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Dermatologista explica benefícios da água micelar

                                               

Foto: pexels           

 

Um cosmético prático de usar, que promete limpar a pele com suavidade e que conquista espaço no ritual de beleza de muitas mulheres: a água micelar. Criado na frança, o produto surgiu para poupar a pele do contato direto com a água da torneira, que, em algumas pessoas, pode agravar problemas como rosácea, dermatite, além de provocar ressecamento na pele.

O líquido aquoso e transparente promete remover maquiagem, limpar o rosto de forma gentil e acalmar a pele, sem precisar de enxágue. Como o nome já diz, a água micelar é composta de micelas, moléculas responsáveis pela função de limpeza da pele, como explica a dermatologista Daniella Spinato.

                            

Dermatologista Daniella Spinato - Foto: Arquivo Pessoal

 

 “ As micelas são microgotas de tensoativos invisíveis, que conseguem envolver a sujeira e retirá-la da superfície da pele juntamente com a água. Cada micela tem dois polos: um, que é solúvel na água; e outro, que funciona como uma espécie de íma atraindo sebo, suor, maquiagem e poluição. Dessa forma, a função da água micelar é de limpeza de pele, indicada também para remover a maquiagem”.

A maioria das águas micelares costuma não conter álcool, corantes, sabão e parabenos, tornando a formulação muito suave e, por isso, tão recomendada às peles sensibilizadas. Popularizado, o cosmético ganhou versões com ingredientes específicos para atender também às necessidades  de peles secas e das oleosas.

A dermatologista Daniella Spinato orienta escolher agua micelar que tenha formulações menos carregadas e, melhor ainda, se tiver extratos botânicos. 

“ A escolha da melhor água micelar deve ser direcionada de acordo com o tipo de pele de cada um: seca, oleosa, ou sensível.  Sempre lembrando de buscar fórmulas com poucos ingredientes, ou seja, fórmulas minimalistas e sem fragrâncias”.

Foto: Pexels

 

Dicas de uso

- Água micelar pode substituir o uso do sabonete a qualquer hora do dia e não somente ao acordar. Pode ser usada, por exemplo, para remover a oleosidade do rosto antes de reaplicar o filtro solar;

- Dá pra aplicar água micelar no rosto com discos de algodão, com o uso das mãos ou até colocando o produto em um potinho e borrifando direto na pele; 

- A água micelar pode ser uma ótima opção quando se está em lugares em que não há água de qualidade à disposição ou durante os deslocamentos de viagem;

-  A água micelar NÃO substitui o uso de produtos com outras funções como tônicos, hidratantes e cremes anti-idade;

-  Observe seu tipo de pele e como harmonizar o produto com os demais passos da rotina;

- A água micelar não precisa virar item obrigatório na nécessaire para todas as pessoas.


“ Apesar de todos os benefícios, a água micelar não deve ser encarada como um item obrigatório, de uso diário, para todas as pessoas. Existe essa tendência, essa moda, mas você precisa avaliar realmente se a sua pele tem necessidade ou não de utilizar o produto”, finaliza a Dermatologista Daniella Spinato.

 

 

Saiba por que a rotina de beleza asiática conquista tantas brasileiras

               

Imagem: Danielle Maciel

Os cosméticos asiáticos, fabricados especialmente na Coreia do Sul e Japão, conquistam cada vez mais usuárias brasileiras e também piauienses. A filosofia básica é investir em cuidados para exibir uma pele saudável e bonita e precisar de menos maquiagem para esconder imperfeições. A indústria asiática da beleza é rica em inovação e coloca diariamente nas prateleiras uma variedade inacreditável de produtos. Tudo para atender a famosa skincare asiática, de cerca de 10 passos, para higienizar, tratar e nutrir a pele do rosto, pescoço e colo.

 

 

Cushions coreanos - Foto: Danielle Maciel

Primeiro veio o BB Cream, depois chegou o CC Cream e, agora, vivemos a populrização das bases cushion. A embalagem, em formato de pó compacto, traz uma base de textura fina, guardada em uma almofada (daí o nome cushion – almofada em inglês). O acabamento é incrivelmente natural, tem na composição ativos benéficos à pele e ainda pode oferecer proteção solar altíssima – sendo excelente opção para retocar a proteção ao longo do dia.

