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As dificuldades em ser mãe e universitária

Alice Lacerda e a filha Sofia - Foto: Arquivo Pessoal

Alice Lacerda, de 20 anos, cursa jornalismo na UFPI. Ela é mãe da Maria Sofia, de 6 meses. Desde os dois meses de vida, a bebê vai todos os dias à universidade com a mãe, porque Alice não quer interromper a amamentação da criança e nem deixar de acompanhar as atividades do curso. Mãe e filha se deslocam à universidade de ônibus. São duas conduções e duas horas de viagem todo dia. Enfrentam calor, lotação e às vezes a falta de sensibilidade de quem não lhes cede assento.

Alice, a bebê Maria Sofia, e os colegas de turma - Foto: arquivo pessoal

Alice conta que no ambiente da sala de aula professores e colegas são receptivos e dão suporte à presença quase silenciosa da Maria Sofia.

“ Agora que Maria Sofia está maiorzinha eu recebo alguma ajuda dos meus amigos. Aqui na universidade eu me sinto à vontade, enquanto eu estou em sala de aula. A maioria dos professores é bem receptiva, eles brincam com ela, eles compreendem bem a questão das faltas e são flexíveis quanto às atividades por causa da Maria Sofia”.

Porém, nos espaços abertos da universidade, Alice ainda enfrenta olhares atravessados de pessoas que se incomodam com a amamentação da Maria Sofia. Mas a maior dificuldade mesmo é a ausência de fraldário nos banheiros e melhores condições para higienizar a bebê.

“No restante da universidade é um pouco complicado, porque não tem fraldário, não tem um banheiro que a gente possa entrar e pra que eu possa trocar tranquila a fralda da Maria Sofia ou que eu possa dar um banho nela se estiver muito quente. Quando ela está sonolenta eu costumo trocar a fralda dela em cima da mesa mesmo. Tem professor que deixa, não diz nada. Mas não é confortável nem pra mim nem pra ela”, avalia.

A gravidez é um dos motivos que mais afastam as jovem brasileiras dos estudos, conforme uma pesquisa de 2016, realizada em parceria com Ministério da Educação, a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) e a Faculdade Latino-Americana de Ciências (Flacso).

18,1% das jovens entrevistadas, com idades entre 15 a 29 anos, apontaram a chegada do bebê como o principal motivo para deixar de frequentar escola ou faculdade. Entre meninos da mesma faixa etária, apenas 1,3% declararam que pararam os estudos pela mesma razão.

A lei garante que estudantes têm direito a quatro meses de licença-maternidade. Os trabalhos podem ser feitos em casa, o prazo de entrega aos professores pode ser maior e não há um número mínimo de disciplinas para cursar. Além disso, há compensação especial pelas faltas, em função de consultas, exames ou outras demandas com a criança.

Na UFPI, onde Alice estuda, não há de fato fraldário nos banheiros. A universidade informou à coluna que nunca recebeu esse tipo de demanda das estudantes. Na instituição, estudantes com baixa renda familiar, mães ( ou pais ) de crianças de até 3 anos e onze meses de idade, podem receber o benefício do auxílio-creche, no valor de 400 reais mensais, para ajudar na permanência das alunas na faculdade.

" Atualmente, a UFPI atende 56 bolsistas com o auxilio-creche em todos os campi. São 21 estudantes atendidas só no campus de Teresina. O benefício existe desde 2013 e a principal contribuição é auxiliar na permaência das mães no curso e que elas possam se formar com êxito na Universidade", explica Jociara Lima, chefe do Serviço de Assistência Social da UFPI em Teresina. Também na UFPI há um serviço de amamentação em que mães estudantes e trabalhadoras recebem apoio na coleta e armazenamento de leite materno. 

Com Miguel na UESPI

 

Miguel, aos dois meses, acompanhando a mãe nos estudos - Foto: Arquivo Pessoal

 

Manter os estudos e cuidar do filho Miguel no primeiro ano de vida da criança foi um desafio tremendo à estudante Joanna Marie, 21 anos, que engravidou durante o primeiro ano do curso de História na UESPI. Para não se atrasar ainda mais no curso, optou por não tirar licença-maternidade. Mãe-solo, morando com os pais à época, precisou com frequência levar Miguel à universidade. Lembra como foi difícil.

