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Molejo e É o Tchan se juntam em turnê: 'Não pensamos em dinheiro'

Foi como uma brincadeira de criança que a ideia da turnê surgiu: Andrézinho, do Molejo, disse na Virada Cultural de São Paulo, no ano passado, sem antes contar para ninguém, que a sua banda faria uma turnê junto com o É o Tchan. A estratégia deu certo e eles começaram a viajar pelo país. Nesta sexta-feira, os artistas tocam juntos pela primeira vez no Rio, no KM de vantagens hall.

— Somos amigos das antigas, um sempre dá uma canja no show do outro. Mas foi só anunciar a turnê que começaram a ligar para os nossos escritórios querendo marcar shows. Estamos aí. E é só bagunça! Beto e Anderson são mais caseiros. Já Andrezinho e eu somos mais largados, saímos para passear e tomar uma cervejinha — entrega Compadre Washington, do É o Tchan, sobre os bastidores.

No palco, as bandas se revezam cantando os próprios sucessos e depois se unem misturando suas músicas e hits de outros artistas.

— É o tempo todo dançante, em alta tensão. Essa é uma turnê para nos divertirmos, não é para mostrar nada. O repertório varia de acordo com a plateia — avisa Anderson, vocalista do Molejo.

Da união, surgiu até a fusão de “Dança da vassoura” com “Segura o tchan”: “varre e segura, varre e segura. É o Tchan e Molejo é só beleza pura”. Os vocalistas se divertem com as trocas de repertório.

— Eu adoro cantar “Cilada” — afirma Washington.

Nessa formação, nada de dançarinas. São os cantores que puxam as coreografias.

— A gente não tinha dançarinas, então ficávamos admirando a beleza das meninas do Tchan. Hoje a gente chama alguém da plateia para dançar — brinca Anderson.

E com tanta gente na turnê, como fica a divisão do cachê?

— Joga um pouco para lá, um pouco para cá — ri Anderson: — Não pensamos em dinheiro nessa turnê. Cada um ganha com sua carreira solo.

*Extra