Cidadeverde.com
Suzane Jales

Como mudar o foco de forma imediata

Um amigo contou-me sobre um professor dele que tinha um hábito muito interessante: procurar erros de português nas provas dos alunos. E olhe que ele era professor de matemática.

Meu amigo diz que ele às vezes nem conseguia enxergar a forma que os alunos haviam resolvido a questão: conferia se o resultado estava certo… e se concentrava na parte escrita da resposta para ver se tinham erros. Aí ele marcava com caneta vermelha e colocava ao lado a forma correta de escrever.

Sabendo disso, os alunos aproveitavam para “colar” a resposta final e faziam um cálculo qualquer para disfarçar. Alguns, até cometiam erros de português de forma proposital, para atrair o foco do professor…

Entenda, não acho que querer que os alunos escrevam de forma correta seja algo ruim, muito pelo contrário: é louvável. O problema se dá na forma como isso era feito e que tornou-se o foco exclusivo do professor.

Lendo essa história pode-se pensar que esse professor era muito bobo, não é verdade? Mas, quantas vezes não agimos dessa mesma forma?

Você não acredita?

Então, lembre-se de quantas vezes você ficou com o seu foco nos problemas e nem sequer conseguia ver as soluções que existiam…

E aí vem o medo de não conseguir resolver o problema, a tristeza, a ansiedade… Enfim, o problema vai aumentando e vira uma grande bola de neve que se retroalimenta.

Estranho pensar que tem gente que age assim, mas é a pura verdade. E muitas vezes nós agimos assim!

Mas, o que fazer para melhorar o foco?

Já abordei esse tema outras vezes e dei dicas de como faço isso. Hoje, tenho mais uma dica bem interessante para compartilhar com você: mudar o foco para os pés.

Isso mesmo!

A autora do livro “The Charisma Myth” (O mito do carisma), Olivia Fox Cabane, dá como sugestão para melhorar o foco e a concentração algo bem simples: colocar nosso foco nos dedos de nossos pés na hora que sentirmos que estamos “divagando” à ermo…

Parece brincadeira, mas é isso mesmo. Ela diz que esse gesto aparentemente simples ajuda a colocar rapidamente a nossa atenção no “agora”, o que melhora o nosso foco.

Eu faço algo parecido quando estou meditando: quando sinto que começo a ser levada pelos pensamentos, trago meu foco para a entrada/saída de ar nas minhas narinas. Volto a minha conexão no mesmo instante.

Se você quer fazer algo a mais, eu tenho um curso express que ensina uma técnica que vai ajudar você a ter mais presença, centramento e consciência das diversas partes de seu corpo, o que ajuda muito a melhorar o foco e a concentração: Minicurso Relaxamento e Consciência Corporal.

Ele é acessado através de uma Área de Membros Exclusiva na Internet e tem uma vídeo-aula e um  áudio em MP3. Esse áudio você pode baixar e ouvir onde quiser (inclusive no celular). Tudo muito prático e de fácil assimilação. O curso express custa R$ 27,00 e pode ser pago em até duas vezes no cartão.

É isso! Aproveita e deixa o seu comentário aí embaixo.

Se gostou, compartilha com os amigos!

Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales,
sua coach

Em busca de nossa essência

Em “Barca de Gleyre”, obra que reúne a correspondência ativa de Monteiro Lobato com o escritor mineiro Godofredo Rangel, entre 1903 e 1943, o criador de Sítio do Pica-pau Amarelo dá um conselho para o amigo: “Seja você mesmo, porque ou somos nós mesmos ou não somos coisa nenhuma”.

Essa é uma verdade inconteste.

Ainda assim, é impressionante ver como muita gente ainda se veste, trabalha, fala, pensa… enfim, fazem sua existência segundo a opinião dos outros. São pessoas que vivem de aparência… Só esquecem que você É o que você FAZ e não o que você PENSA que é, o que você DESEJA ser ou o que você DIZ que é.

Isso está às nossas vistas todos os dias, concorda?

Tem também aquelas que fingem ser um tipo de pessoa para esconder algo que elas não gostam. Por exemplo, aquela pessoa que diz: “Eu não sou preconceituoso, MAS…” e completa a frase com algo preconceituoso. É isso: essa pessoa pode falar mil vezes que não é preconceituosa… e isso não a torna sem preconceito. Porque é algo que está impregnado internamente nela. Só que como é politicamente incorreto, ela finge que é assim.

Finge e acredita no seu fingimento.

Mas é preciso citar também aqueles que não vivem seguindo os ditames dos outros, mas ainda não aprenderam a enxergar e dar valor ao seu próprio conteúdo. Estão numa espécie de limbo.

Tenho um amigo que diz não conseguir seguir em frente em alguns aspectos de sua vida porque se sente como se estivesse num palco, sem ter repertório. E vive em busca dessa sua essência que não consegue ver. Na minha percepção, qualquer um que lhe conheça bem sabe que ele tem um repertório enorme, apenas não acredita nele.

E se não acredita, é como se ele não existisse mesmo.

Em todos os casos que citei, no fundo, no fundo, são pessoas tristes. Afinal, nada é mais doloroso do que o peso de afastar-se de sua essência e até carregar um “outro” dentro de si.

O bom é saber que este caminho tem volta. Pode até não ser muito fácil, mas é possível encontrar um retorno, sim!

Os passos passam por auto-observação, reconhecer esse distanciamento de si e, claro, ação de ir em busca de sua essência.

