Cidadeverde.com

Thelivery: a entrega dos profissionais da imprensa em tempos de pandemia

No último dia da série de reportagens das pessoas que se entregam por Teresina, o Thelivery mostrou os profissionais da imprensa que não pararam na pandemia e continuaram levando informação a todos os teresinenses em meses de tanta incerteza.   

Os novos protocolos de segurança para evitar a contaminação do vírus, se tornou uma parte obrigatória da rotina dos jornalistas que acompanhavam o dia a dia da cidade.

“Enquanto a maioria dos profissionais eram obrigados a desacelerar, muitos se isolar completamento, o nosso trabalho só se intensificava o nível de informações cada vez maior e a gente tendo que lidar com esse desafio também de transformar a forma de fazer jornalismo porque se tem algo que dar vida ao repórter é exatamente esse proximidade com o outro, é conversar cara a cara, é conhecer as pessoas, trocar ideias e de repente a gente se viu obrigado a manter um distanciamento”, ressalta a jornalista Gorete Santos.

A entrega diária e o compromisso de levar a informação também faz parte do cotidiano de toda uma equipe responsável por fazer chegar a notícia na casa dos moradores de Teresina. 

“A nossa profissão sempre exercemos com muito destemor, com muita determinação, é a nossa lida diária, então essa entrega fazia parte do nosso cotidiano, do repórter, do motorista, do auxiliar, do cinegrafista”, destaca o jornalista Elivaldo Barbosa.

O Thelivery foi uma homenagem especial da TV Cidade Verde aos 169 anos de Teresina e a todos que fazem diariamente uma entrega pela cidade. 

Da Redação
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Jovem vê em lixo reciclável oportunidade para transformação na zona sul de Teresina


Daniela Hanna é uma jovem de 17 anos, moradora vila Irmã Dulce, que se convenceu a acreditar que sua comunidade poderia ser descrita por histórias que estivessem ligadas a sustentabilidade, poder de mobilização e comunicação. A jovem quis subverter a lógica de que comunidades periféricas como a dela estivessem relacionadas apenas a casos de violência e criminalidade. Quis e conseguiu. Através do projeto “Mude os hábitos, mude o mundo”, desenvolvido para um concurso na escola e exportado para além dela, a jovem atua provar que a transformação de pequenos hábitos, como fazer coleta seletiva, pode fazer toda diferença para uma comunidade, uma cidade e até para o mundo.

Daniela é a criadora do projeto, mas o esforço está longe de ser solitário. Ela e outros 17 jovens contribuem para conscientizar a comunidade sobre a importância das mudanças de hábitos relacionados à sustentabilidade, como evitar jogar lixo nas ruas e realizar coleta seletiva em casa. 

As mobilizações já apresentam números palpáveis: em seis meses de projeto, já são mais de 600 toneladas de lixo reciclável (garrafas pets, latinhas e ferro) retirados das ruas de vilas e bairros da Zona Sul da Capital e transformados em solidariedade. Isso porque a venda dos materiais retirados das ruas dá vazão para outro projeto, o “Sopa na Calçada”, que oferta sopa para as pessoas que não tem acesso facilitado a uma alimentação de qualidade. 

“A nossa idéia é fazer as pessoas pensarem que uma simples garrafa de refrigerante pode mudar a vida da vizinhança dele e até da cidade.”, destaca a jovem.

 


por Glenda Uchôa
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Gratidão de profissionais do Samu em Teresina por salvar vidas

Profissionais do Samu em Teresina compartilharam experiências vividas durante a pandemia da Covid-19. Entre tantos momentos difíceis e de despedidas, a gratidão por ter uma profissão que é capaz salvar vidas. 

"Deus me agraciou com essa atividade. Eu me sinto extremamente útil, posso fazer a diferença entre salvar alguém ou não, deixar alguém bem ou sequelado. Isso é muito gratificante. Sou extremamente grata. A palavra que define o que a gente sente por esse serviço é amor e gratidão", disse a enfermeira do Samu, Naldiana Cerqueira.

Entre as memórias que guarda da pandemia, a despedida de familiares de seus entes queridos. 

"A gente viu alguns familiares, alguns filhos, colocarem seus entes queridos  dentro das nossas ambulâncias e tinham a certeza que não voltariam a vê-los. Eles queriam ir muito com a gente, mas por segurança do próprio paciente, não era permitido. Eles não se importavam com a saúde deles, pois sabiam que ali, poderia ser a última vez que estariam em contato com as pessoas que amavam", relembra a enfermeira. 