" Foi muito complicado levar esses anos de curso, porque eu sempre me senti em desvantagem com relação aos meus colegas. Enquanto num dia de provas, a preocupação deles era decidir o melhor horário pra estudar; a minha preocupação era que horas meu filho ia dormir, pra eu conseguir estudar. Eu só consegui chegar até aqui hoje pela enorme rede de apoio formada pela minha família e amigos, porque a instituição não oferece nenhum tipo de apoio, chamaria até de omissão. A universidade é um ambiente plural, onde há diversos tipos de pessoas, com suas realidades e universidade não te proporciona essa estrutura.", declara. 

Miguel e mãe Marie na Uespi - Foto: Arquivo Pessoal

 

Miguel, hoje com 2 anos, está na escola e não precisa mais acompanhar a mãe na universidade. As dificuldades vividas por Marie são compartilhadas por outras estudantes mães na UESPI, informa Marie, que integra o Diretório Central de Estudantes da universidade. Além da ausência de fraldário nos banheiros, ela diz que o DCE já apresentou à Universidade um dos grandes pleitos desse público: uma creche no instituição.

“Nós [DCE] tivemos uma conversa com o reitor e foi dito que se lançaria um edital para que as duas brinquedotecas existentes no Campus Torquato Neto fossem utilizadas [ como creche], mas, infelizmente, nós, mães, não conseguimos usufruir desse espaço na universidade. Não nos é data a devida atenção. Não atende à demanda de quem estuda e de quem trabalha na universidade.”, avalia.

Na UESPI, não existe um programa específico voltado à permanência de mães-universitárias e acolhimento a seus bebês. A Assessoria informou à coluna que esse público está contemplado por outras ações de assistência estudantil desenvolvidas na instituição, mas há não política individualizada em função da gravidez. A coluna ligou para Assessoria na tarde dessa segunda (12), para saber sobre a demanda da creche, mas o telefone só chamou.

 

Crianças brincam em atividades desenvolvida na Universidade Federal do RS - Foto: Ramon Moser/ SecomUFRGS

A demanda por creche é atendida em algumas instituições do país. A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), por exemplo, disponibiliza há 46 anos, creche na própria instituição para acolher filhos de servidoras e de alunas. As vagas são limitadas.

 

Maria Flor em faculdade particular

 

Já o relato da situação nas faculdades particulares vem da estudante Gabriella Mourão, de 32 anos, estudante de direto. Ela é mãe da Maria Flor e leva a bebê à faculdade desde que a menina tinha dois meses, hoje tem 4. A estudante também não tem como deixar a criança em casa e reveza com o marido, também aluno na mesma faculdade, os cuidados com a criança pra conseguir assistir às aulas e fazer provas. Também não quis interromper os estudos para ter um aproveitamento melhor no curso.

Gabriella conta que sempre recebeu apoio da administração da faculdade. "Assim que decidi que ia frequentar as aulas do curso com ela, informei ao coordenador do meu curso, e ele disse que não teria nenhum problema. Eu procurei me informar sobre o Estatuto da Mãe Estudante, que protege meu direito, para me precaver", lembra. Destaca também que na faculdade há rampas que facilitam o deslocamento com o carrinho da bebê. "Porém seria muito bom se tivesse um espaço para amamentá-la e trocar as fraldas", acrescenta.

A empatia dos colegas de turma é outro ponto fundamental. " Às vezes não consigo anotar nada na sala de aula, porque fico com a Maria Flor no colo. Então, depois, eu pego as anotações com os colegas e faço cópias do assunto ministrado em aula", finaliza. 

Melhorias na infraestrutura, programas especiais e apoio de professores e colegas de turma é indispensável para que mamães universitárias se sintam incluídas no ambiente acadêmico. Nos últimos anos, governos e universidades voltaram atenções a públicos diversos e suas necessidades: alunos de escolas públicas, negros, pardos, indígenas, refugiados e pessoas com deficiência. Mães estudantes e seus bebês também esperam receber a devida atenção.

Mulheres que dizem não à maternidade

Foto: Sebastian Voortman / Pexels / free download

Mulheres que já passaram dos 30 anos ou casadas há algum tempo são muito cobradas para serem mães. Família, amigos e até simples colegas tentam convencer a mulher de que ter um bebê é algo que se espera dela.

A jornalista e servidora pública Iane Carolina conhece bem a complexidade dessa cobrança. Iane está um relacionamento estável há 11 anos, não tem nenhum desejo de ser mãe e se incomoda com a patrulha de quem acha que ela precisa aumentar a família.