Vamos falar de cada um deles. E vamos fazer isso através das palavras do psiquiatra, escritor e palestrante Roberto Shinyashiki.

Auto-observação: “Se você perceber o que acontece em sua vida, vai observar que existe um padrão de sucesso e outro de fracasso.” (Roberto Shinyashiki)

Cabe a nós fazer essa auto-observação sem julgamentos. O bom é que isso seja feito com o sentimento de acolhimento e carinho. Seja carinhoso(a) com você!

Reconhecimento: “Na simplicidade aprendemos que reconhecer um erro não nos diminui, mas nos engrandece, e que as pessoas não existem para nos admirar, mas para compartilhar conosco a beleza da existência”. (Roberto Shinyashiki)

Aqui, Shinyashiki fala em erro, mas podemos estender também como passos que damos que nos levam para longe de nossa essência. É importante que, depois da auto-observação, possamos, de verdade, reconhecer esses “passos em falso”. Mais: entender que é preciso fazer algo a respeito.

Ação: “A grande verdade é que você é a pessoa que escolhe ser. Todos os dias você decide se continua do jeito que é ou muda. A grande glória do ser humano é poder participar de sua auto-criação” (Roberto Shinyashiki)

É… todo dia é dia de decisão. Que tal dar uma mexida na sua vida? Então, comece fazendo as perguntas poderosas de Coaching:
– O que quero ao invés disso?
– Que passos posso dar para conseguir?
– O que está me impedindo?
– O que vou fazer a respeito?

Finalizo esse artigo ainda com as palavras de Roberto Shinyashiki: “Seja uma pessoa que valoriza a essência, não a aparência, cultive os valores mais profundos e não caia na tentação de se tornar um ‘super’ em um mundo de estrelas sem brilho próprio”.

É isso! Aproveita e deixa o seu comentário aí embaixo. Se gostou, compartilha com os amigos!

Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales,
sua coach

"A base de um cérebro saudável é a bondade"

Quantas vezes você não se pegou tendo um desânimo quanto ao futuro por conta dos últimos acontecimentos, não só no Brasil, mas em todo o mundo? Muita gente acredita até que é difícil manter uma vida saudável com tantas notícias ruins que povoam nosso cotidiano… e terminam nos atormentando.

Por isso, resolvi pesquisar um pouco e cheguei até o trabalho do PhD em neuropsicologia, pesquisador na área de neurociência afetiva e membro do conselho do Foro Econômico Mundial de Davos Richard Davidson que afirma: “uma mente calma pode produzir bem-estar em qualquer tipo de situação”. É sobre o trabalho dele o foco do nosso artigo.

Em uma entrevista publicada no site do La Vanguardia, ele é categórico ao dizer só poderemos reduzir o sofrimento no mundo se a política se basear naquilo que nos une: “Acredito na gentileza, na ternura e na bondade, mas temos que nos treinar nisso”, afirma.

Então dá pra treinar isso? Essa é uma boa notícia!

Até 1992, Davidson se dedicava a investigar os mecanismos cerebrais ligados à depressão e à ansiedade: “Quando me dediquei a investigar, por meio da neurociência, quais são as bases para as emoções, fiquei surpreso de ver como as estruturas do cérebro podem mudar em tão somente duas horas”, diz Richard Davidson.

Ele e sua equipe levaram meditadores ao laboratório; e antes e depois da meditação, tiraram uma amostra de sangue deles para analisar a expressão dos genes. Com isso, ele viu, por exemplo, como as zonas com inflamação ou com tendência à inflamação tinham uma abrupta redução. Essas foram descobertas muito úteis para tratar a depressão.

Mas, em 1992, ele conheceu o Dalai Lama que fez o que muito falo nos artigos que escrevo: mudou o foco do pesquisador do problema para a solução…

“Admiro seu trabalho, mas acho que você está muito centrado no estresse, na ansiedade e na depressão. Nunca pensou em focar suas pesquisas neurocientíficas na gentileza, na ternura e na compaixão?”, disse-lhe Dalai Lama. A partir daí, isso passou a ser o centro da pesquisa de Richard Davidson.

E ele fez grandes descobertas nesse campo, jamais citado em um estudo científico. Descobriu, por exemplo, que há uma diferença substancial entre empatia e compaixão e os circuitos neurológicos que levam à cada uma delas sãos diferentes.

É bom lembrar que a empatia é a capacidade de sentir o que sentem os demais. Já a compaixão é ter o compromisso e as ferramentas para aliviar o sofrimento dos outros. “Umas das coisas mais interessantes que tenho visto nos circuitos neurais da compaixão é que a área motora do cérebro é ativada: a compaixão te capacita para agir, para aliviar o sofrimento”, revela Davidson.

Mas ele mesmo diz que umas das coisas mais importantes que descobriu é que gentileza e ternura é algo que se pode treinar em qualquer idade: “Os estudos nos dizem que estimular a ternura em crianças e adolescentes, melhora os resultados acadêmicos, o bem-estar emocional e a saúde deles”, revela.

E Richard Davidson ensina como fazer esse treinamento passo a passo: “Primeiro, levando a mente deles até uma pessoa próxima, que eles amam. Depois, pedimos que revivam um momento em que essa pessoa estava sofrendo e que cultivem o desejo de livrar essa pessoa do sofrimento. Logo, ampliamos o foco para pessoas não tão importantes e, por fim, para aquelas que os irritam. Estes exercícios reduzem substancialmente o bullying nas escolas”.

