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PM e MP apreendem celulares e DVDs com pornografia em Picos

  • d1c6eff9-1948-4094-a0f7-d1aaae38d030.jpg Divulgação/ Polícia Militar
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Com o objetivo de diminuir os índices de furtos e roubos de celulares na cidade de Picos, a 310 km de Teresina, a Polícia Militar iniciou uma operação que atinge um dos pontos que estimula esse tipo de crime: a receptação. Com o apoio do Ministério Público, foram apreendidos 22 celulares e um homem foi detido em uma manhã pela comercialização dos aparelhos sem nota fiscal e com um preço absurdamente abaixo do mercado. Um dos produtos usado que custa em média R$ 2 mil estava sendo vendido a R$ 200. 

A operação foi comandada pelo 4º Batalhão da Polícia Militar e, de acordo com o coronel Wagner Torres, nos últimos meses a cidade tem apresentado um aumento nos casos de roubos e furtos de celulares. “Percebemos o aumento da incidência de menores nesse tipo de crime, com uso de motos. E sabemos que eles [celulares] são vendidos para alguém, ninguém sabe quem. E por isso desencadeamos essa operação”, destaca.

Para fortalecer a ação, a PM pediu apoio ao Ministério Público, que intensificou as ações de combate à sonegação fiscal. “Esses aparelhos só podem ser vendidos sem nota e fomos até os comerciantes que vendem produtos assim. Apreendemos 22 celulares e procuramos saber a procedência, mas o vendedor não se justificou sobre a pessoa que vendeu a ele. Todos estavam sem nota e com um preço muito estranho. Para se ter uma ideia, tínhamos aparelhos celulares de R$ 2 mi vendidos a 200 reais”, relata Torres.

Com a operação, o vendedor identificado como Raimundo Nonato Lustosa Filho, de 41 anos, foi conduzido para a Delegacia para dar explicações acerca da origem dos seus produtos.

Além de celulares, foram apreendidos centenas de DVDs, sendo muitos pornográficos e que estavam sendo comercializados a céu aberto, vistos por crianças e adolescentes. As ações se concentraram principalmente na Praça Josino Ferreira, onde o comércio desse tipo de produto é comum. “Os proprietários desses produtos não foram localizados, abandonaram as bancas”, completa o coronel.

De acordo com o coronel Wagner Torres, este foi apenas o começo da operação, que irá se intensificar nos próximos dias. “O objetivo é acabar com esse tipo de comércio”, finaliza.

Diego Iglesias
redacao@cidadeverde.com