Jornalista Iane Carolina - Foto: arquivo pessoal / instagram

“ De um lado, já estou de saco cheio dessa insistência das pessoas que dizem que eu preciso ter filho; e de outro, eu digo a elas que a gente não é obrigada a ter um filho. Eu gosto da minha liberdade, gosto de dormir no final de semana, gosto de viajar, de sair. É isso! Quem quer ser mãe, seja; eu não quis!”, declara.

 

Quase 1 em cada 4 mulheres em idade reprodutiva não tem filhos. O índice é o maior já registrado nos últimos 14 anos por pesquisas do IBGE. Mulheres de gerações anteriores já haviam decidido ter menos filhos. E, de uns anos pra cá, os dados mostram que muitas delas têm optado por uma vida sem descendentes. 

Mas assumir essa recusa à maternidade ainda é um peso na vida das mulheres. Não faltam julgamentos de que a mulher sem filhos é incompleta, insensível e até egoísta. A doutora em Sociologia, Francisca Verônica Cavalcante, explica que essa cobrança para gerar uma criança tem origem no pensamento equivocado de que a maternidade é função social da mulher. “Quando essa mulher não se identifica com esse paradigma de mulher que tem que ser mãe, ser submissa, isso tem uma relação profunda tanto com a questão da religião e quanto o patriarcalismo. [ Para quem crítica] parece que a pessoa não está completa, parece que não é legítimo uma mulher adulta decidir não ter filhos”, avalia.

 

Foto: Sebastian Voortman / Pexels / free download

 

Há mulheres que escolhem ter uma vida sem as responsabilidades e preocupações de criar um filho. Poder se dedicar mais à carreira, viajar mais ou, simplesmente, não nasceram com o tal “ instinto maternal”. Independente do motivo, não se deve pressionar uma mulher a ter filhos se esse não é um desejo que nasce do seu coração. Pior ainda se os julgamentos partem de outro mulher, acrescenta a socióloga Francisca Verônica Cavalcante.

“Como é que essa mulher pode deixar de colaborar com esse discurso? Quando ela não reitera, não reproduz esse mesmo modelo, seja na sua convivência cotidiana com seus pares, com sua família, seja quando ela já é mãe e decide não ter mais filhos”.

Cada mulher constrói seu modelo de felicidade. Umas querem filhos; outras, não. Que tal respeitar todas as escolhas?

Mulheres pedem doações em vez de presente em festas e comemorações

Advogada Nara, o esposo e o filho Antonio na festinha de 1 ano do garoto, realizada em hospital para confraternizar com crianças internadas

Em vez de distribuir lista de presentes em lojas, é cada vez mais comum entre mulheres que organizam festas de aniversário dos filhos e outros eventos em Teresina, pedir doações para beneficiar instituições filantrópicas. As solicitações incluem alimentos, itens de higiene e limpeza, brinquedos, livros e dinheiro para entidades. Enquanto algumas pessoas ainda têm vergonha de pedir donativos, mais e mais mulheres percebem o quanto essas ações têm poder para impactar positivamente a sociedade.

Festinha de Antônio com crianças internadas em hospital - Foto: Arquivo Pessoal 

A advogada Nara Letícia organizou uma festa inesquecível para comemorar o primeiro aninho de vida do filho Antonio Augusto. Com tema circense, o evento reuniu 15 convidados e foi realizado em um hospital em confraternização com crianças internadas. Em vez de presentes ao aniversariante, os convidados doaram brinquedos a crianças em tratamento no local. Um dia imensamente feliz aos pequenos em recuperação da saúde, bem diferente da rotina de remédios e exames à qual estão acostumados.

A alegria de quem recebe as doações

Idosas do Lar das Flores de Maria dependem de doações - Foto: Reprodução/Facebook

O Lar das Flores de Maria, que acolhe idosas, oferece alimentação, facilita atendimentos de saúde e realiza atividades de lazer com as mulheres, é uma das entidades frequentemente beneficiadas com doações captadas em festas e outros eventos, especialmente no período no final do ano. Com 6 anos de existência, a entidade filantrópica de longa permanência acolhe 20 idosas com idades entre 76 e 108 anos, em vulnerabilidade social, separadas do convívio com a família ou sem filhos, ou ainda que não têm mais condições de serem cuidadas por terceiros, por exemplo.

