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Revelação do Carnaval, banda Bia e os Becks promete embalar suas noites o ano inteiro

Já pensou em ouvir Amy Winehouse em ritmo de brega ou Alcione em ritmo de blues? Não? Então pode acreditar, mas é isso que a banda Bia e os Becks faz. Grande destaque do coletivo Salve Rainha em seus ensaios de Carnaval, a banda surpreendeu a todos que não viajaram e decidiram curtir uma folia diferente na capital. Com seus vocais potentes e seu carisma inconfundível, Bia Magalhães conquistou os foliões e provou mais uma vez que é uma das novas apostas musicais de Teresina.

Formada há três anos pelos músicos Mário Araújo na guitarra, Rafael Franco na percussão, Lucas Coimbra no baixo e back vocal, Rômulo Viera na bateria e Bia nos vocais, a banda prefere não citar nomes quando se trata de referência musical e prova que sua maior pretensão é fazer música boa. Do brega até o rock mais pesado, passando até pelo axé e carimbó, como vimos no Carnaval, Bia e os Becks querem mesmo é mostrar seu som!

Em seus shows uma boa viagem entre músicas  autorais e versões da banda fogem da ideia que conhecemos de cover. Dar a própria cara para canções conhecidas é uma das marcas da banda que já tem formado um bom público mesmo com tão pouco tempo de estrada.

"Música brasileira e ponto", é como a cantora Bia define o estilo da banda que já tem um EP chamado "Conto Amor" com sete faixas e participação especial de Nadedja Leal. Até o fim do ano podemos esperar o primeiro CD do grupo que será divulgado apenas pela internet.

O Playlist bateu um papo super com Bia Magalhães que conta mais detalhes sobre a trajetória da Bia e os Becks e fala de seus projetos. Confira:

Playlist: O que motivou a formação da banda?

Bia: A banda surgiu em 2012 da vontade de expor as minhas músicas, por que afinal, eu já tava cansada de fazer música pra mim mesma e eu sabia que esse lance de música era bem maior do que a minha introspecção. Então eu tinha uns amigos músicos e resolvi juntar eles pra fazer um som, um arranjo nas músicas e etc. Aí surgiu a banda. Foi meio que seguindo a onda de fazer música, sem pretensão alguma. 

Playlist: Como é seu processo criativo? Tem algum "ritual" específico ou algo que você faça para compor?enlightened

Bia: Meu processo criativo é sem nenhum processo. Quando vem a inspiração, eu faço a letra, as vezes a música e quando não tem música o Mário faz. Na maioria das vezes componho no banheiro (não sei se isso é bem um ritual, mas sei lá né!?)

Playlist: Como foi a experiência de gravar os primeiros trabalhos?

Bia: Foi uma experiencia incrivel e dificil por ser tão caro gravar músicas. E quando você começa do zero é ainda mais dificil. A gente pretende gravar um cd pra disponibilizar apenas pela internet até o final deste ano.

Diva nos palcos e fora deles, Bia é uma combatente do preconceito aos gordinhos e levanda a bandeira dos Padrões para quê???

Playlist: O fato de estar acima do peso, ou fora dos padrões, dificulta o trabalho do artista hoje?

Bia: Não acho que interfira em alguma coisa o peso da pessoa com cantar. Já não interferia antes imagine agora com todo o movimento contra gordofobia, movimento plus size, etc. Acho que principalmente com o som que a nossa banda faz, o intuito é pra quem realmente gosta da música e que não liga tanto pra estética.

Playlist: Como você define seu estilo no palco e fora deles?

Bia: Eu sou estudante de moda, então tenho que fazer jus ao status (RISOS). laughMeu estilo é bem assim: "Quero me vestir bem e confortável" e pronto. Mas fora dos palcos, como o dia é corrido nem sempre eu apareço DYVA assim. 

Playlist: E a banda já tem estilo próprio de se vestir?

BiaO estilo é descolado e legal (RISOS).laugh No inicio da banda eu tinha essa preocupação com as roupas que os meninos vestiam, agora não me preocupo mais porque ele já aprenderam as minhas dicas. Não existe bem uma referência, eles só seguem um estilo descolado mesmo.

Playlist: Em que tipo de ambientes preferem se apresentar? Bares? Festivais?

Bia: A gente prefere e até se sente mais confortável em festas mais alternativas ou em festivais. Bares e em outros lugares fico pensando que o público não tá preparado pra nosso show. As vezes acho que uma parte do público tem preguiça de escutar música nova e em específico, piauiense. Mas é só a minha opinião.

Playlist: No estilo da banda. Existem outros grupos de Tereisna que servem de inspiração para vocês?

Bia: Pra falar a verdade até dizem que nosso estilo parece com o do Validuaté, mas eu não acho (Rsrs)! Acho que pelo fato de ser a primeira banda de vocal feminino e músicas autorais, nunca tivemos o prazer de ter bandas similares pra gente se inspirar. Mas nós amamos de paixão todas as bandas autorais dessa cidade, e todas elas nos inspiram. (Eu particularmente amo muito Alcaçuz).

Playlist: O que vocês avaliam que não é positivo hoje na produção musical local? Sentiram alguma dificuldade seja para chegar a formação da banda, ou na aceitação do público?

Bia: O que não é positivo é em a questão de pagamentos pras bandas em lugares que o atrativo principal de um bar é a banda. Acaba que a justificativa do dono de bar é, o som, o segurança, a energia, etc, e a banda fica com 10% de lucro de cover de umas 300 pessoas, supondo. Então é muito dificil viver de música se a mentalidade dos donos de bares não mudar e perceber que sem bandas, os bares são apenas bares como qualquer um das centenas que existem na cidade. As vezes acho que o uma parte do público não gosta muito de música nova. 

Playlist: Suas letras falam muito de amor. Existe alguma história interessante ligada as composições?

Bia: (RI ALTO) laugh Tem uma música que foi inicio de namoro meu e do Mário, que é Sofá. Foi o apogeu pra gente dar o pontapé inicial. No geral são só histórias que se cruzam, histórias que eu escuto, etc. Todas as músicas do ep são compostas por mim, como eu sou extremamente ligada ao amor ele acabou assim. O amor cura tudo.

 

Playlist: O fato de ser namorada de um dos músicos da banda fortalece o grupo e a relação? Influencia de alguma forma no trabalho??

Bia: Influencia que os outros meninos tem que presenciar cenas de brigas no ensaio e nos shows. Nós somos dois teimosos. Mas a gente se resolve (RISOS).angel

Queria agradecer pela entrevista e é sempre bom ter jornalistas querendo divulgar bandas novas e autorais. Espero que todo mundo tenha curtido o nosso papo! BrigaDAN :D wink

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