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Morre artista plástico Tácito Ibiapina aos 65 anos

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O Piauí perdeu mais um grande talento. Aos 65 anos, o artista plástico picoense Tácito Ibiapina faleceu na noite desta quarta-feira (23) na cidade de Picos vítima de uma pneumonia. Ele foi encontrado desacordado em seu ateliê pelo irmão e encaminhado ao hospital. O artista, sobrinho do escritor Fontes Ibiapina, tinha veia artística e deixa uma vasta obra marcada pelo realismo e trabalhos a óleo distribuída por vários cantos do mundo.

Tácito Fontes de Moura Ibiapina, popularmente conhecido na cidade como Cicito, era bastante dedicado à arte e todos os dias passava horas em seu ateliê. E foi justamente lá, diante de suas obras, que o artista deu as últimas pinceladas, deixando um quadro inacabado, mas escurecendo a paisagem artística da cidade em forma de luto.

Encontrado desacordado pelo irmão, Tadeu César, ele foi encaminhado às pressas para o Hospital Memorial do Carmo, onde foi constatada insuficiência respiratória decorrente de uma pneumonia.

O artista foi velado durante toda a quinta-feira (25). No fim da tarde, uma missa de corpo presente na Igreja Catedral de Nossa Senhora dos Remédios lembra os dias de glória de Tácito, que será enterrado no Cemitério São Pedro de Alcântara.

Tácito nasceu em berço artístico em 1920. Filho de José Pedro de Moura e Maria da Silva Moura, era sobrinho do renomado escritor picoense Fontes Ibiapina, um dos maiores escritores piauienses, autor de obras como Palha de Arroz e Sambaíba.

Seus quadros exploram a simplicidade com cores quentes e que mostram, principalmente, a vida cotidiana do nordestino, como as casas de taipa, cozinhas com fogões a lenha, as farinhadas, os bichos do quintal, e a manifestação da luz com toques de melancolia. 

Apesar de não ser muito conhecido na capital piauiense, onde nunca realizou uma exposição individual, o artista tinha uma rica obra. Ele despontou no cenário artístico brasileiro quando mudou-se para a cidade satélite de Taguatinga, no Distrito Federal, onde rapidamente foi convidado para participar de exposições.

No currículo, 63 exposições individuais e 55 exposições coletivas, além de acervos particulares na Alemanha, Estados Unidos, Canadá, França, Espanha, Suíça, Holanda, Japão, Argentina, Grécia, México, Itália, Portugal, Inglaterra entre outros.

Diego Iglesias
Redacao@cidadeverde.com