“Pra nós, do Lar das Flores da Maria, essas doações são uma ajuda muito significativa diante das várias necessidades que temos”, diz a Irmã Natividade, coordenadora do Lar das Flores de Maria. Irmã Natividade dá dicas a quem deseja abrir mão de presentes em comemorações para recolher doações ao Lar. "Antes de entregar doações, a gente pede que as pessoas venham conhecer nosso trabalho. A gente apresenta as necessidades da casa, por exemplo, fraldas, material de limpeza e também dinheiro para pagar as despesas do Lar, como conta de energia elétrica. Mas a gente deixa a pessoa bem à vontade para ajudar como quiser. A doação é uma manifestação do amor e da providência. E temos um coração muito grato a todas as pessoas que nos ajudam!, afirma.

Como pedir doações nos convites

A jornalista Eudilene Silveira explica que não há nenhum problema nem é falta de etiqueta enviar os convites desse tipo de festa pelas redes sociais, e-mail ou whats app. A especialista em redes sociais dá dicas na hora de escrever os convites de modo a envolver os convidados no espírito da festa e arrecadar o tipo de doação mais adequado à instituição que se deseja beneficiar.

- Um dos maiores cuidados é na contrução do texto-convite, que pode contextualizar a ideia, trazendo uma mensagem positiva para despertar um sentimento de amor e empatia nos convidados, fazendo com que se sintam parte da ação e valorizem ainda mais o processo de doação;

- No que se refere à construção do texto para solicitar a doação em si, é interessante ressaltar o nome da entidade beneficiária, o endereço, as redes sociais até mesmo para atrair novos voluntários e para que os convidados se identifiquem com a causa e queiram ajudar também futuramente;

- O ponto-chave é escolher as palavras certas, palavras de afetos, e evitar imposições do tipo " voce tem que doar", " você tem que ter esse comportamento", e por aí vai. Assim, os convidados serão conquistados, os objetivos serão atingidos e a etiqueta estará mantida.

- O convite pode sugerir uma lista de presentes, detalhando tipos de objetos, alimentos, artigos de higiene e de beleza a serem adquiridos para beneficiar a entidade, conforme a faixa etária ou outras especificidades dos destinários. É importante oferecer variedade de preços, desde valores mais acessíveis a preços um pouco mais altos, contemplando assim todo o público que será convidado;

- O convite pode trazer ainda uma observação que deixe claro que essa atitude é uma contribuição e que a aniversariante ou organizadora do evento pode receber outros presentes, mas que a ideia central é de fato praticar a caridade e reunir doações;

 

 

Movimento nas redes sociais encoraja mulheres a assumir “monocelha”

Foto: reprodução instagram @sophiahadjipanteli

As sobrancelhas finíssimas exibidas por mulheres no início dos anos 2000 certamente causariam arrepio à modelo grega Sophia Hadjipanteli, de 21 anos. Ela criou um movimento nas redes sociais chamado #unibrowmovement ( movimento pela “monocelha” em tradução livre), que estimula mulheres a aposentar a pinça e assumir o comprimento dos fios e o desenho natural das sobrancelhas.

Foto: reprodução instagram @sophiahadjipanteli

Sophia exibe orgulhosa as fartíssimas sobrancelhas de cor escura em sua conta no instagram (@sophiahadjipanteli), que possui mais de 238 mil seguidores. Ancorada no feminismo, a modelo defende, em suas postagens, que mulheres têm o direito de serem livres para adotar o visual que quiserem, inclusive de não retirar excesso de pelos das sobrancelhas ou de desfilarem por aí supermaquiadas ou de cara lavada. A hashtag #unibrowmovement já registra mais de 1800 postagens de mulheres de vários países.

Mas as postagens da modelo no instagram  dividem opiniões. Se, por um lado, muitas mulheres comentam, se dizem inspiradas pela postura de Sophia e parabenizam a modelo por exibir tamanha autoconfiança; por outro, alguns comentários carregam na agressividade e dizem que as sobrancelha fartas provocam repugnância e asco. Talvez ainda seja cedo pra dizer se a moda da "monocelha" vai pegar ou não. Mas é inegável que a maioria das mulheres busca exibir sobrancelhas mais grossas e em formato natural.

A dermatologista Michelle Martins explica que a depilação das sobrancelhas não altera o ciclo de crescimento dos pelos, porém a remoção frequente, por longos período, pode ir deixando, progressivamente, as sobrancelhas mais finas. Dra. Michele explica ainda que reflorestar a sobrancelha depois de meses e até anos de depilação não é tarefa fácil, leva tempo e pode exigir tratamentos variados desde loções a medicações orais.

