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Passagem de ônibus em Picos é mais cara que Teresina e MP investiga

Movidos após reclamação externa de estudantes e moradores do município o Ministério Público de Picos abriu um inquérito para investigar o aumento da passagem do transporte público da cidade. Atualmente a passagem em Picos custa R$ 2,80, ou seja, mais cara, do que a da capital, Teresina, que custa R$ 2,50.


Ônibus da frota de Picos

A promotora Micheline Ramalho Serejo explica que após a reclamação o procedimento foi aberto e irá apurar se o aumento é abusivo ou não. "Desse contato iremos acionar a empresa para pedir uma justificativa do aumento e consultar todas as planilhas, junto ao índice inflacionário. Todos os fatores serão analisados", explicou a promotora.

Este é o segundo aumento feito no município somente este ano. Em março, a passagem que era R$ 2,30, subiu para R$ 250 e o novo aumento passou a vigorar há cerca de 10 dias. A meia passagem que era de R$ 1,40, agora custa R$ 1,80, o que representa um aumento de 12%.

Por conta da mudança, movimentos estudantis e sociais, realizaram protestos no município fechando ruas, e acionaram o Ministério Público contra o aumento. No Facebook a página "Abaixo a Tarifa" é usada para reunir os participantes do movimento e planejar ações contra o novo preço da passagem. 

Apesar de já ter a frota inteiramente climatizada, a demora dos ônibus e a lotação incomoda os usuários e também será alvo de debate e investigação.

"Foi um aumento abusivo, uma vez que não há um transporte público adequado. Os ônibus demoram muito e só andam superlotados. Por exemplo, na Uespi só passa ônibus a cada duas horas, além de que o aumento ocorreu sem aviso prévio", desabafou a estudante Bruna Gomes, membro do Diretório Central de Estudantes da Uespi e integrante do movimento.

Uma audiência pública foi marcada para o próximo dia 24 de novembro na Câmara Legislativa de Picos para discutir o assunto. Vereadores, representantes do movimento e da sociedade em geral, empresários e representantes da prefeitura irão participar do debate, de onde pode sair uma decisão sobre o preço da passagem.

Rayldo Pereira
rayldopereira@cidadeverde.com