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Festival da Rabeca movimenta praças de Bom Jesus

Democratizar o acesso à arte. Esse é um dos objetivos do Festival de Rabecas de Bom Jesus, que chega à sua oitava edição. E, se o intuito é alcançar o público de todas as idades, por que não eleger as praças como os melhores palcos para espetáculos de dança, teatro e música? As duas praças do município vêm recebendo desde quinta-feira (10) apresentações de várias cidades, encantando o público, que interage com os artistas.

São esses palcos a céu aberto que também apresentam os talentos do município, como das crianças e adolescentes atendidas pelo projeto “O poder da criança”. Entre elas, Ariana Martins, de 9 anos, que subiu no palco queijinho Mestre Beija, na praça do Fórum, para dançar, junto com outras meninas, numa apresentação intitulada “As pequeninas”. A instrutora e coreógrafa voluntária, Nara Reis, disse que, apesar do projeto existir a três anos, essa é a primeira vez que eles se apresentam no Festival de Rabecas.

Talento também que surpreendeu o público, com os alunos da oficina de dança ministrada pela professora Bete Batally, com o espetáculo “Perseguição”. Pelos movimentos apresentados no palco do queijinho já deu para comprovar o potencial dos alunos para a dança. “Queremos ampliar o projeto para conseguir atingir mais pessoas”, disse a professora.

A praça do Fórum foi eleita como a preferida entre a criançada. Nessa sexta-feira (11), houve apresentações de peças teatrais, que despertaram a atenção e arrancaram aplausos do público. A Companhia de Teatro Jovens em Cena – Cotjoc, de Teresina, trouxe para o Festival a peça “A verdadeira história de Romeu e Julieta”, que desceu do palco e foi apresentada no chão da praça, numa roda formada por muitas crianças.

A apresentação, que interagia com o público, apresentou jovens atores e um roteiro inusitado, engraçado e – como não podia faltar nos romances – com um final feliz. “É a estréia dessa apresentação e também é nossa primeira vez no festival. Estamos muito felizes”, disse o presidente da Companhia, Arimateia Bispo. O grupo Utopia, também de Teresina, levou para o palco queijinho Mestre Beija a peça “#ChapeuzinhoVermelho”, que faz uma releitura na história original.

No palco mestre Joaquim Carlota, a noite também foi de misturas culturais. Do Maranhão, a cantora e poetisa Lilia Diniz apresentou o espetáculo “Sertanejares”, onde ela canta, declama poesias e é acompanhada por instrumentistas, entre eles, uma rabequeira. “Já é a quinta vez que participo do Festival em Bom Jesus. É uma grande oportunidade de celebrarmos a importância desse instrumento”, diz Lilia.

Da cidade de Paquetá do Piauí, os puxadores de incelença da comunidade quilombola Custaneira também se apresentaram na noite de sexta, fazendo um resgate dessa tradição. A banda “As Fulô do Sertão” levou um forró com charme para o público que lotou a praça da Catedral. A cantora Mara Pavanelly foi a atração nacional da noite. O público cantou junto os sucessos como “Não era pra te amar” e “Verdadeiro amor”. A noite foi encerrada com show da banda local Voo Livre.

A programação do Festival segue até hoje (12), com show da cantora Elba Ramalho. O evento é uma realização da Associação dos Filhos e Amigos de Bom Jesus, tem o apoio do Governo do Estado, através da Secretaria Estadual de Cultura, e patrocínio da Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste e Governo Federal.