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Com pouco mais de um ano de formação a dupla Voicebox está invadindo a noite de Teresina e conquistando cada vez mais espaço entre os amantes de música eletrônica da capital. Formado pelo casal Thales Matos e Camille Rio Lima, a banda leva para os palcos a sintonia dos dois, sim eles são namorados heart

Para estrear a nova fase do Playlist, apresentarei uma série de entrevistas e matérias com bandas piauienses que você conhece, ou que provavelmente ainda não ouviu, mas que vai adorar conhecer. Semanalmente prometo apresentar algo de novo e interessante para vocês, que fizeram do Playlist uma das páginas mais acessadas da internet no Piauí! MUITO OBRIGADO!laugh

Conheci o Voicebox no fim de 2014 e a entrevista também foi feita mais ou menos no mesmo período. O casal, sempre unido até nas respostas (hihihi), fala sobre suas influências e perspectivas para 2015, que já começa com uma agenda cheia para o grupo.

O duo teve início em Jericoacoara e aconteceu sem muito planejamento. Thales e Camille estavam curtindo o litoral do Ceará e com um violão, que levaram por pura diversão, acabaram se apresentando em alguns restaurantes. De volta para Teresina, a ideia amadureceu e nasceu o Voicebox. Com a proposta de mostrar para pessoas versões próprias das músicas que mais gostam, a dupla tem como público alvo, “todo mundo que gosta de música eletrônica e que acompanha o que tem de mais atual na cena internacional”, como eles próprios me contaram na entrevista.

Para saber um pouco mais sobre a Camille e o Thales, confira nosso bate-papo:

Camille Rio Lima, cantora desde pequena, fez aula de canto e violão na Escola de Música de Teresina, participou de diversos corais e foi integrante do grupo Newtime. 

Thales Matos, produtor das músicas eletrônicas do Voicebox, é também instrumentista e se apresenta tocando guitarra ou baixo, instrumentos aos quais se dedica desde os 13 anos de idade, tendo estudado este na Escola Música para Todos.

Playlist (PL): Voicebox é o único live de Teresina que...

Voicebox (VB): ... te deixa na dúvida: se continua dançando ou "se acaba" de dançar! A proposta é mostrar para as pessoas as nossas versões das músicas que mais gostamos, além das nossas autorais, que sairão do forno em breve.

PL: Quais as maiores referências musicais para vocês?

VB: Nossas influências são muitas e a maioria não vem do meio eletrônico, como soul, indie rock, country, folk. 

Thales: gosto de trance desde menino. Gosto muito de System of a Down e Arctic Monkeys. Mas meu interesse pelos sintetizadores começou com o industrial do Rammstein. Também gosto de Of Montreal. Sou louco pelas produções de Nicki Minaj, Lady Gaga: do pop em geral.

Camille: sempre fui apaixonada por música erudita e canto lírico. Desde criança ouço música popular brasileira, como Beth Carvalho e Nana Caymmi. Adoro Beyoncé, Joss Stone e Jessie J. pela qualidade e técnica vocal que elas têm.
PL: Quem é o público do Voicebox?

VB: Todo mundo que gosta de música eletrônica e que acompanha o que tem de mais atual na cena internacional, especialmente os top charts de pop e dance. Além disso, com a nossa proposta diferenciada, queremos trazer para o nosso mundo pessoas que até então não tinham contato com a música eletrônica. E temos muita satisfação em afirmar que estamos obtendo êxito nesse desafio!

PL: Como funciona o processo criativo de vocês, gravações, etc?

VB: Primeiro a gente cuida da melodia, harmonia e letra. Compomos sempre no mesmo lugar (quarto) e na mesma posição, só voz e violão! Depois criamos o arranjo e ritmo, no estúdio, adicionando percussão, sintetizadores e efeitos. Acreditamos que a música eletrônica, associada aos conhecimentos de teoria musical é muito mais atraente.
Temos nosso home studio e nós mesmos cuidamos de todo o processo: produção, gravação e mixagem.

PL: E serem namorados, ajuda ou atrapalha?

VB: Tudo que é feito com amor é percebido! Isso ajuda muito pois a proximidade nos proporciona uma maior liberdade para nos posicionar acerca do trabalho do outro, além de poder passar mais tempo juntos nos dedicando aos nossos projetos. E mais, é muito mais prazeroso trabalhar com quem a gente gosta. Atrapalha um pouco, porque, mesmo nos momentos de lazer, nos flagramos pensando ou conversando sobre o Voicebox.

Nós adoramos o que fazemos mas, assim como todo mundo, às vezes acordamos com o pé esquerdo. Já passamos horas e horas discutindo o timbre de um sintetizador.

PL: E sobre o ciúme... como lidar (blogueiro metido kkk)

VB: KKKK resolvemos dividir essa resposta!

