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Banda de música da Penitenciária Feminina se apresenta no Palácio da Música nesta terça (1º)

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Comemorando sete meses de existência, a banda de música da Penitenciária Feminina de Teresina, a Asacordes, se apresentará, nesta terça-feira (1º), às 9h, no Palácio da Música, Centro/Sul da capital. A apresentação contará com o apoio da Banda 16 de Agosto.
 
O evento marcará também o lançamento do brasão da Asacordes. O grupo musical é formado por 20 internas da Penitenciária Feminina, que já dominam instrumentos musicais como clarinete, zabumba, triângulo, trompa, tuba, tarol, trompete, pratos e saxofone.
 
O nome da banda é uma homenagem à música Asa Branca, do Rei do Baião, Luiz Gonzaga. A banda foi criada graças à parceria entre Secretaria de Justiça do Estado (Sejus), a gerência da unidade e o regente titular da Orquestra Sinfônica de Teresina, José Ronaldo.
 
Maria Clementina, saxofonista da banda Asacordes, é, de acordo com os professores de música, uma das melhores alunas da turma. A reeducanda participa do projeto desde o início, em 1º de maio, e, segundo ela, o sentimento é de orgulho.
 
“A emoção de tocar a primeira música e da apresentação em público vão ficar guardadas para sempre na minha memória. Gostaria de, ao sair, ter uma vida profissional na música. Quando toco, me sinto alegre e confiante e é assim que eu quero ser”, conta Maria.
 
Segundo o secretário de Justiça, Daniel Oliveira, a Sejus vai ampliar o projeto de música para as demais unidades prisionais do Estado, dando oportunidade àqueles que realmente querem desenvolver o talento, por meio da realização de oficinas de arte.
 
“Música, teatro, artesanato. Essas manifestações artísticas têm sido incentivadas nos presídios. O desenvolvimento cultural colabora para avançarmos na integração das pessoas e, a partir disso, oportunizar a elas um novo sentido de vida e novas possibilidades”, explica Daniel.
 
O regente José Ronaldo e o regente auxiliar, Vitor Oliveira, são responsáveis por ministrar as aulas e fazer os ensaios, que ocorrem pelo menos duas vezes por semana dentro da própria penitenciária. Segundo José Ronaldo, o próprio comportamento das internas mudou.
 
“Aplicamos uma metodologia simples e as meninas já estão, inclusive, fazendo apresentações. A turma é muito unida e interessada. Temos alguns talentos que, certamente, ingressarão na carreira musical”, pontua José.