Cidadeverde.com

Linguagens: professor explica separação de questões do Enem por competência

O diretor pedagógico do Grupo Educacional CEV, Clemilson Martins, falou sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e as suas competências e habilidades. No vídeo acima, ele explica que muitos professores, pais e alunos ainda estudam por técnicas tradicionais, mas o Enem divide o seu ensino em quatro áreas de conhecimento. Por isso, é preciso ter atenção nesse importante detalhe, pois isso acontece há dez anos e, ainda assim, é deixado de lado por alguns.

"As quatro áreas de conhecimento: linguagens Humana, Natureza e Matemática, além da redação. Ele (Enem) divide essas informações em habilidades para cada área. Puxando para a área de linguagens, na qual eu trabalho, essas 30 habilidades são dividas em nove competências. Então, o aluno tem que ter nove competências para se dar super bem no Enem. No CEV, o que a gente faz: toda questão nossa, colocamos qual a competência e habilidade está sendo trabalhada. O aluno já é preparado para isso", diz.

O professor cita como exemplo a competência 1 da prova de linguagens, que vai trabalhar com as figuras de linguagens, os recursos expressivos, a função social de um texto. A competência 2 trabalha a língua estrangeira, o inglês ou o espanhol. Já a competência 3, que é novidade, é o "trabalha o corpo", as entrâncias, os esportes. A competência 4 se baseia na arte e a competência 5 a literatura. A competência 6 foca no texto, na tipologia, gêneros textuais, as funções da linguagem, por exemplo. A competência 6 vem para valorizar o patrimônio linguístico.

"A competência 7, pra mim, é a mais interpretativa: é a que vai trabalhar um texto, e você precisa ser capaz de entender a opinião de quem escreveu aquele texto, de inferior o objetivo do texto e o público alvo (...).  Já a competência 8 é interessantíssima e altamente recorrente no Enem porque vai trabalhar com as variações linguísticas. A última competência, que é a 9, é a das tecnologias. O aluno 'tem que ficar ligado nisso' porque a habilidade de número 28, talvez a mais recorrente, vai trabalhar com os impactos das tecnologias nas nossas vidas".


Foto: Yasmim Cunha

 

Carlienne Carpaso
[email protected]