Ele nos lembra que fechar-se nos próprios sentimentos e pensamentos é uma das causas da depressão, por isso, está empenhado em implementar no mundo o programa Healthy Minds (mentes saudáveis) que tem como pilares a atenção; o cuidado e a conexão com os outros; o contentamento de ser uma pessoa saudável; e ter um propósito na vida.

Richard Davidson diz que é preciso levar às pessoas o que a ciência sabe sobre o bem-estar: "A base de um cérebro saudável é a bondade". E treinamos a bondade em um ambiente científico, algo que nunca tinha sido feito antes… Tenho mostrado a eles, por exemplo, o resultado de uma pesquisa que temos realizado em diversas culturas diferentes: se interagirmos com um bebê de seis meses usando fantoches, sendo que um deles se comporta de forma egoísta e o outro de forma amável e generosa, 99% dos bebês prefere o boneco que coopera”, relata.

Ele vai além e diz que cooperação e amabilidade são inerentes às pessoas, mas que isso é algo frágil e se não são cultivadas, se perdem. “Por isso, eu, que viajo muitíssimo (o que é uma fonte de estresse), aproveito os aeroportos para enviar mentalmente bons desejos a todos com quem cruzo no caminho, e isso muda a qualidade da experiência. O cérebro do outro percebe isso. A vida é só uma sequência de momentos. Se encadearmos essas sequências, a vida muda”.

Reflita sobre isso e, se concordar, que tal colocar em prática?

Aproveita e deixa o seu comentário aí embaixo. Se gostou, compartilha com os amigos!

Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales,
sua coach

 

Sobre os outros e nossos sonhos

“Nós não precisamos de muita coisa. Só precisamos uns dos outros e de sonhos”. Essa foi a frase de Carlito Maia que ficou martelando na minha cabeça durante toda a semana… Como entender isso da maneira mais clara e cristalina possível?

Fiz o que mais gosto: além de pensar bastante sobre o assunto, pesquisei em livros e na internet. Encontrei em duas figuras bem diferentes, mas ambas iluminadas, as indicações de que Carlito Maia está certíssimo. E é essa minha reflexão que quero compartilhar com você.

Osho nos lembra que “Cada relacionamento é um espelho; ele revela sua identidade a você”.

Lembra como você sente compaixão quando vê uma pessoa sofrendo, passando necessidade? O outro revelou esse sentimento que existe em você. É por isso que o outro funciona como um espelho: mostra o que tem dentro de você.

Mas não é só revelado o seu lado bonzinho. Ele mostra também as sombras que você tenta esconder (dos outros e de você mesmo!).

Ah, e aqui, cabe lembrar de todos os relacionamentos que você tem e não apenas os amorosos. Por exemplo, como estão os relacionamos com os seus colegas de trabalho?

É que não adianta ser bonzinho com a pessoa que você ama e viver “puxando o tapete” dos colegas no ambiente do trabalho, seja por inveja, medo ou outro sentimento qualquer.

Ah, Suzane, mas é que o fulano me desperta uma raiva danada por isso, aquilo… BINGO! Aí está o que essa pessoa revelou da sua identidade.

Deu para entender?

É claro que, em algumas ocasiões, é preciso se isolar, fazer uma introspecção, para um trabalho de autoconhecimento. Mas isso não elimina a importância do outro tem em nossa vida.

Aliás, o Papa Francisco diz: “Ninguém se salva sozinho”.

Perfeito! A gente precisa do outro para enxergar essas máscaras que vamos colocando ao longo da vida. Se quiser enxergar, é claro.

E aqui entra outra importante parte da reflexão: que “salvação” é essa que ele fala?

O Papa Francisco é católico, mas podemos extrapolar, lembrando que a palavra latina de onde se deriva a palavra portuguesa “salvar” é salvare, que se refere a qualquer tipo de salvamento. No sentido teológico, é livrar de algum perigo ou mal, incluindo aí a do “juízo final”, juntamente com a provisão de bem-estar espiritual e que é definido de muitos modos nos vários sistemas religiosos, como iluminação, essência divina… Afinal é para isso que estamos neste mundo, não é verdade?

E já que estamos neste mundo, vamos continuar por aí nossa reflexão…

O Papa Francisco disse em Cuba: “A capacidade de sonhar é o que nos torna capazes de trabalhar por um mundo melhor. Quanto maior é a capacidade de sonhar, mais seremos capazes de realizar”.

E Osho complementa: “Esteja aberto aos sonhos.”

Nem preciso dizer o quanto acho importante sonhar. Para mim, o sonho é o combustível da vida. Mas o que eu tenho visto de gente que tem medo de sonhar, de se entregar e que coloca limite nos seus sonhos, não está escrito.

Lembro que sonho não precisa ser realista. Sonho é sonho. Realista é o planejamento. Falamos neste blog sobre isso no artigo sobre a ESTRATÉGIA DISNEY.

Então não tenha medo de correr risco. Se você não correr risco atrás dos seus sonhos, como vai saber se eles valiam a pena ou não? Não desperdice a sua capacidade de sonhar e de realizar seus sonhos! Depois, pode ser tarde demais e você se arrepender…

Falando nisso, eu lembro o que disse Osho: “A vida é aqui e agora, esse instante mesmo. Se você sempre deixar o presente para o amanhã, você vai desperdiçar a sua vida.

É isso. E você, vai deixar para agir quando?

Agora, aproveita e deixa o seu comentário aí embaixo. E se gostou, compartilha com os amigos!

Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales,
sua coach

O medo tem algum controle na sua vida?

Na última semana, por conta do meu aniversário, tive a alegria de conversar com vários amigos. Alguns que eu vejo sempre; outros, nem tanto…

Duas dessas conversas chamaram minha atenção e quero compartilhar com você porque, acredito, podem geram ótimas reflexões. Por razões óbvias, vou omitir os nomes. Vou chamá-los de João e José.

O primeiro que encontrei foi João. É amigo de longas datas. Tenho por ele um carinho enorme e uma admiração imensa pela sua integridade e inteligência aguçada. Suas tiradas são certeiras e precisas. Conversar com ele é sempre um privilégio.

Ele está sempre em movimento. Viaja muito. E aproveita bastante as oportunidades que aparecem. Creio que fez o que gostaria de ter feito ao longo da vida, ou pelo menos parte do que se propôs a fazer. Agora, já depois que entrou na fase dos ENTA (quarenta, cinquenta, sessenta, setenta…), disse que vive um ciclo diferente: “Eu acredito em inferno e céu e agora só quero salvar minha alma”. Isso é o que lhe move atualmente.

Depois, a minha conversa foi com José. Conheço-o há menos de dez anos, mas parecem décadas, tal a nossa sintonia.

Desde que nos tornamos amigos, ele me contou algo especial: sentia que tinha como Missão algo muito grande, embora ainda não soubesse definir bem o que era…. e esperava que com o tempo isso se revelasse.

Ele também já está na fase dos ENTA só que, diferente do meu outro amigo, gosta mais do seu cantinho, é muito mais quieto. Sempre preferiu não correr muitos riscos: tem medo do que possa encontrar. Ou melhor: diz ter medo das decisões que possa precisar ter que tomar com as coisas que possa vir a encontrar.

A conversa com ele é sempre um patamar acima e falamos de coisas que raramente converso com outras pessoas. Muitas vezes, eu recorro a ele quando preciso me aprofundar num tema… Sinto que ele é um ser iluminado, mas é só me lembrar dele que eu recordo da parábola sagrada: “não se acende uma candeia para se esconder debaixo da cama”. É por aí…

Aqui acaba a parte da conversa e vou mais fundo na parte da minha percepção…

Não pense que vou criticar a vida de nenhum dos meus amigos… longe de mim. Cada um escolhe como quer viver. Apenas vou compartilhar com você as reflexões que fiz a partir das nossas conversas e de algo que, acredito, os dois têm em comum: o medo.

Sinto, do fundo do meu coração que um age por medo; o outro paralisa-se por medo; e ambos acham que estão no controle de suas vidas… E isso pode estar acontecendo com você!

Essas duas conversas ficaram no meu pensamento por horas…

Peguei meu caderninho de anotações e vi que MEDO é exatamente o segundo ponto mais pedido na pesquisa que fiz com os participantes do projeto gratuito Coaching de Bolso sobre o que eu deveria abordar em meus artigos. Só lembrando, o primeiro foi ANSIEDADE, que falei em duas oportunidades:
Técnicas simples para combater a ansiedade e
Atitudes que controlam a ansiedade

Para mim, isso soou como um sinal. Sempre é assim que funciono (só sei escrever quando vem a inspiração).

E são vários os tipos de medo. Quando gravei a série Fatores que impedem você de conquistar o que quer (confira pesquisando a palavra FATORES no blog) lá estavam mais dois deles: o Medo de fracassar e o Medo do sucesso. Super recomendo que você confira.

Lembro que sentir medo é algo completamente saudável e natural, pois o medo costuma nos proteger de algum tipo de perigo quando nos sentimos ameaçados.

Hoje em dia, por exemplo, o que tem de gente com medo por conta da situação das empresas e do país, não está escrito. E esse medo é real…

O problema é o medo em excesso, quando ele atrapalha a nossa vida. É desse medo que estamos nos referindo…

Li certa vez uma frase de Thich Nhat Hanh que dizia: “A única maneira de aliviar o nosso medo e ser feliz é reconhecer nosso medo e olhar profundamente para sua fonte. Em vez de tentar fugir do nosso medo, podemos convidá-lo até nossa consciência e olhar claramente e profundamente”.

Depois dessa reflexão, fica a pergunta: O medo tem algum controle na sua vida?

Se sim, é hora de virar esse jogo a seu favor…

A grande dica para quem tem medo é investir em autoconhecimento. Sei que bato muito nessa tecla, mas é que essa é a melhor forma de conseguir forças e “munição” para enfrentar o que vier pela frente.

Finalizo compartilhando algumas ferramentas que são muito usadas para combater o medo. Confira a melhor para você e dê os primeiros passos. Importante: se o seu problema de medo for grande demais, procure um especialista para lhe ajudar.

  1. Meditação

Dedique um tempo a você mesmo, sentindo a sua respiração, aquietando a sua mente. Isso irá purificar a suas emoções e pensamentos, libertando-o do medo.

  1. Visualização Criativa

Imagine-se de forma bem clara e nítida enfrentando a situação que lhe causa medo e sentindo-se completamente curado.

  1. Linha do tempo

Volte o pensamento para o passado onde provavelmente tenha começado (desencadeado) o seu medo e busque tranquilizar a sua mente, deixando para trás o que passou. Gradualmente, vá avançando no tempo/espaço com o pensamento até o presente, imaginando a superação do medo e a visualização do futuro com a cura completa de qualquer sofrimento.