Thales: Tira o olho da minha índia!

Camille: Não. Sou muito tranquila, inclusive ando com uma arma na bolsa, só por precaução...
Brincadeiras à parte: no nosso meio, temos que lidar com isso e aprendemos a separar as coisas. Procuramos manter por perto somente os sentimentos positivos, porque é isso que queremos dividir com o nosso público.


PL: E sobre as canções autorais, vocês compõem muito? Quando podemos conferir algo de vocês?

VB: A gente compõe todo dia. Tudo vira música na nossa vida. Tem muito material ficando pronto! Músicas agitadas, dançantes, baladinhas, outras com instrumental agressivo, e algumas que valorizam bastante o vocal. Essa etapa de produção é muito empolgante porque nossas músicas serão nosso cartão de visita: nossa identidade. Já estamos ansiosos para ver a reação do público!


PL: De Teresina, vocês tem alguma banda ou projeto favorito?

VB: Em Teresina tem muita gente boa na música, mas não citar Martine Cadillac, Josué Costa e Dam Bezerra seria um crime.

PL: Onde foi o melhor show de vocês até hoje?

VB: Eita! Essa é difícil! A gente se diverte muito nos shows. Dois momentos foram muito marcantes: a estreia no Reserva Pub e o aniversário da Brenda Ferraz em Parnaíba.

PL: O que vocês acham que não é legal na noite de Teresina?

VB: Teresina está crescendo bastante. E tem muita gente boa, independente do estilo musical, encontrando portas fechadas. O cenário de atrações está repetitivo, por falta de oportunidade para esses novos talentos. Uma vez abertas essas portas, não só o público, mas o estabelecimento e os artistas ganham.

PL: O que podemos esperar de vocês em 2015?

VB: Temos inúmeros projetos pra 2015: novas parcerias, lançamento de muitas músicas autorais e ótimas surpresas nos shows do Voicebox!

Gostaríamos de agradecer primeiramente ao Rayldo Pereira pelo convite para mostrar um pouco do Voicebox no seu blog super antenado! (Eu que agradeço a entrevista de vocês gente!!!). Agradecemos também aos nossos parceiros Base Zion, Atelier Giselle Pimentel, Foco Integrado, Via Personal e Tri Bijoux, que acreditaram na gente desde o começo. Aos nossos fãs, cada vez mais engajados, que sempre nos acompanham, curtem e compartilham nossas postagens. O nosso obrigado também aos estabelecimentos que confiaram no Voicebox para transformar suas noites!

Gostou? Então acompanhe o Voicebox  através do Instagram @voiceboxmusic e da fan page no facebook.com/duovoicebox e soundcloud.com/duovoicebox e deixa sua curtida na fan page do Playlist: facebook.comlaylistcidadeverde

Beijos!

Gal Costa faz show intimista mas levanta público do Festival de Inverno de Pedro II

O show foi intimista mas teve clime de festival. Assim foi a noite desta sexta-feira no alto da Serra dos Matões em Pedro II. “Se acaso me quiseres, sou dessas mulheres, que só dizem sim”, cantou Gal Costa ao embalar cerca de 12 mil pessoas no palco da Praça da Bonelle no Festival de Inverno de Pedro II. “Vaca Profana” e até a versão de Caetano Veloso para Bob Dylan foram destaques no repertório do show, que diferente do anunciado, pegou de surpresa a plateia de Pedro II.

O público esperava ouvir os sucessos do CD Estratosférica, mas Gal apresentou os sucessos do show Espelho D’água, que marca sua segunda passagem pelo Piauí. A plateia não deixa por menos, canta todas as músicas que emocionam e fazem lembrar histórias ligadas a momentos de vida que marcaram época no país.

Sem bateria eletrônica, percussão, naipe de metais, teclados ou efeitos de microfone. O show Espelho d’Água se releva através de um único protagonista: sua voz. O repertório do show é formado pelos sucessos mais importantes da carreira de Gal e tem interpretações irrepreencíveis.

Aos 70 anos, a voz de Gal Costa parece a mesma dos seus tempos áureos e acaba acumulando consigo sabedoria e maturidade, que para uma intérprete, são ponto fundamental para trazer emoção e requinte a apresentação. Em coro de "eu quero que você venha comigo" a plateia veio ao delírio com a cantora que apresentou sucessos inesquecídveis de sua história.

Nem a chuva espantou a plateia que lotou a segunda noite do Festival.  A outa atração da noite foi a banda Hey Jude, cover oficial dos Beatles que emocionou a plateia com os maiores hits da banda britânica, diálogos em inglês e a irreverência dos garotos de Liverpool.

O Festival de Inverno de Pedro II ainda tem como atrações Paralamas do Sucesso, Top Gun e muito mais.

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