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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Representantes de movimentos religiosos realizaram um protesto neste sábado (18) contra a exposição Queermuseu, aberta no Rio cerca de um ano após ter sido censurada em Porto Alegre. Eles acusam a mostra de desrespeitar símbolos cristãos e de apologia à pedofilia e zoofilia.

A exposição foi montada com recursos arrecadados em uma vaquinha virtual, que levantou mais de R$ 1 milhão, em uma das maiores campanhas do tipo no Brasil. 

Na sexta (17), a Justiça proibiu o acesso de menores de 14 anos, alegando que a mostra apresenta nudez e conteúdo sexual. A decisão da 1ª Vara da Infância e da Juventude permite acesso de adolescentes de 14 e 15 anos acompanhados dos responsáveis. A organização da exposição informou que vai recorrer.

"A blasfêmia não pode ser esconder atrás da arte", gritavam os manifestantes. O grupo, de quase 30 pessoas, reúne representantes de movimentos como Liga Cristã Mundial, Templários da Pátria e MBL (Movimento Brasil Livre).

"Nós não somos contra a arte. Somos contra o escarnecimento da fé cristã", disse Eduardo Oliveira, diretor da Liga Cristã Mundial no Rio. "Que se faça a exposição, mas não com aquelas obras que estão lá dentro", completou.

Em Porto Alegre, onde a mostra foi montada pela primeira vez, a reação de grupos conservadores levou a direção do Santander Cultural a decidir pelo encerramento antecipado da exposição.

Para a abertura no Rio, a direção do Parque Lage, onde a mostra foi montada, reforçou a segurança. Quase 20 homens e dezenas de câmeras monitoram o público e uma empresa faz a vigilância online, protegendo o espaço de ataques via redes sociais.

Antes da abertura foram distribuídos aos presentes adesivos com a frase "Vencemos o fascismo". 

"Eles querem cercear nosso direito de ser quem a gente é, de construir nossa família do jeito que a gente quer. Falam da família tradicional brasileira, mas o que querem é impor a família tradicional cristã", rebateu a professora Carol Quintana, que chegou a discutir com os manifestantes.

Às vésperas da abertura no Rio, o pastor Silas Malafaia chegou a pedir ao Ministério Pública a proibição do acesso de menores de idade, mas conseguiu apenas uma classificação indicativa para menores de 14 anos.

O MAR (Museu de Arte do Rio) chegou a oferecer suas galerias às obras despejadas do velho endereço, mas a ideia foi vetada pelo prefeito carioca Marcelo Crivella (PRB), que, em vídeo, disse que a mostra deveria ser realizada "no fundo do mar".

Entre as obras mais controversas da exposição, está uma tela de Adriana Varejão que retrata uma gueixa transando com um escravo, um rapaz penetrando uma cabra e dois garotos brancos num ato sexual com um rapaz negro.

Outra tela, de Bia Leite, em que meninos sorridentes aparecem com os dizeres "criança viada", recebeu acusações de apologia à pedofilia. Uma série de representações de Jesus nos quadros de Fernando Baril foi chamada de blasfema.