O atual diretor clínico do Samu em Teresina, James Ricardo de Brito, também carrega histórias dolorosas da pandemia. Uma delas, a perda do amigo José Ivaldo de Oliveira, que ocupava a função hoje desempenhada por ele.

"Foi muito muito muito difícil. Perdi um dos colegas [meu chefe]. Adoecemos praticamente na mesma época, em junho do ano passado. Eu, graças a Deus, tive sintomas leves. Ele acabou agravando, teve várias complicações. Eu torcia para que não ocorresse o pior no meu plantão, pois teria muita dificuldade em lidar com aquela situação", desabafa o médico. 

Para ele, a pandemia tem deixado várias lições. Uma delas: tornar as pessoas mais humanas. 

"A pandemia não nos trouxe uma lição, ela está trazendo a cada dia uma série de lições. Nós aprendemos a ter mais empatia, a nos cuidar mais, a cuidar mais do paciente, dos familiares. Nós, profissionais de saúde, vamos sair dessa pandemia muito mais empáticos, muito mais humanos", disse o médico James Ricardo. 


Da Redação
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Thelivery: a entrega dos profissionais de supermercados

A série de matérias do especial Thelivery, que conta histórias de pessoas que se entregam por Teresina, mostrou um pouco da rotina dos trabalhadores de supermercados, como o encarregado Francisco Luís e o motorista Flávio Santos Silva, que demonstram amor pela profissão. A categoria não parou durante a pandemia da Covid-19 e trabalha dia a dia para deixar tudo pronto para atender os consumidores. 

Milton Bento, diretor de operações, relembra que os supermercados tiveram que ser adaptados ao cenário da pandemia e que tecnologias como o e-commerce foram antecipadas para atender ao cliente que não saía às compras com medo do vírus. 

"As pessoas passaram a ficar mais tempo em casa, a gente percebeu que uma única pessoa fazia compras para várias e a grande maioria ficava reclusa. Com isso, para manter a rotina, manter a qualidade de atendimento, a gente teve que ir preparando todas as nossas lojas com relação aos cuidados de pandemia. Por exemplo, fomos pioneiros em colocar divisórias entre os caixas e os clientes e também antecipamos o que seria feito mais para o final do ano de 2020, como a criação do e-commerce. Todas as ações, modificações, transformações que estamos fazendo na empresa tem o objetivo principal que é melhorar a experiência de compra do cliente", destaca Milton Bento. 

Da Redação
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"Cuido como se fosse meu", diz técnica de Enfermagem sobre cuidado aos pacientes

Polyena Silveira é técnica em Enfermagem há oito anos em Teresina e o trabalho de dedicação ao seu trabalho e aos pacientes é digno de homenagem no aniversário de Teresina. No ano passado, a história da profissional repercutiu em todo o país após ela sentar ao chão, juntamente com os colegas de profissão, para tentar salvar um idoso vítima da Covid-19. 

"Eu disse: gente não tem onde colocar. Fomos ao chão juntamente com o paciente. Fizemos seis ciclos de reanimação cardiopulmonar que me deixaram particulamente trêmula. Aquele final de plantão abalou a equipe. Eu me coloquei no lugar da família daquele paciente. Tanto que ao chão ainda falei: se aqui fosse minha mãe, se aqui fosse meu pai, eu não sei se suportaria isso", relembra a profissional que também perdeu um tio pela Covid-19 durante um plantão. 

Fotos enviadas ao portal Cidadeverde.com

Polyena Silveira diz que os desafios da profissão aumentaram ainda mais durante a pandemia. 

"A gente vem dando a vida, literalmente, pois nessa pandemia, nós perdemos centenas de colegas. Aumentou muito o número de pacientes e as patologias lá atrás não deixaram de existir. Não tínhamos leito, tudo superlotado, estamos sem férias há dois anos", desabafa a técnica em Enfermagem. 

Mesmo com tantos desafios, o amor à profissão é nítido nas palavras de Polyena que se sente grata por "cuidar, curar e aliviar" a dor de quem precisa. 

"A profissão não é resumida em aferir sinais vitais, banho no leito. Vai além disso! são mãos que protegem, que abraçam, que acalentam, que recuperam [...] procuro oferecer o meu melhor, cuidar do jeito que posso. Cuido como se fosse meu, independente das lágrimas que Teresina derrama hoje, acredito que mais na frente meus filhos vão ter orgulho da mãe que eu fui, da profissional que a mãe foi", diz Polyena Silveira que é mãe de três filhos. 