"Pequenas falhas podem ser corrigidas com design de sobrancelhas feitos de forma regular e respeitando o tempo de crescimento dos fios. Se há queda acentuada dos pelos deixando falhas o ideal é procurar um dermatologista para avaliar possíveis doenças do folículo piloso e causas e, assim, estabelecer a melhor forma de tratamento". Sobre o uso de óleo de rícino, propagado na internet como alternativa para promover o engrossamento dos pelos, a médica esclarece: "Não é nenhuma comprovação dos benefícios de produtos naturais no aumento dos pelos. Produtos dermatológicos específicos podem ser prescritos após avaliação em consulta médica, caso necessário".

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mulheres influenciam diretamente na decisão de comprar veículo novo

 

A aquisição de um carro novo costuma ser um dia marcante para as famílias. Mas chegar ao consenso na escolha do modelo nem sempre é fácil. Isso porque homens e mulheres costumam ter critérios distintos na decisão de qual modelo levar pra casa. A pegada esportiva que tanto agrada a eles, por exemplo, pode não conquistar o público feminino na mesma medida. Montadoras apontam que, em geral, mulheres destinam preferência por veículos com amplo espaço interno, porta-trecos variados e porta-malas generosos.

Diferenças à parte, o que chama à atenção é a influência delas na hora da compra do carro novo. Uma pesquisa norte-americana revelou que as mulheres influenciam diretamente na compra de 85% dos veículos comercializados. E as brasileiras já representam, pelo menos, 58% dos compradores de carros.

Para Flávio Nunes, gerente da concessionária Jelta-Tabuleta, em Teresina, a influência da mulher na compra do carro reflete a preocupação feminina em contemplar as expectativas de todos os integrantes da família. “Trata-se de uma compra racional e emocional, pois além de ser a realização de um sonho irá transportar família, filhos... Com isso, a influência da mulher na decisão de compra do automóvel passou a ser muito grande, porque além de conseguir ser emocional e racional ao mesmo tempo ela tem o instinto de proteção da família”, avalia.

Percebendo isso, as montadoras vêm investindo cada vez mais em conforto e segurança para conquistar toda a família. Sem falar nas próprias concessionárias que oferecem espaços de convivência e serviços específicos ao público feminino.

No novo posicionamento da FCA, um conglomerado industrial ítalo-americano que está entre os fundadores da indústria automobilística europeia, os carros enquadrados na categoria “veículos de entrada” já são disponibilizados com tecnologia de ponta em conforto, com espaços internos muito maiores e central multimídia. “Hoje, as versões de modelos mais acessíveis do mercado já podem vir com controle de estabilidade eletrônica e tecnologia de fórmula 1, que antes era privilégio apenas de veículos muito mais caros, o que garante uma extrema segurança aos condutores. Tudo isso é consequência dessa percepção das montadoras sobre a influência da mulher na aquisição de um carro”, analisa Flávio.

Como preservar cosméticos no B-R-O-Bró

Foto: Pexels

As altíssimas temperaturas durante os meses do B-R-O-Bró exigem cuidados extras para preservar a integridade de cosméticos, produtos de higiene e maquiagem, mantidos em casa ou transportados conosco ao longo do dia. 

Cosméticos em geral são desenvolvidos para atuar na faixa de temperatura entre 18° e 25°C graus, para garantir a estabilidade de sua formulação. Acima disso, a aparência do produto pode mudar e eficácia dos ingredientes pode ficar comprometida.

“Quando falamos, por exemplo, de uma emulsão, creme ou gel-creme, eles têm uma certa consistência, que mantem suas características de espalhabilidade e de eficácia. O aumento da temperatura, principalmente, na casa dos 40°C graus, pode diminuir essa viscosidade, então, aquele creme consistente passa a ficar fluído”, explica Márcio Guidoni, farmacêutico, especialista em desenvolvimento de produtos cosméticos.

Foto: Pexels

Uma das primeiras medidas para proteger os produtos do calor é guardá-los corretamente, respeitando as necessidades específicas de refrigeração em alguns casos. De maneira geral, os produtos podem ser mantidos em temperatura ambiente, desde que, mais homogênea, não ultrapasse os 30° C, seja um local fresco e arrejado e fora da incidência direta da luz solar, conforme explica o farmacêutico Marcio Guidoni.

Porém, alguns cosméticos com ingredientes como Ácido Retinóico, Retinol, Vitamina C, Ácido Hialurônico e Coenzima Q 10 precisam ser armazenados sob refrigeração.

“Alguns produtos são o que chamamos de termolábeis, ou seja, perdem sua eficácia com aumento da temperatura. Por isso, precisam ser armazenados na geladeira numa faixa de temperatura entre 8 e 10° C graus. Isso garante o aumento da vida útil desse produto, evitando sua decomposição”, detalha Guidoni.