  1. Mudança de foco

Quando sentir medo, mude o foco de atenção. Tenha domínio sobre o foco da sua própria atenção. Escolha para onde você estará olhando, no que estará pensando e em que estará se concentrando. Passe a ser senhor de si próprio.

  1. Escrita

Anote os pensamentos e tente reorganizá-los no papel. Isso costuma ajudar a reorganizar a mente também.

  1. Respiração profunda

Normalmente, a pessoa que tem medo tende a ter um grau maior de ansiedade para lidar com o que lhe causa esse mal estar. Respirar profundamente, de forma serena e tranquila pode ajudar nesse processo de cura.

  1. Relaxamento corporal

O medo gera tensão mental e corporal. Nessas horas, saber relaxar o corpo pode ser extremamente útil nesse momento. Que tal colocar uma música e relaxar?

  1. Diminuir o diálogo interno

Sabe aquela “conversa interna” que temos conosco mesmo? Quem sente medo costuma ter esse diálogo interno muito “alto”. Em outras palavras, essa conversa (que é normal) fica um pouco intensa e nos impede de pensar de forma coerente. Então, diminua esse diálogo quando ele começar a incomodar.

  1. Modelagem

Técnica básica da programação neurolinguística (PNL) que consiste em observar uma pessoa que é bem sucedida naquilo que você quer conquistar. Então, se você tem medo de alguma coisa, observe alguém que não tem medo: Como ela lida com a situação? Como é sua postura corporal? Como é sua respiração? O que ela pensa sobre o tema? Como ela se sente?

É isso aí.

Aproveita e deixa o seu comentário. Vou adorar saber o que você achou.

E se gostou, compartilha com os amigos!

Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales,
sua coach

Quem ganha o presente é você!

Dia 8 de maio meu aniversário e quem ganha o presente é você!

Ok! Eu sei que a frase é bem batida, mas eu sempre tive vontade de usá-la… ????

E cá estou eu!

E já que eu tinha vontade, pensei em fazer de uma maneira eficiente.

Assim, decidi, neste mês de maio, para comemorar meu aniversário, fazer uma oferta especial para propiciar às pessoas que me seguem e têm vontade de investir no autoconhecimento e dar uma mexida geral na vida e dar passos firmes em buscas de seus objetivos e fazer o meu programa Dia de Coaching (se você não conhece ainda o meu programa, que é 100% online e você tem 1 ano para fazer - mas pode concluir em 100 dias, clica aí e dá uma olhada) por um preço realmente especial.

E é uma oferta mesmo imperdível, pois está por menos de um terço do preço e ainda dividido em até seis vezes.

Minha equipe achou que eu estava ficando louca. Mas é que além de meu aniversário, tem dia das mães. Aí já viu, né? Eu fiquei mesmo de coração mole...

Então, se você ficou interessada, corre, porque essa oferta tem os dias contados: somente até o dia 31 de maio.

Veja aqui a oferta!

É isso!

Um super beijo e até a próxima!

Suzane Jales,
sua coach

Uma excelente estratégia para realizar sonhos

Não sei se você viu a campanha da Samsung “Do What You Can’t” (ou seja: Faça o que você não pode fazer), lançada recentemente. Ao som do belíssimo Rocket Man, de Elton John, uma avestruz se afasta de seu grupo e, ao comer uns grãos que estão em uma mesa, acidentalmente, coloca um simulador de voo nos olhos… Aí começa a aventura: ela se imagina voando e sente como é boa essa sensação.

Ela vai além: acredita que isso é possível e começa a se preparar para voar… até o dia que consegue realizar seu sonho sob os olhos atônitos de todos da sua espécie que achavam que avestruzes não podiam voar (uma verdade biológica que ela não respeita).

No fim a mensagem de destaque no comercial é: “No?s fazemos o que na?o poderia ser feito, para que voce? fac?a o que na?o poderia fazer.”

Isso me lembrou da frase mundialmente famosa de Walt Disney: “Se podemos sonhar, também podemos tornar nossos sonhos realidade”.

Esse tema foi tão forte na vida desse grande realizador, que ele fundamentou todo seu pensamento empresarial da seguinte forma: “Eu sonho, testo os meus sonhos, mesmo contra as minhas crenças, ouso correr riscos e executo o meu plano para que esse sonho se torne realidade”.

Podemos mesmo resumir o pensamento de Walt Disney em quatro palavras mágicas: sonhe, acredite, ouse e faça.

Você não tem ideia do quanto isso me encanta!

Só que, para conseguir isso, Walt Disney não vivia com a cabeça nas nuvens ou esperando que as coisas caíssem do céu. Ele seguia uma metodologia própria, onde colocava toda a sua criatividade. Isso ficou conhecido como “Estratégia Disney”.

Essa estratégia é o que quero compartilhar com você hoje. E com perguntas de Coaching! Tenho certeza aprender isso vai lhe trazer um ganho nos seus projetos pessoais e profissionais.

Entretanto, não vai ser algo apenas teórico. A ideia é você já ir testando a estratégia em um projeto pessoal seu.

Topa? Se sim, vamos lá!

A ESTRATÉGIA DISNEY

A estratégia Disney utiliza-se basicamente de um CICLO com três diferentes perspectivas sobre uma questão ou plano que se quer fazer: o sonhador, o realista e o crítico.

Numa visão geral, o sonhador gera as novas ideias; o realista transforma essas ideias em expressões concretas; e o crítico vem para filtrar, estimular ou refinar o propósito final.

Perfeito!