 

Enfermeira Raquel Pinheiro - Fotos: arquivo pessoal

 

Especialista em cosméticos asiáticos, a enfermeira Raquel Pinheiro usa produtos coreanos e japoneses há 8 anos. Ela e uma amiga criaram em 2014 o grupo “Cosméticos Asiáticos” no facebook, que reúne quase 18 mil pessoas, compartilhando informações e dicas sobre o universo dos produtos orientais. Raquel explica que na rotina asiática cada produto tem uma função e as camadas de cosméticos são empilhadas na pele da textura mais leve pra mais encorpada.


“ O primeiro passo da rotina é a limpeza, muitas vezes, com dois ou três passos e produtos pra remover maquiagem, limpar a pele e esfoliar. Depois, as asiáticas usam produtos pra nutrir, hidratar, repor água e equilibrar o PH da pele. Então elas aplicam tônicos; essências (parecidos com os tônicos, ricos em nutriente, de textura muito fina, que penetram profundamente na pele); os séruns e tratamentos; em seguida aplicam seus hidratantes e produtos pra região dos olhos; produtos pras linhas, pras manchas, se for o caso. E finalizam com algo pra selar, a famosa sleeping mask, as mascaras noturnas, que estão chegando ao Brasil", detalha Raquel. 

 

  

Filtros solares e tônicos - Foto: Danielle Maciel

 

A variedade de ingredientes usada nos produtos é outro atrativo. Há uma gama muito grande de formulações, texturas e acabamentos. "Outro ponto é que os produtos não são somente cosméticos, têm ingredientes ativos, muitos da medicina tradicional oriental. E diversas pesquisas demonstram que os ativos usados são muito efetivos na pele”. completa Raquel Pinheiro.


Os filtros solares produzidos no Japão e Coreia do Sul já são utilizados por muitas brasileira e, inclusive, começam a ser recomendados por dermatologistas brasileiros. A cosmética é surpreendente, fácil de aplicar, com alta resistência ao suor e à água, e alguns conseguem controlar o oleosidade de forma incomparável, podendo inclusive ser usado como primer.

 

Imagem: instagram @cosmepedia

 

 Quais são os passos básicos?

 

Em todos os passos, evita-se a fricção agressiva e desnecessária à pele, com delicadeza na aplicação dos produtos e paciência para esperar o tempo de absorção e atuação de alguns ingredientes como vitamina C, por exemplo. Em resumo, seguem algumas dessas etapas. 

 

- Double Cleansing:  A dupla limpeza é o passo inicial para a higienização da pele, para retirada de impurezas, excesso de oleosidade, maquiagem e resíduos de cosméticos e protetores solares aplicados ao longo do dia. Nessa etapa, um óleo de limpeza especial é aplicado na pele em movimentos circulares para higienização por alguns segundos. Depois, é hora de passar água no rosto para o óleo emulsificar e sair da pele, deixando uma sensação de limpeza e frescor. Fechando a dupla limpeza, leva-se o rosto com sabonete ou espuma;

 

- Esfoliante: Nesta etapa, são aplicados produtos especialmente à base de ácidos, que ajudam a pele a se renovar, eliminando as celulas mortas e dificultando a obstrução dos poros. Pode ser na forma de tônicos e esfoliantes com grânulos para atrito na pele, por exemplo. Em linhas gerais, esfoliar a pele de 2 a 3 vezes por semana costumar ser o recomendado por dermatologistas. Peles sensíveis precisam de mais cuidados.

 

- Tonificar: É o primeiro passo de hidratação e de preparação para receber ingredientes de nutrição e de tratamento da pele, além de  ajudar a regular o PH, que pode se alterar pelo uso de sabonetes e outros produtos. Pode aplicar direto na mão e passar na pele delicadamente até

absorver. Tônicos sem álcool e com extratos botânicos costumam ser bem gentis com a pele, especialmente recomendados às sensíveis.

 

- Essências: É um dos passos queridinhos da rotina asiática. O produto, com consistência bem líquida, carrega nutrientes específicos que penetram com mais facilidade, alegam os fabricantes. Colaboram com o aumento da umidade da pele e têm absorção em segundos! Aplicar também com as mãos dando batidinhas.

 

-  Séruns e Ampolas: São usados na etapa de tratamento da pele, contêm nutrientes em maior concentração para cuidar de problemas como acne, envelhecimento, manchas, oleosidade excessiva, e por aí vai. São cosméticos de maior valor agregado. A regra é aplicar do produto de consistência mais rala para a mais espessa. 