 

Atenção! Não guarde cosméticos no carro! Um dado muito interessante diz que, à temperatura ambiente de 40° C, um cosmético deixado dentro de carro pode chegar a 70°C grau de temperatura em seu interior! Um caminho aberto para contaminação!

 

Farmacêutico Marcio Guidoni Foto: Arquivo Pessoal

 

Dicas extras do farmacêutico Marcio Guidoni

- Se o banheiro tiver passagem de ar e proteção contra a incidência direta da radiação ultravioleta, dá pra guardar os cosméticos nesse ambiente, basta ter uma temperatura mais homogênea, não acima de 30 °C;

- Não deixar itens de higiene pessoal na basculante ou sacada do banheiro, sujeitos à incidência direta da radiação solar. Um dos primeiros sinais do prejuízo é que, com o tempo, o produto em embalagem transparente vai perdendo a cor;

- A atenção precisa redobrada quanto à data de validade dos produtos. É dentro dessa faixa de tempo que os fabricantes garantem que os cosméticos, em sua maioria, compostos por  água e gordura, permaneçam resistentes e nenhum micro-organismo prolifere ali;

- Umas das maneiras de saber se um cosmético perdeu sua eficácia e está se degradando é observar a aparência do produto ao longo do tempo. Um creme que era consistente, espalhava bem, começou a ficar muito fluido; ou se apresentava uma coloração branca, mais opaca e passou a exibir um tom mais amarelado ou amarronzado, pode ser sinal de degradação de algum ingrediente. Nesse caso, a recomendação é suspender o uso;

 

Médica orienta troca periódica do travesseiro para evitar alergias

Foto: Pexels

Há quanto você não troca seu travesseiro? Nem lembra em que ano comprou? É daquelas que só muda as fronhas?

Cuidado, passar mais tempo do que o recomendado com travesseiros e roupas de cama pode causar, entre outras coisas, problemas de pele e respiratórios, como alergia.  Não é à toa, travesseiro junta suor, saliva e descamações de pele, que alimentam os ácaros, considerados vilões das alergias.

A alergologista Giordana Portela explica que é recomendado trocar travesseiro cada dois anos e fazer a limpeza com produtos especiais cada seis meses.

“ O travesseiro, assim como o colchão, podem virar uma fonte de micro-organismos. No caso das alergias respiratórias, o mais preocupante é a presença do ácaro. Pra se ter uma idéia, em dois anos, 50% do peso do travesseiro, independente do estado dele, é composto por ácaro e excremento do ácaro. O mesmo acontece com o colchão no prazo de 10 anos”, detalha.

Às vezes, só de olho, já dá pra saber que o travesseiro precisa ser aposentado: manchas amareladas, cheiro ruim, se deformar facilmente, ou se dobrar ao meio e não voltar logo à forma normal.

Foto: Pexels

 

O objetivo do travesseiro é principalmente trazer um conformo maior à cabeça e aos ombros na hora de dormir. Por isso, é interessante escolher um modelo que preencha bem esse espaço e que fique realmente confortável para colaborar com uma boa noite de sono. Na hora da compra, é importante também analisar de que material é feito o travesseiro, a altura e a densidade. Nem ser muito macio, nem muito firme, conforme explica a alergologista Giordana Portela. “ Do ponto de vista das alergias, quando vamos escolher os materias de que o travesseiro é feito, é interessante que sejam realmente feitos com tecidos antialérgicos".

A Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia recomenda a troca de roupas de cama toda semana. Indica também usar capas impermeáveis à passagem de ácaros em travesseiros e colchões e lavar essas peças especiais mensalmente.

 

 

 

 

 

 

Dermatologista ensina a usar perfume da forma correta

 

Foto: Pixabay

Perfuma-se é indispensável à maioria das mulheres. É comum a gente ter um perfume pra trabalhar, outro para sair à noite, e por aí vai. Mas, algumas vezes, a má fixação do produto na pele é motivo de decepção. Daí a importância das dicas para o perfume durar mais tempo no corpo. As recomendações são da dermatologista Michelle Martins.

