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Eventos em Teresina marcam campanhas pelos direitos das meninas

Foto: Plan International

A ONG Plan International Brasil realizou dois eventos em parceria com a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) no dia 25 de setembro, em Teresina. A ONG é comprometida com a causa dos direitos das crianças e a igualdade para as meninas.

A programação do dia teve início com o Seminário Meninas pela Igualdade, que reuniu representantes do poder público, técnicos de equipamentos sociais, tomadoras e tomadores de decisão. O evento repercutiu sobre a importância de garantir espaços de participação das meninas nos processos de elaboração e monitoramento das políticas públicas.

“Falar sobre participação de meninas é desafiador, pois é algo que não é natural na sociedade em que vivemos. Por isso a urgência de levar o tema para espaços de diálogos e de tomadas de decisões, só assim conseguiremos garantir que meninas tenham liberdade para participar em todos os espaços de direitos”, reforça a educadora social da Plan International Brasil, Ludiane Pinto, em um dos painéis apresentados.

Nesta ocasião, também foi apresentada uma nova e importante conquista para o direito das meninas: a aprovação do projeto de lei que institui o Dia Estadual da Menina – movimento global criado e desenvolvido pela Plan International – no Piauí. Atualmente, a cidade de Teresina é a primeira capital do Brasil a instituir a data do dia 11 de outubro.

O encerramento do seminário ficou por conta das meninas integrantes do projeto Escola de Liderança para Meninas, desenvolvido pela Plan International Brasil. O momento foi marcado pela mensagem de empoderamento feita na voz de uma das jovens do projeto, Letícia, 17 anos: “Queremos ser livres e vamos conseguir! Porque enquanto houver meninas, haverá esperança!”.

Lançamento da pesquisa "Tirando o véu"

No mesmo dia foi lançado do estudo “Tirando o Véu”, que aprofunda o entendimento sobre o casamento infantil no país.Realizado em parceria com a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), o estudo apresenta uma investigação quantitativa nacional, para recolhimento de dados estatísticos, e uma investigação qualitativa local, com grupos focais na Bahia (Salvador, Camaçari e Mata de São João) e no Maranhão (Codó). Foram conversas com meninas casadas e não casadas abaixo de 18 anos, mulheres de 18 a 25 anos que se casaram adolescentes, meninos não casados, maridos que se casaram com adolescentes e famílias/responsáveis.

O estudo também entrevistou líderes comunitários e religiosos, além de agentes públicos, especialistas e organizações da sociedade civil. A pluralidade dos grupos entrevistados é um dos diferenciais do estudo.

“A pesquisa compara as pessoas casadas e não casadas, traz uma visão daquelas que estão em casamentos recentes e aquelas que já se casaram há algum tempo. Ganhamos na capacidade de análise das causas ao escutar também os meninos que não estão casados e os homens que se casaram com meninas”, afirma Viviana Santiago, gerente de gênero e incidência política da Plan International Brasil.

Fonte: site Plan International