 

- Creme para os olhos: Cosméticos formulados especialmente para nutrir a delicada pele ao redor dos olhos, onde costumam se desenhar

as primeiras linhas finas, muitas vezes, antes dos trinta anos.Aplicar com muita suavidade, sem puxar ou esfregar, dando batidinhas até a absorção. 

 

- Hidratação: Etapa fundamental que ajuda a pele a reter agua e nutrir, o que colabora para exibir viço, brilho e aparência saudavel. Deve-se, claro, usar hidratantes específicos aos tipos e necessidade da pele. Formulações mais encorpadas, contendo ingredientes como manteigas e óleos, são mais adequados a peles secas, por exemplo.

 

- Proteção solar: Uma das etapas mais importantes para proteger a pele dos efeitos nocivos da radiação solar, que causam manchas, risco de câncer e colaboram para acelerar o envelhecimento precoce da pele. Ter atenção especial à quantidade aplicada para atingir a fotoproteção que diz a embalagem e esperar 30 minutos antes de se expor ao sol.

 

- Mascaras faciais: Usadas entre 2 a 3 vezes por semana. São feitas de tecidos, embebidos com ingredientes hidratantes, que devem permanecer em contato com a pele em média por 20 minutos. Usar antes do filtro solar durante o dia. Á noite, durante a etapa de hidratação, podendo ser aplicada antes do último creme.

E os preços?


Os valores são muito convidativos especialmente das marcas mais populares. Uma das essências mais vendidas no Japão, que contém diferentes tipos de ácido hialurônico, Vits C e E, por exemplo, custa em média 40 reais, sem os impostos de importação, comprando direto da Ásia. Se você não quer esperar tanto pelos produtos, pode comprar de diversos sites à pronta entrega de São Paulo, Paraná, Goiás e Santa Catarina e também de lojinhas do instagram (procure a rashtag #cosméticosasiáticos).

 

Onde buscar mais informações?

 

- Em primeiríssimo lugar, o grupo de facebook "COSMÉTICOS ASIÁTICOS";

- No instagram, recomendo os perfis especializados no assunto em português, com explicações sobre passos, ingredientes e reviews sinceros de produtos: @cosmeasia; @kelzudinha ( nossa entrevistada neste post); @rafaeldiascosta, o perfil recentemente criado @cosmepedia e o da médica @peledeimperatriz ( que fala de diversos produtos e também faz reviews de cosméticos asiáticos).

- Pra descobrir os ingredientes dos produtos e ler algumas avaliações também ( em inglês): site http://www.cosdna.com/.

- Sites com reviews de produtos ( em inglês): www.sokoglam.com; e www.ratzillacosme.com

 

 

 

Dicas para viagens aéreas durante a gravidez

Karla e esposo Renan em viagens ao Chile ( esquerda ) e aos EUA - foto: arquivo pessoal

À espera do primeiro filho, a jornalista Karla Nery Reis está fazendo intercâmbio no Canadá durante dois meses. É a segunda viagem internacional de Karla, em companhia do marido, desde que descobriu a gravidez. Conta que praticamente não sentiu mal-estar nas viagens e que a decisão de viajar foi tomada com tranquilidade após orientações médicas.

“Antes de partir, fizemos todos os exames, vacinas e tomamos todos os cuidados necessários para viajar com calma, inclusive levamos uma declaração da médica pra apresentar à companhia área. A médica nos tranquilizou, disse que estávamos viajando na melhor fase da gravidez, no segundo trimestre. Ela apenas recomendou cuidados com alimentação e a prática leve de exercícios”, diz.

 

              

Foto: Pexels

Muitas mães têm dúvidas na hora de viajar, divididas entre o desejo de aproveitar dias de folga longe da rotina e os preparativos para a chegada do bebê. Para aquelas que vão viajar de avião, os cuidados se voltam a garantir deslocamentos com mais conforto, sem dores e sem riscos para mães e bebês. O melhor período para viajar é do segundo trimestre de gestação até antes da 36ª semana, após uma avaliação da situação da gestação e da vitalidade fetal. É interessante estar atenta também às mudanças de temperatura do destino de viagem, porque gestantes são mais propensas a desconfortos respiratórios.

