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Saiba cuidados ao visitar recém-nascidos e filhos por adoção

                   

Foto: Pexels

O nascimento de um bebê mexe com toda a família e com amigos do casal ou da mamãe solo. Dá vontade de correr para visitar o recém-nascido, ver a carinha e segurar no colo. Mas pra não ser indelicado com pais e o bebê, existem recomendações para respeitar a nova rotina da família. 

A pediatra Juliana Veloso sugere aguardar uns dois a três dias após o nascimento para conhecer a criança. Especialmente, se a mãe passou por parto cesária, pois as primeiras horas após a cirurgia exigem maior repouso. Além disso, o bebê também precisa de tempo para compor suas defesas. “O bebezinho que acabou de nascer praticamente não tem defesas. O sistema imunológico dele não é completamente formado, ainda não foi vacinado, o que o torna bem mais suscetível a adquirir doença em geral, tanto viroses, quanto doenças bacterianas”, explica..

Confira alguns cuidados que se deve ter na hora de entrar em contato com o recém-nascido durante visitas

- Pra começar, não seja inoportuno. Ligue para os pais e pergunte se eles se sentem confortáveis pra receber visita e qual o melhor horário pra você ir;

- Não peça para acordar o bebê. A noite anterior pode ter sido muito cansativa para pais e criança; deixe o bebê repousar e os pais terem um pouco de descanso;

- Não é recomendada a visita de muitas pessoas ao bebê ao mesmo tempo. Não dá pra fazer da maternidade ou da casa da família uma festa, se os pais não desejam isso;

- Jamais fume perto do bebê e nem visite o recém-nascido doente, ainda que seja um leve resfriado;

- Ao visitar o bebê, é bom não exagerar no uso de perfumes, pois a pele do recém-nascido é sensível à irritação;

- Se tem intimidade com o casal, vale perguntar se os pais desejam que você leve alguma coisa de que estejam precisando; ou você pode se oferecer para realizar alguma tarefa que envolva os cuidados com o bebê. Cuidar de um recém-nascido dá muito trabalho, e toda ajuda é bem-vinda.

Confira mais dicas da pediatra Juliana Veloso, para não fazer feio na visita nem pôr em risco a saúde do bebê.

“ A gente recomenda que o contato físico com o bebê seja o mínimo possível. Você até pode pedir pra segurar o bebê, mas que seja uma coisa bem rápida, de preferência, tendo lavado bem as mãos antes. Evitar falar muito próximo ao bebê. Se for falar, fazer em um tom mais baixo, porque os recém-nascidos são muito sensíveis ao barulho, ao ruído. A gente não beija mãos nem o rosto do bebê, porque a boca do adulto é cheia de vírus e bactérias e acaba sendo mais um risco pro bebê”, recomenda Juliana Veloso.

                 

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Como proceder na visita a filhos por adoção

A  visita a uma criança de mais idade, que já compreende ter deixado um abrigo para ganhar um novo lar, também demanda cuidados especiais a quem deseja estar com a nova família. Amigos e familiares necessitam entender que os novos pais e a criança precisam de tempo e afeto para se acostumarem entre si e que ninguem tem o direito de atrapalhar esse processo. A recomendação inicial é evitar comentários e questionamentos desnecessários e invasivos aos pais.

“Deve-se evitar perguntas como: “Qual teu filho e qual o adotado?”, “Qual o que você cria?” “Nossa, mas ele é diferente!”, ou perguntas sobre o comportamento da criança como: “Ele dá muito trabalho?”, “Ele é agressivo?”, “Ele tem algum problema?”. Falas como essas já estigmatizam a criança e trazem à tona o preconceito ainda existente sobre adoção”, explica Francimélia Nogueira, diretora do Centro de Reintegração Familiar e Incentivo à Adoção, entidade que auxilia crianças e jovens a ganhar um lar pela adoção.

Já em relação à criança, o visitante deve demonstrar respeito e educação pela história de vida do novo filho e jamais levantar questionamentos sobre seu passado. “Ficar perguntando como foi seu passado, ou seu sentimento anterior é totalmente invasivo e desnecessário. Se for da vontade dos pais ou da criança compartilhar esses sentimentos, basta simplesmente ouvi-los”, finaliza.

Ah....e não se referir à criança como filho adotado. É filho. E ponto.