Agora, caderno e caneta nas mãos, e simulador de voo nos olhos. Que tal sentir que você também pode realizar sonhos?

Lembrando: Se tiver dificuldade de fazer isso só, já sabe que pode contar comigo num programa de Coaching, certo?

Vamos lá? Bom voo!

O SONHADOR

O sonhador é o início de todo processo criativo. Disney tinha para essa primeira fase uma sala colorida, com diversas pinturas e desenhos pendurados nas paredes para lhe inspirar . Ali não tinha espaço para crítica: todo sonho era permitido… Não existia certo ou errado.

É aqui que se pensa no que se quer, estabelece as novas metas e avalia os possíveis ganhos, criando um quadro de como seria o projeto realizado. É a fase de sonhar…

FAÇA A SUA FASE DE SONHADOR(A):

  • Descreva em detalhes o seu sonho.
  • Descreva em detalhes como será sua vida quando você já tiver realizado seu sonho.
  • Qual é a razão para você querer isso?
  • Quais serão os ganhos e vantagens que você vai ter ao conquistá-lo?
  • Como é que isso vai beneficiar aqueles que estão próximos de você?
  • Em que prazo você espera conseguir conquistá-lo?

O REALISTA

A diferença entre as pessoas que realizam e aquelas que não saem do lugar é a capacidade de transformar sonhos em realidade. Para essa segunda fase, Disney tinha uma sala bem grande onde colocava todos conversando e procurando encontrar juntos a solução do que precisavam.

É aqui que entra a importância do realizador: ele procura o como fazer para especificar o objetivo em termos positivos a fim de operacionalizar o sonho. Ele estabelece parâmetros de tempo e marcadores de progresso, encontra alternativas para ver o sonho colocado em prática, planeja, orça, viabiliza parceria, certifica-se de que pode ser feito e mantido, transforma a fantasia em realidade.

FAÇA A SUA FASE DE REALIZADOR(A):

  • Como, especificamente, essa sua ideia será implementada para fazer esse sonho acontecer?
  • Quando você vai começar os novos passos propostos?
  • Como você vai saber que está avançando a cada passo?
  • Quais as fases que você vai implementar para conseguir realizar seu sonho?
  • Qual é a importância de cada fase do projeto?
  • Quando e como vai ser implementada cada fase?
  • Que recursos (tempo, pessoas, dinheiro, etc.) você vai precisar para fazer isso acontecer?
  • Quais são os critérios para avaliar o seu desempenho?
  • Qual o seu comprometimento com o resultado?
  • Esse seu comprometimento garante o resultado que você espera?

O CRÍTICO

Por fim, temos o papel do crítico. Para essa terceira fase, Disney tinha uma sala pequena, abaixo da escada. Era lá, naquela sala estreita que ele criticava a execução do projeto (e não o sonho – o que é uma grande diferença!).

Aqui não é hora do cricri que pega no nosso pé, mas do que avalia o trabalho feito para encontrar possíveis falhas, pontos fracos, desafios, problemas, ameaças ou onde pode dar errado. Tudo com a intenção de melhorar o planejamento e execução do projeto para o seu sucesso.

FAÇA A SUA ETAPA DE CRÍTICO(A):

  • O que é inadequado nesse seu projeto?
  • Quais são os pontos fracos do seu projeto?
  • Que problemas podem ocorrer?
  • Quem poderia se opor ao seu projeto?
  • O que você perde com a realização desse projeto?
  • Quem será afetado desfavoravelmente por ele?
  • Quando e onde ele pode não funcionar ou não ser desejável?
  • O que ainda pode faltar no seu projeto?
  • Falta algo ou tem mais alguma deficiência no seu projeto?
  • O que você precisa fazer para manter os ganhos do projeto?

O CICLO CONTINUA

Detalhe importantíssimo: a estratégia Disney é um CICLO. Assim, após ter completado o estágio do CRÍTICO mova-se de volta para o lugar do REALISTA. Avalie o plano feito com base nos comentários do CRÍTICO e veja o que pode ser feito, traçando um novo plano para realizar seu sonho.

Em seguida, volte para o lugar do CRÍTICO e avalie novamente o plano revisado, fazendo nova crítica. Volte para o REALISTA. Trace novo plano. Volte para o CRÍTICO e continue assim até não ter mais nenhuma crítica ao plano.

Então, fica assim:

SONHADOR ?  REALISTA ? PLANO FEITO ?  CRÍTICO ? REALISTA ? PLANO REVISADO ?  CRÍTICO ? REALISTA ? PLANO REVISADO ?  CRÍTICO ? REALISTA ? PLANO REVISADO …

Outra coisa: se você fizer muitas vezes esses ciclo REALISTA?CRÍTICO e ainda tiver falhas, talvez precise voltar no sonhador e verificar se não está faltando algo que precise ser acrescentado no seu sonho… e o ciclo continua.

Depois de chegar a um PLANO ESPETACULAR, é só COLOCÁ-LO EM PRÁTICA. Como ele foi revisado várias vezes, a possibilidade de erros e problemas foi minimizada ao máximo.

Só fechando: essa é uma estratégia que pode ser usada de maneira pessoal ou em equipe.

É isso ai! Dá um trabalhinho, mas é uma técnica excelente.

Ah, deixa aí o seu comentário, tá legal? Vou adorar saber o que você achou.

Beijos mil e até a próxima!

