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"Cuido como se fosse meu", diz técnica de Enfermagem sobre cuidado aos pacientes

Polyena Silveira é técnica em Enfermagem há oito anos em Teresina e o trabalho de dedicação ao seu trabalho e aos pacientes é digno de homenagem no aniversário de Teresina. No ano passado, a história da profissional repercutiu em todo o país após ela sentar ao chão, juntamente com os colegas de profissão, para tentar salvar um idoso vítima da Covid-19. 

"Eu disse: gente não tem onde colocar. Fomos ao chão juntamente com o paciente. Fizemos seis ciclos de reanimação cardiopulmonar que me deixaram particulamente trêmula. Aquele final de plantão abalou a equipe. Eu me coloquei no lugar da família daquele paciente. Tanto que ao chão ainda falei: se aqui fosse minha mãe, se aqui fosse meu pai, eu não sei se suportaria isso", relembra a profissional que também perdeu um tio pela Covid-19 durante um plantão. 

Fotos enviadas ao portal Cidadeverde.com

Polyena Silveira diz que os desafios da profissão aumentaram ainda mais durante a pandemia. 

"A gente vem dando a vida, literalmente, pois nessa pandemia, nós perdemos centenas de colegas. Aumentou muito o número de pacientes e as patologias lá atrás não deixaram de existir. Não tínhamos leito, tudo superlotado, estamos sem férias há dois anos", desabafa a técnica em Enfermagem. 

Mesmo com tantos desafios, o amor à profissão é nítido nas palavras de Polyena que se sente grata por "cuidar, curar e aliviar" a dor de quem precisa. 

"A profissão não é resumida em aferir sinais vitais, banho no leito. Vai além disso! são mãos que protegem, que abraçam, que acalentam, que recuperam [...] procuro oferecer o meu melhor, cuidar do jeito que posso. Cuido como se fosse meu, independente das lágrimas que Teresina derrama hoje, acredito que mais na frente meus filhos vão ter orgulho da mãe que eu fui, da profissional que a mãe foi", diz Polyena Silveira que é mãe de três filhos. 

 

Graciane Sousa
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