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Atraso em obras pode comprometer início das aulas nas escolas estaduais

O ano letivo está prestes a começar, mas em Picos o início das aulas pode ser comprometido devido ao atraso na conclusão da reforma de algumas escolas. Obras abandonadas, salas de aula sem climatização e a fragilidade na estrutura física são apenas alguns dos problemas diagnosticados nas unidades de ensino. 

Na Unidade Escolar Miguel Lidiano, os alunos tiveram que ser remanejados para locais improvisados, pois as obras- que estão paradas há mais de um ano- não foram concluídas no tempo previsto. No local, o muro do prédio que está prestes a cair. 

"Sem contar também que o ano de 2015 foi muito difícil para a nossa regional. As escolas tiveram carência de professores  absurdas", disse 
Gisele Maria Martins, presidente do Sinte Regional.

Na Unidade Escolar Vidal de Freitas os reparos estão paralisados desde novembro do ano passado. Na escola, os bancos estão quebrados e há problemas no telhado e até com a tampa de uma fossa que se rompeu. 

"Acredito muito no poder público, que quando ele quer ele faz. Já recebemos a visita do engenheiro na escola, que prometeu vir para concluir os reparos", disse Maria da Cruz Cardoso, diretora da escola. 

Já na Escola Normal Oficial de Picos, a questão da insegurança assusta alunos e professores. A fragilidade na estrutura física do prédio facilita a ação de criminosos. Recentemente, foram furtados computadores e impressoras. 

A gerente regional de Educação da Seduc, Noêmia Moreira Feitosa, conta que alguns dos problemas foram ocasionados devido ao período chuvoso, mas que a Secretaria está providenciando os reparos necessários. 

"Com o período chuvoso houve avarias em algumas escolas. Já fizemos contato com a equipe de engenharia da Seduc que veio visitar algumas escolas  e fez o orçamento. Na próxima semana, virão mais duas equipes da engenharia para tomar as providências no Vidal de Freitas, Coelho Rodrigues e Premen", disse. 


Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com