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Associação das Indústrias de Refrigerantes contesta pesquisa sobre envelhecimento

Diante da postagem "Refrigerantes aceleram o envelhecimento" aqui no blog VIDA, recebemos um e-mail da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoolicas (Abir), com sede em Brasília. A associação esclarece alguns pontos divulgados pela pesquisa que mencionamos, que foram os seguintes:

- O estudo citado mostra apenas associações e não estabelece uma relação de causa e efeito entre o consumo de bebidas e a alteração de DNA. Não há comprovação científica de em quanto tempo uma dieta pode interferir, nem se realmente interfere, no comprimento dos telômeros (responsáveis por proteger os cromossomas da degeneração, os telômeros "encurtam" no processo de envelhecimento).

- Não há nenhum estudo clínico de referência afirmando que o refrigerante com açúcar estimula o consumo de mais açúcar

- Instituições americanas, como o American Cancer Society, que avaliam os fatores de risco mais comuns para o desenvolvimento de câncer, não se referem ao consumo de alimentos ou bebidas individualmente como causa da doença.

- O refrigerante não causa problemas ósseos. Segundo o National Institute of Health (NIH), dos EUA, pesquisas não confirmam que o fosfato, presente no refrigerante, afeta de forma significativa a absorção ou excreção de cálcio. A American Medical Association também concluiu que o efeito do fosfato sobre a absorção de cálcio é insignificante. Os refrigerantes fornecem uma pequena porção de fósforo ao organismo por meio do ácido fosfórico, que é digerido no estômago e absorvido pelo corpo como fosfato. O mesmo ocorre com o fósforo presente em qualquer outro alimento, como carne, queijo e nozes.

- A quantidade de açúcar presente em um copo de refrigerante é equivalente ao mesmo volume de um suco de laranja natural. Os refrigerantes não contêm nenhum ingrediente lipídico que possa ter alguma relação com o fígado.