" Nos primeiros meses, é muito comum a mulher ter náuseas e vômitos devido aos hormônios próprios da gravidez, o que pode causar desconfortos durante voos longos. Já no final da gestação, próximo à 36 semana, as recomendações se voltam a evitar complicações como o rompimento da bolsa amniótica antes do trabalho de parto, um risco à saúde da mãe e do bebê, em caso de demora no atendimento. Se a mãe tem antecedentes patológicos, como hipertensão, os cuidados devem ser ainda mais aprimorados”, detalha Ivanilda Sepúlveda, enfermeira-obstetra.

Foto: pexels

A maioria das companhias áreas não faz restrições de embarque até à 28ª semanas de gravidez ( para gestação simples ) e até a 25ª semana ( para gestação múltipla), desde que a mulher não tenha complicações médicas como sangramento, diabetes e pressão alta e não apresente histórico de parto prematuro.

Quanto mais próximo ao parto, geralmente a partir das 36 semanas, as companhias aumentam as exigências para embarque, que vão desde solicitação de atestados médicos, declarações de responsabilidade, formulários especiais analisados por equipes da companhia, até a exigência da presença do médico durante voos, chegando à proibição de embarque após as 38/40 semanas e para alguns destinos. Visite o site das companhia aérea com antecedência para conferir as restrições de embarque para grávidas. 

Como ficar mais confortável no voo

As recomendações das companhias áreas às grávidas incluem escolher assentos-conforto, com mais espaço para pernas e reservar poltronas no meio da aeronave, próximo à asa, onde há mais estabilidade e menos chance de sentir enjoos. É interessante também selecionar assento no corredor para facilitar as idas ao banheiro. Deve-se evitar também ficar sentada por muito tempo, para não ter inchaços nos pés e não sentir cãibras. Vale se levantar, esticar as pernas e dar uns passos de hora em hora.

Quais os cuidados com a alimentação?

As companhias áreas indicam não consumir alimentos que provoquem desconforto abdominal. Também não recomendam tomar bebidas que aumentem a vontade de fazer xixi, como café, chá e refrigerante.

A nutricionista Juliana Furtado orienta fazer refeições leves antes do voo, como frutas, iogurtes, sanduíches com massas integrais, saladas e sem molhos gordurosos como maionese, por exemplo. Aconselha evitar frituras, biscoitos recheados, pães brancos, massas e bebidas gaseificadas, que aumentam desconfortos como azia e gases.

Durante os voos, grávidas não devem ficar sem comer. As companhias indicam como opções de lanche: barras de cereal, frutas secas ou bolachas integrais, além de beber água, para evitar a desidratação.

Foto: Pexels

Dicas essenciais

- Priorize peças de roupas confortáveis para usar durante o voo e nos dias de viagem;

-  Meias de compresão auxiliam a melhora da circulação especialmente útil em voos longos;

- Para viagens ao exterior, é interessante fazer seu seguro viagem e dispor dos contatos pessoas do seu obstetra para ter acesso direto em caso de dúvidas;

- Leve de casa todas as medicações recomedadas pelo médico para possíveis ocorrencias como vômitos, nauseas, dor de cabeça, dor nos músculo, coluna e por aí vai. Em alguns países, a compra de remédios pode não ser tão simples;

- Não esqueça de levar filtro solar para qualquer que seja o destino. A pele da gestante é mais propensa a manchas; leve repelentes também!;

- Tome todas vacinas necessárias, considerando as exigências que alguns países fazem para ingresso de cidadãos ( visite o site do país).

 

 

Saiba cuidados ao visitar recém-nascidos e filhos por adoção

                   

Foto: Pexels

O nascimento de um bebê mexe com toda a família e com amigos do casal ou da mamãe solo. Dá vontade de correr para visitar o recém-nascido, ver a carinha e segurar no colo. Mas pra não ser indelicado com pais e o bebê, existem recomendações para respeitar a nova rotina da família. 

A pediatra Juliana Veloso sugere aguardar uns dois a três dias após o nascimento para conhecer a criança. Especialmente, se a mãe passou por parto cesária, pois as primeiras horas após a cirurgia exigem maior repouso. Além disso, o bebê também precisa de tempo para compor suas defesas. “O bebezinho que acabou de nascer praticamente não tem defesas. O sistema imunológico dele não é completamente formado, ainda não foi vacinado, o que o torna bem mais suscetível a adquirir doença em geral, tanto viroses, quanto doenças bacterianas”, explica..

