantida a ordem pública. “Em havendo cometimento de um crime grave, que cause grande repúdio da sociedade, em especial crimes de homicídio, contra a vida. Trata-se de acusado de altíssima periculosidade”, destacou a juíza em sua decisão.

 

Bárbara Rodrigues
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