Cidadeverde.com
Suzane Jales

Os italianos estão certos

Olá! Tudo bem? Eu estive ausente por alguns dias: estava de férias em uma praia, sem acesso à internet.

De volta à rotina, quero compartilhar com você algumas reflexões que fiz e que talvez sejam interessantes para você.

A primeira delas é, na verdade, uma constatação: Como é bom ter um tempo só para você! Durante muitos anos, eu aproveitei as minhas férias para fazer cursos. Foi assim que fiz a minha formação de Programação Neurolinguística (até o nível Master), Hipnose Ericksoniana e Eneagrama, dentre outros.

E foi ótimo! Muito importante tudo isso, mas, este ano, decidi que não ia fazer nada... absolutamente nada. Queria poder me balançar numa rede na varanda de minha casa, ficar de olho no mar até o sol se pôr, bater papo com os amigos... enfim, curtir o que os italianos curtem muito e que chamam de “dolce far niente”: que não é preguiça, como muitos pensam, mas o doce não fazer nada. E eles fazem isso sem sentir culpa por não estarem fazendo nada.

Confesso que, anos atrás, eu acharia isso algo improvável: acreditava que tempo vale ouro e que ficar sem produzir é quase um crime. Você já sentiu isso? Eu vivi assim por muito tempo: queria a todo minuto estar fazendo algo, resolvendo problemas. E rápido, para sobrar tempo... não sei mesmo para que.

Hoje, vibro com cada minuto desses onde fico no ócio absoluto, pois aprendi o valor do repouso, da falta de controle, do respeito ao meu tempo. Descobri que nessas horas é possível ter um encontro incrível com a minha intimidade...

Sei que tudo tem seu tempo e que, na hora que é preciso trabalhar, eu falto não parar. Mas, às vezes, é melhor ficar parado do que dar um passo na direção que não quero; de não fazer algo que eu esteja sentindo que posso me arrepender depois; ou, como diz Walter Franco: tem hora que só é preciso deixar a “mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo”.

E você, tem respeitado o seu tempo?