 

Graciane Sousa
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Thelivery: TV Cidade Verde apresenta quem se entrega pela cidade

A TV Cidade Verde começa a exibir nesta segunda-feira (16), aniversário de Teresina, uma série de reportagens com as pessoas que se entregam pela capital. O Thelivery é uma homenagem especial aos 169 anos de Teresina e conta a história de quem faz diariamente uma entrega pela cidade.  

A primeira reportagem mostra a rotina do entregador Carleon de Araújo Costa, profissão que ganhou bastante destaque durante a pandemia. Carleon conta que iniciou no trabalho após ficar desempregado.

“Eu fiquei desempregado nessa pandemia e a entrega passou a ser minha segunda opção”, explica Carleon de Araújo.

Trabalhando desde o início da pandemia, Carleon explica que durante os primeiros meses ficou com medo de realizar as entregas por não conhecer a doença e que buscava sempre seguir os protocolos de segurança. 

“Eu fiquei com medo porque a gente não conhecia a doença, mas eu usava sempre álcool em gel e me protegia, então eu fiquei mais seguro”, conta o entregador.  

O Thelivery acompanhou um pouco do dia a dia de Carleon Araújo realizando suas entregas pela capital. Ao longo da semana, a programação da TV Cidade Verde vai apresentar outras pessoas que vivem na cidade e que se entregam por Teresina. 

 

Da Redação
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Enfermeira premiada leva saúde, bem-estar e afeto ao bairro Poti Velho

Foto: Roberta Aline/Cidadeverde.com

“Enfermagem é gente que cuida de gente”. É assim que Nancy Nay Loiola, uma enfermeira de 55 anos, leva sua profissão há mais de 31 anos. Das três décadas, já são 23 anos trabalhando apenas no bairro Poti Velho. Nancy que nasceu no município de Campo Maior, mas guarda a capital em seu coração, faz questão de ressaltar seu amor pela profissão e pelo primeiro bairro de Teresina.  

“A minha ligação com o bairro vem desde criança, sempre fui encantada pela cultura do bairro, religiosidade, pela história de saber que aqui existia antes de Teresina, e quando surgiu a vaga para trabalhar na estratégia, eu concursada disse que só ia trabalhar quando tivesse no Poti Velho e assim foi, então eu tenho uma ligação muito forte com o bairro”, conta a enfermeira.

Hoje, a enfermeira Nancy desenvolve inúmeros projetos de saúde e bem-estar, um deles já reconhecido e premiado na 16ª Mostra Brasil Aqui Tem SUS, para os moradores do Poti Velho e bairros da região, na Unidade Básica de Saúde Dr. Antônio Benicio Freire e Silva onde trabalha como enfermeira do programa Estratégia Saúde da Família (ESF).

“Eu sempre acreditava na promoção e quando veio o programa Saúde da Família que hoje é estratégia, eu disse aqui que eu me encaixo, porque aqui traz as respostas para o que eu sempre vinha questionando, do cuidar, do antes, eu quero o antes para evitar chegar na diabetes, pressão alta, para evitar o derrame, o infarto e a estratégia trouxe isso”, explica Nancy Loiola.

Com o trabalho de Nancy, os idosos da comunidade, maior grupo assistido da Unidade de Saúde do local, participam de atividades que envolvem sua saúde física e mental com exercícios físicos, rodas de conversa, palestras, terapias holísticas, criação de hortas, entre outras ações que ajudam a integrar, estimular o empoderamento e fortalecer o vínculo ente eles e os profissionais de saúde.

Um deles, o projeto “Cair de maduro, só fruta” que devido à pandemia está suspenso, desenvolve ações para evitar a queda de idosos através do fortalecimento da musculatura e adaptações dentro das suas próprias casas.

Mesmo com o isolamento social, Nancy Loiola continuou cuidando das pessoas e mantendo o vínculo com os moradores do bairro Poti Velho através das redes sociais e de grupos no WhatsApp.

“Tem um idoso que não queria se alimentar e a família me ligava por chamada de vídeo, eu dizia ‘meu amor você tem que se alimentar, a gente tem que está bem para quando tudo isso passar a gente poder se abraçar’ e um filho teve a ideia de comprar um suco e dizer que eu tinha mandado e ele tomou. Eu mandei, suco, sopa para muita gente aqui”, conta Nancy.

Se doando todos os dias, a enfermeira Nancy Loiola escreve e continua escrevendo sua história por Teresina, o carinho dos moradores e o reconhecimento dos seus projetos e ações, são apenas frutos de todo o seu trabalho desenvolvido na comunidade durante todos esses anos.