Confira alguns cuidados que se deve ter na hora de entrar em contato com o recém-nascido durante visitas

- Pra começar, não seja inoportuno. Ligue para os pais e pergunte se eles se sentem confortáveis pra receber visita e qual o melhor horário pra você ir;

- Não peça para acordar o bebê. A noite anterior pode ter sido muito cansativa para pais e criança; deixe o bebê repousar e os pais terem um pouco de descanso;

- Não é recomendada a visita de muitas pessoas ao bebê ao mesmo tempo. Não dá pra fazer da maternidade ou da casa da família uma festa, se os pais não desejam isso;

- Jamais fume perto do bebê e nem visite o recém-nascido doente, ainda que seja um leve resfriado;

- Ao visitar o bebê, é bom não exagerar no uso de perfumes, pois a pele do recém-nascido é sensível à irritação;

- Se tem intimidade com o casal, vale perguntar se os pais desejam que você leve alguma coisa de que estejam precisando; ou você pode se oferecer para realizar alguma tarefa que envolva os cuidados com o bebê. Cuidar de um recém-nascido dá muito trabalho, e toda ajuda é bem-vinda.

Confira mais dicas da pediatra Juliana Veloso, para não fazer feio na visita nem pôr em risco a saúde do bebê.

“ A gente recomenda que o contato físico com o bebê seja o mínimo possível. Você até pode pedir pra segurar o bebê, mas que seja uma coisa bem rápida, de preferência, tendo lavado bem as mãos antes. Evitar falar muito próximo ao bebê. Se for falar, fazer em um tom mais baixo, porque os recém-nascidos são muito sensíveis ao barulho, ao ruído. A gente não beija mãos nem o rosto do bebê, porque a boca do adulto é cheia de vírus e bactérias e acaba sendo mais um risco pro bebê”, recomenda Juliana Veloso.

                 

Foto: pexels

Como proceder na visita a filhos por adoção

A  visita a uma criança de mais idade, que já compreende ter deixado um abrigo para ganhar um novo lar, também demanda cuidados especiais a quem deseja estar com a nova família. Amigos e familiares necessitam entender que os novos pais e a criança precisam de tempo e afeto para se acostumarem entre si e que ninguem tem o direito de atrapalhar esse processo. A recomendação inicial é evitar comentários e questionamentos desnecessários e invasivos aos pais.

“Deve-se evitar perguntas como: “Qual teu filho e qual o adotado?”, “Qual o que você cria?” “Nossa, mas ele é diferente!”, ou perguntas sobre o comportamento da criança como: “Ele dá muito trabalho?”, “Ele é agressivo?”, “Ele tem algum problema?”. Falas como essas já estigmatizam a criança e trazem à tona o preconceito ainda existente sobre adoção”, explica Francimélia Nogueira, diretora do Centro de Reintegração Familiar e Incentivo à Adoção, entidade que auxilia crianças e jovens a ganhar um lar pela adoção.

Já em relação à criança, o visitante deve demonstrar respeito e educação pela história de vida do novo filho e jamais levantar questionamentos sobre seu passado. “Ficar perguntando como foi seu passado, ou seu sentimento anterior é totalmente invasivo e desnecessário. Se for da vontade dos pais ou da criança compartilhar esses sentimentos, basta simplesmente ouvi-los”, finaliza.

Ah....e não se referir à criança como filho adotado. É filho. E ponto.

A importância do planejamento financeiro para mulheres

                                     

                                                                     Empresária Isabella Meneses - Foto: arquivo pessoal

Durante anos, a empresária Isabella Meneses não controlou gastos, desconhecia o lucro de suas empresas e delegava ao marido a tarefa de administrar as despesas em casa. Até precisar mudar de atitude para realizar sonhos como comprar a casa própria e viajar mais. “Era um sentimento de frustação, de vida no automático. Aí, resolvi mudar. Eu me senti obrigada a planejar minha vida. Caso contrário, eu estaria no planejamento de outras pessoas”, avalia.