Suzane Jales,
sua coach

Ampliando o seu Mapa de Mundo

Na semana passada, uma cliente de coaching (que chamamos de coachee) fez uma pergunta interessante: como posso ampliar meu Mapa de Mundo?

Achei o questionamento dela tão importante que decidi fazer esse artigo.

Mas, vamos ao início desse assunto, especialmente para quem está chegando a meu site agora: o que é Mapa de Mundo?

Lembra do mapa do Brasil, que você estudou na escola? Aquele mapa é uma representação do território brasileiro e, claro, não o território em si. Essa é a base de um dos pressupostos da PNL: O mapa não é o território.

Isso vale para nosso mundo pessoal. Cada um de nós conhece o mundo através dos nossos 5 sentidos. Assim, vemos, ouvimos, sentimos, cheiramos e provamos o gosto de que nos rodeia.

Só que estes sentidos funcionam como filtros. Vamos vivendo e filtrando tudo: isso eu gosto, aquilo eu não quero nem ver, aquela outra coisa eu não acredito, esse é igual a tudo que já vi, etc. etc. etc.

Em outras palavras: usamos nossos filtros e vamos dando sustentação para avaliações, crenças, julgamentos e conclusões.

Isso acontece por conta de vários fatores, como, por exemplo, a personalidade, a combinação pessoal de experiências e conhecimentos, a interpretação dada para as vivências, a maneira de lidar com as próprias emoções e as dos outros, o autoconhecimento, a autoconfiança, o otimismo, o pessimismo… e por aí vai.

Então, tudo o que nós conhecemos do mundo externo, que a PNL chama de território, aprendemos de mapas internos que fazemos deste território. Está criado o nosso Mapa de Mundo.

Só fechando: o mapa que eu faço do mundo externo é diferente daquele que você faz do mesmo mundo. É que a realidade para cada um de nós é diferente pelo que percebemos dela (cada um de nós conhece um mundo que é único para nós).

Voltando ao mapa do Brasil, sabemos que seu território tem uma área com 8.511.996 km2, dividida em 26 estados e um Distrito Federal. Os mais velhos sabem que esse mapa mudou: até alguns anos, o território brasileiro era subdividido em 23 estados, 3 territórios e um Distrito Federal.

Assim também pode acontecer com nosso mapa: podemos expandi-lo e torná-lo mais rico e detalhado… E isso vai modificar positivamente a sua vida.

É aqui que entra a pergunta da minha coachee: como posso ampliar meu Mapa de Mundo?

O primeiro passo para isso é entender que existe bem mais do que seus olhos podem ver. Isso é fundamental, porque já lhe deixa com mais abertura para o diferente do que você “acha” que viu.

Depois de ter entendido isso, é preciso acreditar que você tem a capacidade de mudar seu mundo e transformar a sua vida. Pode até precisar de ajuda para despertar essa capacidade, mas que a tem, isso não tenho dúvidas. Aliás, SOMENTE você tem essa capacidade.

O passo seguinte é trabalhar para ampliar a sua visão e fazer disso um hábito. Existem várias técnicas de PNL usadas no Coaching para isso e eu compartilho algumas dicas que você pode aplicar mesmo estando só:
– Comece colocando-se no lugar do outro para perceber como ele vê o mundo;
– Use a sua imaginação e perceba as possíveis formas diferentes de sentir e “responder” aos fatos;
– Invista na flexibilidade: a rigidez só te paralisa;
– Esteja aberto(a) ao novo: aprenda coisas diferentes e conviva com pessoas que pensam diferente de você;
– Tenha projetos, objetivos e novas conquistas no seu horizonte. Sonhar é uma dádiva. Ir em busca dos sonhos é uma bênção!

Finalizo com perguntas básica de Coaching: E você, está precisando ampliar seu Mapa de Mundo para transformar sua vida e conquistar seus objetivos? O que tem lhe impedido? O que tem feito a respeito?

Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales
sua coach

Como superar uma decepção?

Neste artigo, eu quero lhe ajudar a superar uma decepção, quando você estiver diante desse sentimento de tristeza, descontentamento ou frustração pela ocorrência de fato inesperado, que representa um mal.

Para ser franca, eu não conheço uma só pessoa que não tenha ficado no maior baixo astral por conta de uma decepção. Pense numa coisa que nos tira do prumo!

Ela pode vir de vários locais: de um colega de trabalho, de um parceiro comercial, de um amigo, de um parente, de um companheiro… Quanto mais próxima a pessoa for da gente, pior o tombo que levamos, não é verdade?

Pois é, só que a gente sabe que nós temos o poder de determinar como nos sentimos em relação ao que nos acontece… Então, porque deixamos que esse sentimento ruim tome assento em nossos pensamentos e se instale em nosso coração?

Há muito que venho esquentando minha cabeça com essa questão. Cheguei a algumas conclusões que trouxe para a minha vida e quero compartilhar com você.

Acredito que a maioria das decepções é devido a expectativas que temos em relação às outras pessoas. Em outras palavras: esperamos que as pessoas hajam segundo os critérios que estabelecemos em nossa mente inconsciente (e até consciente). Se, por acaso, elas não agirem dessa forma, nos decepcionamos.

Para esses casos, a solução é simples: é não criar expectativas. Se vier algo bom, ótimo. Se não, paciência…. não estávamos esperando nada mesmo!

Só que isso não é tão fácil. Na verdade, é preciso praticar bastante até que agir assim se torne um hábito. Afinal, quantas vezes não fazemos algo e ficamos esperando que o outro retorne na mesma moeda?