“É por isso que eu continuo tão apaixonada pela enfermagem, mesmo quando eu estou desanimada eu lembro do pensamento que tinha no meu convite de formatura que a gente deve manter a tocha acessa nem que seja para outra pessoa acender a dela. Então mesmo às vezes com alguma chateação, alguma dificuldade, algum obstáculo do dia a dia me vêm assim, eu tento me manter porque a gente precisa acreditar que vai melhorar”, diz a enfermeira.  

Rebeca Lima
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A luta de Lúcia Rosa para dar voz às pessoas com transtornos mentais

Fotos: Roberta Aline/Cidadeverde.com

Há mais de 30 anos em Teresina, a professora Lúcia Rosa, 58 anos, natural de Piracicaba, estado de São Paulo, se entrega pela cidade através do seu trabalho na saúde mental da capital. Formada em Serviço Social e docente da Universidade Federal do Piauí (UFPI), a vinda da professora para Teresina se deu após conhecer seu marido que é teresinense e estava na capital paulista fazendo doutorado.

Trabalhando inicialmente no serviço social de indústrias, a saúde mental só entrou na vida de Lúcia Rosa após surgir uma oportunidade dentro da UFPI para ingressar nessa área.

"Quando eu entrei na universidade eu vi que essa área empresarial, que era a que eu trabalhava, não era significativa porque o forte do Piauí não é a área industrial. Com isso, eu fiquei um tempo à disposição do que a universidade me apresentava e uma colega que trabalha na saúde mental se aposentou e foi quando iniciei na saúde mental e vi que não bastava só está na docência, eu precisava realmente me envolver um pouco mais na gestão da política de saúde mental", conta professora.

Lúcia Rosa, que se tornou especialista em Saúde Mental pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), integra o corpo docente da UFPI e repassa seus conhecimentos dentro da instituição através de cursos, palestras e outros eventos voltados para a saúde mental.  

"Na Universidade a gente faz muito curso de especialização, curso de atualização para os profissionais e para os estudantes que ainda estão em processo formativo, tem a questão dos estágios, que através dos estágios nossos alunos estão dentro dos CAPS, estão dentro do Areolino de Abreu. Então eles também fazem toda a sua formação voltada para a saúde mental a partir desse trabalho. Temos as pesquisas dos alunos, nos trabalhos de conclusão de curso e tem as nossas pesquisas como docentes também, entre outros, então é um conjunto de ações que se faz", esclarece a professora.

Além do trabalho desenvolvido dentro da UFPI, a professora também contribui com as ações de duas associações,  a Âncora - Associação dos Portadores de Transtorno Mental, Cuidadores e Interessados na Saúde Mental do Piauí e a Homo Lobus  - Associação Piauiense de Familiares e Usuários de Drogas e Álcool que desenvolvem atividades com o objetivo de ampliar a convivência familiar e fortalecer os vínculos entre as pessoas com transtornos mentais dentro da sociedade.

"Temos o trabalho das associações de familiares e usuários da saúde mental como no caso da Âncora e Homo Lobus que lutam por ações de trabalho e renda para pessoas que têm transtorno mental como hoje nós temos várias pessoas inseridas no mercado do trabalho formal, com carteira de trabalho assinada. Então, a gente dá apoio a essas Associações, que elas têm um trabalho muito efetivo", ressalta Lúcia Rosa.

A professora também explica o principal motivo de trabalhar pela saúde mental todos os dias, quebrar o estigma do preconceito e mostrar que as pessoas com transtornos mentais também possuem voz e capacidade dentro da sociedade. 

"A gente observa que a força do estigma é muito grande e isso que está faltando, essa questão do combate ao estigma e a pandemia também trouxe isso, a questão da saúde mental, como somos vulneráveis.  Então, a gente trabalha muito nessa perspectiva do cuidar e liberdade, compreender a pessoa com transtorno mental como a pessoa que tem capacidades, tem suas limitações pelo próprio transtorno, mas que a gente tem que também singularizar isso e não padronizar e homogeneizar um grupo que é muito heterogêneo", conta Lúcia Rosa.     

Todo o trabalho desenvolvido pela professora Lúcia Rosa ou Lúcia do Piauí como também é conhecida, na área da saúde mental durante esses anos foi reconhecido pela Câmara de Vereadores de Teresina que concedeu a ela em 2016, o título de cidadã teresinense. 

"Foi muito gratificante esse reconhecimento, foi muito emocionante porque ganhei o selo de teresinense e eu acho que mostrou esse reconhecimento por essa jornada que começou de uma maneira bastante tímida, eu sempre digo que a saúde mental era vista como um patinho feio e a gente conseguiu através dessas lutas sociais através da Âncora, Homo Lobus, transformar em um lindo cisne, apesar em meio a muitas dores, mas também a gente consegue dar visibilidade para essas pessoas que também são cidadãs e que tem direitos", finaliza Lúcia Rosa. 