- Hidratar a pele antes de aplicar o perfume ajuda a reter o cheiro na pele por mais tempo;

 - Na hora de aplicar, os melhores locais são punhos e atrás das orelhas;

- Não se aplica perfume no rosto, especialmente em locais próximo à boca e aos olhos, pelo risco de irritação;

- Também não se usa perfume nos cabelos, pois o produto costuma ter muito álcool na composição, que pode ressecar os fios, ou pior, causar irritação no couro cabeludo, gerando vermelhidão, coceiras e alergias;

- Para pessoas sabidamente alérgicas, a atenção tem que ser redobrada. A dica da dermatologista é não aplicar o perfume diretamente na pele, e sim por cima da roupa, porque muitas fragrâncias acabam sendo uma das principais causas de alergia na pele, conhecida como a dermatite de contato. Outra recomendação é procurar perfume hipoalergênico;

Dermatologista Michelle Martins dá dicas para aplicar perfume  - Foto: Reprodução/Instagram

 A maneira de guardar o perfume também ajuda a preservar as características do produto por mais tempo.

- Mantenha os perfumes em local arejado, de preferência sem luz e seco. Ou seja, o ideal é guardar mesmo dentro de armário, closet. Lugar de perfume não é no banheiro, ambiente repleto de umidade, alterações de temperatura e incidência de luz solar, fatores que podem modificar a fragrância e estragar o perfume.

- Perfume tem data de validade, hein! Fique atenta à indicação da embalagem  e não use o produto fora desse prazo;

- Não custa nada lembrar que usar perfume falsificado é uma ameaça à sua pele. Por isso, procure aqueles de boa procedência. A economia não vale a pena quando a saúde da sua pele está em risco;

Foto: Pixabay

Dicas da coluna quanto à etiqueta no uso do perfume

- Usar perfume em excesso é extremamente deselegante. Escolha apenas 1 a 2 áreas do corpo para aplicar e já será suficiente, borrifando o produto uma vez em cada região. Aplique o perfume a uns 20 cm do local-alvo e não esfregue, não é necessário. Depois de usar perfume, lave as mãos.

- Acerte na escolha: fragrâncias frescas como florais e lavanda, combinam mais pra usar durante o dia e/ou em climas quentes; já os odores orientais e amadeirados casam melhor em programas noturnos e/ou em climas frios.

- Os perfumes Eau de Toilette são menos concentrados, ideais pro dia;  e aqueles Eau de Parfum são mais concentrados, mais indicados pra usar à noite.

Tem mulher que faz do perfume a sua marca e sai por ai colhendo elogios. Até a próxima!

A força da linguagem corporal nas negociações

Foto: Pexels

No local de trabalho ou em reuniões para fechar negócio é fundamental saber projetar suas opiniões, não abrir mão de seus valores e demonstrar autoridade. Ainda mais pra nós, mulheres, que estamos cada vez mais inseridas em espaços e discussões antes ocupados apenas por homens. Mas você sabia que a linguagem corporal pode ajudar você a ter mais sucesso em algumas situações profissionais? 

Vamos às dicas para ajudar você a transmitir autoridade e confiança de forma sutil. As orientações são dos livros: a “Linguagem Corporal no Trabalho”, de Allan e Barbara Pease, e “Seu Corpo Fala no Trabalho”, de Sharon Seilor.

- A voz tem papel essencial para comunicar poder e credibilidade. Procure articular palavras com clareza e falar em ritmo tranquilo. Outra dica é fazer pausas rápidas e respirar com calma entre as frases.

- Vencer o jogo de poder, envolvido numa conversa de negócios, também passa pela maneira de encarar a outra pessoa. E, nessa hora, o aperto de mão, bem mais que uma forma de cumprimento, precisa ser firme e seguro.

- Outra orientação é evitar respirar de forma acelerada e superficial, isso dá a impressão de que você está nervosa ou desconfortável com algo.

- Esteja atenta também à postura, evite sentar com coluna curvada e ombros caídos.

Para exibir autoridade e estar mais preparada pra negociar, você precisa mostrar ao outro que está confiante, sem ansiedade e tem domínio da situação, explica a Master Coach de carreira, Raissa Guanieri.

Coach Raissa Guanieri - Foto: divulgação instagram

“ É crucial que as mulheres se preparem pras negociações.  Por muitas vezes, acreditamos que aquilo que é dito numa negociação é que vai definir o rumo das decisões. Mas as pesquisas indicam que o nosso poder  de persuasão numa negociação está muito mais vinculado à comunicação não verbal, ou seja, às nossas posturas e às expressões faciais do que aquilo que é dito” afirma.

As roupas que escolhemos para usar no ambiente profissional também transmitem mensagens que podem ajudar você nas negociações. Quem nos traz dicas do que vestir no trabalho é a personal stylist Vivian Barroso.

