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Suzane Jales

Nossas escolhas, nosso futuro

Segundo o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, escolha é o ato ou efeito de escolher. É fazer uma opção, selecionar, ter preferência…

O problema é que, muitas vezes, não temos essa preferência definida e isso complica o ato de escolher – o que o torna uma tarefa nada fácil.

Quando escolhemos alguma coisa, estamos abrindo mão de algo: escolhemos um em detrimento do outro… É isso que Caio Fernando de Abreu nos lembra: “A vida é feita de escolhas. Quando você dá um passo à frente, inevitavelmente alguma coisa fica para trás”.

Tenho um grande mestre – Nicolai Cursino – que sempre nos lembra que, muitas vezes, é possível usar o “E” ao invés do “OU”… Verdade. Infelizmente, nem sempre vale pra tudo, mas sempre é bom checar essa possibilidade.

Vamos em frente…

Ao longo da nossa vida, precisamos fazer muitas as escolhas. Umas são mais simples, algumas mais complexas… e outras têm uma dimensão enorme, como a profissão/trabalho que faremos e com quem queremos nos relacionar.

A questão é que as nossas escolhas de hoje fazem nosso futuro amanhã, o que nos confirma a importância de ter sabedoria a cada passo dado.

Vamos aprofundar a reflexão de duas escolhas que acho fundamentais…

Especialmente em tempos de crise, como a que estamos enfrentando, vejo muita gente se sustentando em empregos que não gostam e que estariam nos últimos lugares na lista de preferência… porém precisam aguentar para sobreviver. Fato!

É claro que elas não podem mesmo chutar o balde, mas podem começar a pensar no que fazer agora a fim de estarem preparadas para as oportunidades quando a crise passar… e aí fazer escolhas mais conscientes dessa área primordial da vida. Concorda?

Se você está nessa situação, pense no que pode fazer… e comece a agir! Não espere a crise passar para começar a construir seu futuro.

Continuando, eu lembro de ter lido que o que se pode compreender diante da escolha de com quem iremos nos relacionar, tem muito a ver com a relação que vivemos com figuras significativas durante a infância, que pode nos levar a repeti-la e projetá-la em nossos relacionamentos atuais. Assim, se na fase infantil os conflitos forem elaborados de forma saudável, ocorrerá a busca por relacionamentos saudáveis; caso contrário, não haverá troca e bem-estar.

Vale, então, refletir como o relacionar-se foi aprendido, sobretudo, dos pais, que são os nossos primeiros exemplos de relações, e se não estamos no ciclo vicioso da repetição.

Nos últimos meses, eu tenho visto muitos homens que ainda hoje “competem” com os pais e muitas mulheres cujo peso da escolha tem muito mais a ver com o medo da solidão… Nos dois casos, passa longe a busca por quem ainda provoca borboleta no estômago…

Claro que existem muitos outros motivos. Citei só os mais constantes, ultimannete.

Seja qual for o seu caso, a reflexão de Coaching nessas horas é buscar saber o que lhe motiva a fazer as escolhas atuais: Elas são sinceras? Elas estão contribuindo com a sua evolução? Elas estão em sintonia com seus valores? 

Na dúvida, eu sigo o conselho de Osho: “Sempre que houver alternativas, tenha cuidado. Não opte pelo conveniente, pelo confortável, pelo respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso. Opte pelo que faz o seu coração vibrar. Opte pelo que gostaria de fazer, apesar de todas as consequências”.

Por hoje, é isso! Se gostou, comenta, curte e compartilha com os amigos.

Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales
sua coach

P.S.: Veja mais artigos, vídeos, podcast e fotomensagens meus aqui: http://suzanejales.com.br/