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A planta Moringa trata pacientes com osteoporose, anemia, gripe e problemas visuais

O blog VIDA foi até o Núcleo de Plantas Aromáticas e Medicinais, que fica no Centro de Ciências Agrárias da UFPI. Lá, nós fomos recebidos pelo coordenador do núcleo, professor Francisco Rodrigues Leal, que é pós-doutor em Horticultura e doutor em Agronomia. Foi quando nos foi apresentada a planta Moringa, conhecida como "planta milagrosa".

 

Fotos: Marcelo Fontenele

Moringa, a "planta milagrosa"

 

O uso desse termo não é exagerado, se levarmos em consideração os benefícios que ela oferece. A Moringa Oleífera (Moringaceae) é riquíssima em vitaminas e sais minerais. Segundo o professor Francisco Leal, ela é sete vezes mais vitamina C que a laranja; quatro vezes mais cálcio que o leite; duas vezes a proteina do iogurte; quatro vezes mais vitamina A que a cenoura;três vezes mais potássio que a banana;27% de proteína, equivalente à carne do boi;mais ferro que o espinafre;vitaminas presentes: A, B (tiamina, riboflavina, niacina), C, E, e beta caroteno. “Essa planta é multiuso. Pode ser utilizada tanto nos humanos, como nos animais e até na indústria. Alguns médicos também procuram a Moringa para se tratarem de algumas enfermidades. Entre várias outras coisas, ela é recomendada para quem sofre de problemas visuais, osteoporose, anemia e ainda previne gripes e resfriados”, explica o Dr. Francisco Leal.

Pós-Doutor em Horticultura, Francisco Leal

 

O cultivo da Moringa é fácil. Pode ser por meio de sementes ou pedaços de galhos da planta. A pessoa consome a Moringa em forma de suco, salada crua ou farinha (seca e tritura). Mas, a quantidade e a frequência do consumo da planta deve ser orientado por um profissional, devido à grande riqueza de nutrientes que, em excesso, pode provocar complicações na saúde. Segundo o Dr. Francisco Leal, a Moringa é uma forte aliada no tratamento de água. “Dentro da semente dela tem o cotiledoni, o qual a cada 2 gramas do pó são colocados em 10ml de água para fazer a emulsão. Daí, usa-se 10ml dessa emulsão para cada litro de água suja. Depois de duas horas, a água fica 100% potável e o líquido precisa ser transferido para outro local”, detalha o professor, que ainda sugere: “A Agespisa poderia fazer o tratamento da água do Estado por meio de um grande projeto gerando renda para as comunidades. A população iria plantar e o governo também poderia comprar o produto para utilizá-lo na alimentação de hospitais e até como suplemento na merenda escolar”, diz.