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Gratidão de profissionais do Samu em Teresina por salvar vidas

Profissionais do Samu em Teresina compartilharam experiências vividas durante a pandemia da Covid-19. Entre tantos momentos difíceis e de despedidas, a gratidão por ter uma profissão que é capaz salvar vidas. 

"Deus me agraciou com essa atividade. Eu me sinto extremamente útil, posso fazer a diferença entre salvar alguém ou não, deixar alguém bem ou sequelado. Isso é muito gratificante. Sou extremamente grata. A palavra que define o que a gente sente por esse serviço é amor e gratidão", disse a enfermeira do Samu, Naldiana Cerqueira.

Entre as memórias que guarda da pandemia, a despedida de familiares de seus entes queridos. 

"A gente viu alguns familiares, alguns filhos, colocarem seus entes queridos  dentro das nossas ambulâncias e tinham a certeza que não voltariam a vê-los. Eles queriam ir muito com a gente, mas por segurança do próprio paciente, não era permitido. Eles não se importavam com a saúde deles, pois sabiam que ali, poderia ser a última vez que estariam em contato com as pessoas que amavam", relembra a enfermeira. 

O atual diretor clínico do Samu em Teresina, James Ricardo de Brito, também carrega histórias dolorosas da pandemia. Uma delas, a perda do amigo José Ivaldo de Oliveira, que ocupava a função hoje desempenhada por ele.

"Foi muito muito muito difícil. Perdi um dos colegas [meu chefe]. Adoecemos praticamente na mesma época, em junho do ano passado. Eu, graças a Deus, tive sintomas leves. Ele acabou agravando, teve várias complicações. Eu torcia para que não ocorresse o pior no meu plantão, pois teria muita dificuldade em lidar com aquela situação", desabafa o médico. 

Para ele, a pandemia tem deixado várias lições. Uma delas: tornar as pessoas mais humanas. 

"A pandemia não nos trouxe uma lição, ela está trazendo a cada dia uma série de lições. Nós aprendemos a ter mais empatia, a nos cuidar mais, a cuidar mais do paciente, dos familiares. Nós, profissionais de saúde, vamos sair dessa pandemia muito mais empáticos, muito mais humanos", disse o médico James Ricardo. 


Da Redação
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