Ao analisar com cuidado as despesas, Isabella descobriu que os gastos com lazer e alimentação devoravam 40% do orçamento. As compras por impulso também precisavam de um freio. “Se avisto algo que quero, vejo na minha lista se estou realmente precisando daquilo. Caso não esteja, me pergunto se será realmente útil ou se não já não possuo algo similar em casa que, de repente, nunca usei”, conta.

O hábito de acumular compras que Isabelle deixou no passado ainda é devastador no orçamentos de muitas mulheres. Parte da explicação desse comportamento vem da cultura em que mulheres estão inseridas. Muito cobradas para serem extremamente vaidosas e bombardeadas pela publicidade para consumir itens de forma avassaladora. Somemos a isso, o fato de que, pra muitas mulheres, comprar é também uma compensação emocional por algo que não vai bem.

 

                     

                                                                            Marielle Baía - foto: arquivo pessoal

Para a psicóloga e consultora financeira, Marielle Baía, a melhor forma de romper esse ciclo do endividamento é se reequilibrar emocionalmente para não buscar em compras uma espécie de refúgio e, principalmente, investir em inteligência financeira.

“A falta de educação financeira faz as pessoas pagarem o preço da ausência de entendimento. É importante buscar um profissional, ler sobre o assunto, e fazer um diagnóstico de sua vida financeira para resgatar os motivos que fazem você gastar valores acima do que tem condições de arcar. O problema financeiro não é número, é hábito”!, explica.

Novo arranjos familiares e novos desafios às mulheres

Mulheres já são chefes de família em 40,5% dos lares brasileiros, conforme pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2015. Na análise anterior, em 2005, elas eram a pessoa de referência em 30,6% das residências.

Esse novo arranjo em que a mulher passa a prover sozinha as contas da casa, dos filhos e, às vezes, até do marido acrescentam uma dificuldade a mais na administração do orçamento.

                                                                                                                                             Foto: pexels

Confira dicas da especialista Marielle Baía para você reposicionar suas contas no azul

- Os gastos com energia elétrica são um dos que mais têm excesso. Faça vistoria permanente em casa. Não faz sentido gastar para manter ambientes iluminados e resfriados se você não está lá;

- Sempre faça listas antes de sair às compras. E esteja focada na necessidade para que suas emoções não controlem suas decisões.

- No supermercado, observe se não está comprando em excesso. Está provado em pesquisas que 30% do que consumimos vira desperdício. Outra dica é não levar crianças ao supermercado, pois elas fazem com que pais acabem gastando mais.

- Adote o reuso e reaproveitamento: de alimentos, de roupas, de livros, do que for possível.

- Cuidado com as promoções tipo leve 3 pague 2. Saque a calculadora do bolsa e vejo se o valor unitário está realmente compensando.

- E, por fim, registre TODOS os tipos de gastos e por categorias: combustível, água, energia elétrica, gastos com crianças. As anotações permitem a você enxergar onde está o problema e, a partir daí, ter uma ação para solucionar.

       

                             Isabella Meneses e o marido Francisco: "Quero poupar pra viajar mais"- Foto: arquivo pessoal

 

A empresaria Isabella Meneses, que abriu esta reportagem, diz que controlar o dinheiro e não ser controlada por ele traz algo que não preço: liberdade!

“ É um sentimento de conquista em alcançar uma meta. E eu sei que consigo guiar a minha vida e da minha família com um bom planejamento”, finaliza.

 

 

Mulheres compartilham experiência de viajar sozinhas

Uma pesquisa realizada em 2017 pelo Ministério do Turismo em grandes cidades brasileiras mostrou que aproximamente 18% das mulheres preferem viajar sozinhas. O índice é superior ao de homens com a mesma intenção, que ficou em 12%. Segundo a pesquisa, o principal motivo para elas encararem uma viagem solo é o desejo de viver novas aventuras, tendo companhia ou não.

 

                                                            

                                                                                    Foto: arquivo pessoal

A servidora pública, de Teresina, Fernanda Rodrigues, fez em julho deste ano sua primeira viagem desacompanhada. Passou seis dias na capital portenha, Buenos Aires. Após descobrir uma promoção de passagem, Fernanda resolveu que era hora de viver a experiência de viajar sozinha e tirar um tempo só pra ela.