 

Por Rebeca Lima
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Entregador por aplicativo representa a categoria e cria app para melhorar renda

Fotos:Roberta Aline/Cidadeverde.com

Entre uma pergunta e outra da reportagem, Júlio César de Sousa, 34 anos, conferia as frequentes notificações de aplicativos de entrega no celular.  Morador do bairro Bela Vista, na zona Sul de Teresina, ele é um dos 6.500 entregadores de delivery que cruzam as ruas da capital diariamente e se tornaram protagonistas quando parte da  sociedade tinha que ficar em casa enquanto os casos e mortes por Covid-19 cresciam em todo país.

Em março do ano passado, Júlio César viu a profissão de entregador por aplicativo se tornar ainda mais necessária e resolveu usar sua moto, uma POP 100,  para fazer um “extra”. Pela manhã, Júlio César é técnico administrativo da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC). À tarde, das 14h às 18h, de domingo a domingo, realiza suas entregas.  São quase 20 viagens por dia.    

“Eu tinha um estabelecimento que vendia quentinha. Quando os casos de coronavírus começaram a aparecer, os clientes ligavam pedindo para eu fazer entrega. Foi aí que comecei a trabalhar como entregador por aplicativo”, conta. 

 

Além de ter iniciado a profissão por necessidade de vender comida aos seus clientes e sustentar seus três filhos, Júlio César decidiu seguir com a ocupação, mesmo com a reabertura das atividades. Hoje ele organiza a categoria e é presidente da Associação dos Entregadores por Aplicativos e Delivery do Piauí, que reivindica direitos para os entregadores, como a prioridade na vacinação contra a Covid-19, por exemplo.  

 

“Ser entregador é arriscado. Eu já não trabalho à noite porque fui assaltado três vezes. Mas, sou feliz fazendo o que faço e sei que ajudo muita gente. Tanto os clientes como os estabelecimentos também que não “quebraram” por causa dos entregadores por aplicativo. Tenho muita honra de ser entregador em Teresina. Na Associação temos 600 entregadores associados. Juntos, a gente se protege, luta por direitos, segurança, a gente se ajuda”, ressalta Júlio César. 

APLICATIVO PIAUÍ ENTREGAS 

Júlio César e mais quatros associados da Associação dos Entregadores por Aplicativos e Delivery do Piauí desenvolveram, há pouco mais de um mês, o aplicativo Piauí Entregas. O app, disponível na Play Store, é voltado para entregadores e empresas que oferecem a modalidade delivery. 

“O aplicativo oferece entregador para as empresas que precisam do serviço. Tanto os interessados em serem entregadores quanto as empresas podem fazer download e se cadastrar. Ainda estamos com uma versão inicial do aplicativo. Foi uma forma que pensamos para aumentar nossos lucros em relação às entregas” explica Júlio César. 

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ASSOCIAÇÃO


Como presidente da Associação, Júlio César, junto com os associados, reivindicou e, em breve, os entregadores por aplicativo terão um ponto de apoio na capital. O local será regulamentado pela Prefeitura de Teresina. 

“Será próximo ao Balão do São Cristóvão. Terá um local de descanso, local para se higienizar, banheiro, carregar celular, enfim, para exercemos nossa profissão com mais dignidade”, adianta Júlio.

Apesar das condições de trabalho ainda serem difíceis , Júlio César afirma que se sente satisfeito exercendo a profissão e representando a categoria. 

"Estamos ajudando muitas pessoas na pandemia. As pessoas estão em casa e nós fazendo entregas. É uma satisfação ser entregador e contribuir com a minha cidade, contribuir com outras pessoas que necessitam e não podem sair de suas casas. Tenho honra em poder ajudar essas pessoas na nossa cidade", acrescenta. 

 

 

Thelivery: voluntários se entregam a Teresina através da solidariedade

A pandemia não afastou das ruas os voluntários que entregam sopas a moradores em situação de rua. Eles continuaram a visitar todas as quintas-feiras, mesmo familiares afirmando ser arriscado por causa da ameaça do novo coronavírus. Mas, a entrega à cidade falou mais alto.

Com todas as medidas de segurança sanitária, eles continuaram entregando alimento, mas também carinho e solidariedade a essas pessoas.

Confira os depoimentos de alguns voluntários do projeto que se doam para Teresina através da solidariedade:

 

Da redação
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