Só lembro aqui que, se dou algo para alguém, é doação. Se espero retorno, aquilo se tornou moeda de troca… deixou de ser doação!

Bem, se você prestou atenção, deve lembrar que eu disse: “a maioria das decepções é devido a expectativas que temos em relação às outras pessoas”. E as outras, que embora sejam em menor quantidade, também acontecem?

Para mim, essas são aquelas feitas por pessoas que, deliberadamente, querem nos fazer o mal, querem que nos sintamos pra baixo, querem que a gente fique no fundo do poço. São poucas, mas doem à beça…

Sabem o que essas pessoas merecem? Nosso perdão!

Como assim, Suzane? A pessoa quer nosso mal, nos prejudica e nós a perdoamos?

Pois é: ela quer que fiquemos super pra baixo. Se a perdoamos, não deixamos que aquilo nos deprima e mandamos um recado para o universo de que queremos continuar bem. Isso sem falar que o mal – um “presente” que não aceitamos – fica com quem quis nos entregá-lo.

Ainda mais difícil, não é verdade?

Mas esse é um grande caminho, uma verdadeira conquista que você vai trilhando passo a passo. E quando conseguir agir assim, vai sentir uma sensação de liberdade indescritível. Aquele mal lançado contra você não vai mais ter a força que tinha.

Confesso que até hoje eu continuo praticando… e, vez por outra, ainda pego uma rasteira. Mas aí eu uso uma daquelas dicas que já compartilhei aqui para mudar meu astral.

A informação final é que todas essas formas de ação se tornam mais fácil se você se conhece, entende seus potenciais e sabe como melhor ultrapassar os obstáculos da vida usando os seus talentos.

Por isso, se você quiser experimentar navegar no mar do autoconhecimento e vivenciar um Programa de Coaching profundo, revelador e transformador, conheça o Dia de Coaching, o meu programa. Você terá 30 dias para assistir aos primeiros módulos e colocar em prática tudo o que verá lá. Depois disso, você continua apenas se acreditar que esse é o seu momento de dar um passo importante na vida e que o Coaching pode lhe ajudar nessa jornada.

Por hoje, é só. Beijos mil e até o próximo.

Suzane Jales
sua coach

Crítico interior: seu maior inimigo

Sabe aquela vozinha que vem lá do fundo da sua mente inconsciente, com questionamentos e afirmações negativas, e que aparece em determinadas situações da sua vida, sobretudo quando você está com um tantinho de dúvida, receio ou resistência de dar um passo importante?

É a voz do seu maior inimigo: o crítico interior! Ele geralmente não fala nada que preste, só critica…

Acontece mais ou menos assim: você começa a pensar em fazer uma mudança importante na vida e ele aparece. “Será que vai dar certo? E se não der?”, martela na sua cabeça. Ou tem uma prova/ apresentação para fazer e ele surge: “Acho que você não está preparado(a)”. Isso sem falar que, no final, ele capricha: “Não foi tão bom… você podia ter feito melhor!”.

Você já passou por isso?

Não é de estranhar que, por causa do crítico interior, muita gente fique “paralisada” ou acabe fazendo exatamente o contrário do que queria. E quando ele vem cheio de crenças limitantes, então… aí é que o bicho pega.

Em muitos casos, para se livrar dele, pode ser necessária uma ajuda especializada de um Coach, Psicologo ou Terapeuta.

A questão é que, de tanto “conviver” com essa vozinha (e lhe dar ouvidos!), o crítico interior meio que se torna um “amigo” que aparece para lhe “proteger e prevenir do mal”.

Aí a pessoa fica na zona de conforto… e nem percebe.

Por isso mesmo, é super importante aprender a identificar e controlar nosso crítico, não deixando que ele nos atrapalhe.

Existem técnicas de Coaching, inclusive com PNL, para lhe ajudar nesse trabalho de reconhecimento e controle. Por isso mesmo, eu dediquei um módulo inteiro do Programa Dia de Coaching só para resolver essa questão.

Mas, aqui, dá para lhe dar uma ideia de como são alguns passos importantes desse combate:

  1. Primeiro é preciso verificar a existência do crítico e identifica-lo. Muita gente nem sabe que tem esse inimigo jogando contra…
  2. Depois, é necessário entender como ele age dentro de você e quais são as situações em que ele surge para te perturbar. Anote as “frases desanimadoras” usadas por ele.
  3. Agora é hora de preparar a sua estratégia de defesa. Uma delas é criar uma frase motivadora para cada frase desanimadora que você observou que é dita pelo seu crítico interior e ficar com elas na ponta da língua.
  4. Quando o crítico aparecer e começar a perturbar, imediatamente use suas frases motivadoras.

É isso aí. Essa é uma das técnicas que usamos no processo de Coaching.

Use à vontade, mas não espere resultados rápidos. Lembre-se que foram anos e anos deixando esse crítico crescer dentro de você. É preciso disciplina, paciência e persistência para lhe livrar dele ou enfraquecê-lo o suficiente para que ele não lhe cause mal.

Finalizo com um aviso importante, descrito pelo meu mestre Nicolau Cursino: “E mesmo que a cabeça recue, o coração avança. Agir pelo coração, coragem (coeur = coração, age = ação), é também não ouvir seus próprios pensamentos, quando não te levam ao caminho mais alto. É preciso saber distinguir a voz interna que critica e paralisa (inner critic) da voz interna que orienta e encoraja (inner coach).

Beijos mil,

Suzane Jales
sua coach

Posts anteriores