“Eu decidi viajar muito em cima da hora, encarei mesmo o desafio e foi maravilhoso! Eu não tive medo. Tive uma ansiedade, aquele frio na barriga por fazer algo muito diferente, que eu não havia feito antes. Também não me senti sozinha, nem abandonada. Consegui interagir com outras pessoas e praticar outro idioma. E você tem essa necessidade de interação até pra pedir a alguém pra tirar uma foto sua. E essa comunicação é necessária, por exemplo, pra pedir a alguém pra tirar uma foto sua. No primeiro dia, eu tive vergonha; depois, não!”, conta.

Viajar sozinha pode ser uma experiência transformadora para mulheres. Ajuda a desenvolver autoconfiança, é bom pra se desconectar das exigências da rotina e se mostra excelente pra quem precisa de um tempo sabático pra pensar na vida, na carreira ou no relacionamento. 

                                  

Foto:arquivo pessoal

A engenheira têxtil Ingrid Domingues, do interior de São Paulo, viaja sozinha há 4 anos. Já conheceu 8 países em viagem solo, incluindo destinos com China, Tailândia e Malásia. A primeira viagem, aos 23 anos, foi pra fazer intercambio social na Tunísia. Depois a Hong Kong, para visitar uma amiga que conheceu nesse intercambio. Daí não parou mais. A cada nova aventura foi vencendo o medo inicial da solidão, do que fazer, de não saber se comunicar. Foi ganhando confiança.

“Uma das grandes riquezas de viajar sozinha é que você não precisa depender das outras pessoas. Se você quer ir a tal lugar, você vai. Basta ter dinheiro e vontade. A energia é sua e você dedica ela pra você. Se você quiser tirar um tempo pra descansar, dormir, você tira; se você quer tirar um tempo pra você festar, é ótimo. Então, é a sua energia, o seu dinheiro, o seu momento. Essa é a pegada do viajar sozinha”, avalia Ingrid.

Para viagens solo fora do Brasil, as recomendações iniciais incluem ter, pelo menos, habilidade intermediária para se comunicar no idioma local e/ou em inglês, e ter preocupação redobrada com a segurança, especialmente por ser mulher. É interessante chegar e partir dos lugares à luz do dia, tentar se hospedar em bairros mais movimentados e centrais, com bom acesso a meios de transporte público e ainda compartilhar com familiares e amigos seu roteiro de viagem, com as datas e locais onde você estará, além de manter contato permanente com alguém no Brasil.

Confira mais dicas das viajantes solo Ingrid e Fernanda

- Sempre planejar a viagem com bastante antecedência pra conseguir preços mais baixos de passagem e hospedagem. Se a grana estiver curta, vale se informar sobre o coughsurfing, uma rede social em que você pede pra se hospedar na casa de alguém e disponibiliza sua casa pra receber um viajante também.

- Informe-se o máximo sobre o destino. Se possível, converse com quem já esteve lá;

- Imprima todo o roteiro, incluindo passagens, reservas de hospedagem e bilhetes de passeios. Nem todo lugar oferece internet, e seu celular pode dar problema. Não confie 100% na tecnologia.

- Em relação a dinheiro, é bom dispor de um pouco além do necessário para custear as despesas básicas dos dias da viagem. Tenha uma reserva para imprevistos e emergências!

- Muito cuidado na hora de curtir um pub ou balada. Avalie a localização e nunca deixe sua bebida exposta para não correr risco de alguém colocar drogas em seu copo.

Uma dica especial da coluna é se conectar com quem também viaja sozinha. Boas opções são os grupos de facebook “Mulheres que viajam sozinhas”, que reúnem milhares de meninas, e revirar as informações dos sites eusouatoa.com e o sundaycooks.com, capitaneados por mulheres viajantes.

Se sobra vontade, mas falta coragem pra fazer a primeira viagem solo, uma dica bacana é começar a viajar sozinha pra cidades no próprio estado, depois pra outras regiões e, quando se der conta, ja estará cruzando oceanos em busca de aventuras.

Coragem, liberdade e autoconfiança

              

Foto:arquivo pessoal

A servidora pública Fernanda Rodrigues, que já desenha planos de novas viagens sozinha, incentiva outras mulheres a viver essa sensação de liberdade sem igual.

“Esse momento de estar sozinha é muito mais do que viajar sem companhia. É viajar dentro de si, é aprender sobre si mesma. O maior legado de uma viagem solo é voltar mais autoconfiante e mais corajosa!”. Recomendo que outras mulheres façam isso pelo menos uma vez na vida!”.

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