 

Personal Stylist Vivian Barroso - Foto: divulgação instagram 

- Na hora de transmitir uma imagem mais imponente, é importante que você se utilize de tecidos mais rígidos e estruturados. Os tecidos muito molengas passam uma imagem de relaxamento, de descontração, que não é tão importante nesse momento. A alfaiataria é sua aliada nessa ocasião.

- Cuidado com cores muito fortes ou abertas. Elas podem tirar a atenção do que você quer falar. Então, o ideal nesse momento é que você use cores  sóbrias, que transmitem poder.

- É importante que dentro do seu look tenha algum ponto menor, que carregue informação de moda. Pode ser uma bolsa, sandália ou acessório. Mas cuidado para não ser algo muito chamativo. Assim, se você tem um centro, ou seja, a maioria, o look, mais formal, e tiver também algum elemento de moda, isso vai dizer que você é uma pessoa em quem se pode confiar e que também está atenta ao que acontece no mundo e está atualizada.

Então, arme-se dessas dicas, vista coragem e mostre o poder que você tem.

Dicas para acertar na compra em brechós

Foto: Pexels

 

A cultura de comprar objetos, roupas e acessórios usados parece ter conquistado de vez as teresinenses. Novos brechós e bazares são abertos na capital, oferecendo ao público a chance de renovar o guarda-roupa pagando, às vezes, menos de metade do que as peças custaram um dia. Outro ponto positivo em comprar de segunda mão é poupar matérias primas e recursos naturais do meio ambiente. Voce sabia que a confecção de uma única calca jeans consome mais de 10 mil litros de água? Pois é!

A maioria das roupas e acessórios, disponível em bons bazares, costuma estar intacta, higienizada e sem manchas. Mas é preciso saber escolher para não amontoar no armário peças que não se conectam com o que você já tem.

Foto: @bazarcefc - instagram

 

Brechós com curadoria de profissionais de moda

Pra quem busca peças ultraexclusivas e com informação de moda mais contemporânea, saiba que há bazares beneficentes em Teresina, em que os itens passam por processos de upcycling para se renovar, oferendo mais frescor e um ar mais cool aos looks.

Um desses exemplos é o acervo do bazar beneficente do Centro Espírita Fabiano de Cristo (instagram @bazarcefc). Um projeto desenvolvidos por alunos de graduação em Moda realiza ações que repaginam as peças, que são apresentadas em um edital que supervaloriza os itens deixados à venda no bazar. Estamparia, novos cortes, customização e sobreposições dão nova vida às roupas e acessórios.

Foto: @bazarcefc - instagram

 

Foto: @bazarcefc - instagram

 

Dicas para acertar na compra em brechós

- Não escolha pelo preço, por ser mais barato. Pense se você realmente tem com o que casar a peça que deseja levar. Algo que possa gerar pelo menos três possibilidades de looks é um bom começo;

- Aposte na compra de roupas de tecido naturais, como algodão e linho, ou com menos fibras artificiais, como viscose, que resistem melhor às lavagens sem deformar, têm caimento melhor e duram mais tempo de forma geral;

- Ao comprar calça jeans, observe se o tecido na região da virilha não está gasto e se a barra ou a cintura vão precisar de ajuste. Às vezes, pequenos consertos podem sair mais caro do que o valor pago na peça;

- Vai comprar um calçado? O melhor horário para escolher sapatos é no fim do tarde, quando os pés costumam estar inchados. Assim, o calçado, escolhido à noite, não vai apertar seus pés de manhã.

- Peças de lojas de departamento são frequentes na maioria dos brechós e custam mais barato. Para itens de marcas mais exclusivas, o esperado é desembolsar um pouco mais. Saiba avaliar;

- Tá com peças paradas em casa, sem uso? Você pode vender em consignação nos brechós. Funciona assim: você deixa na loja por um período e, quando vender, você recebe um percentual do valor arrecado, geralmente entre 30 e 50%. Antes de disponibilizar suas peças, pergunte à dona da loja por qual valor a peça terá vendida, para não se decepcionar depois como que sobrar pra você;

- Antes de ir às compras, dê uma olhada no que você já tem no guarda-roupa. Às vezes, o que você precisa são apenas peças para aumentar as possibilidades de uso com o que está parado no seu guarda-roupa. Uma boa dica é fotografar as peças que precisam de complementos e só então ir nos brechos;

Visite os brechós de nossa cidade. Economize e aposte no consumo sustentável para uma vida melhor para todos!

 

 

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