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Especialistas afirmam que produtos Detox tem eficácia duvidosa

A notícia pegou muita gente de surpresa ao assistir o programa Fantástico. Na reportagem, o chefe do Departamento de Estudos da Obesidade do Hospital das Clínicas de São Paulo, Márcio Mancini (endocrinologista), avaliou um suco detox. Questionado sobre os sintomas que a pessoa poderia sentir ao passar três dias tomando somente esse tipo de suco, ele foi enfático ao dizer que ela pode não se sentir bem. “A pessoa pode ter dor de cabeça e, eventualmente, uma queda da glicemia. Eu não acho saudável esse tipo de procedimento. Isso parece muito mais uma crença religiosa do que um conhecimento que vem da ciência”, desabafa o endocrinologista.

 

 

A moda dos alimentos detox tem até se tornado meio de vida para muita gente. Inclusive muitos produtos ganharam o rótulo com a palavra mágica que desperta olhares e o desejo de consumo: Detox! O Fantástico levou 10 produtos detox (sucos, shakes, cápsulas, comprimidos, etc) para dois tipos de avaliações. E as conclusões do pesquisador Gilberto de Nucci, que é professor da Unicamp, foram as seguintes: “Não há evidência científica que esses suplementos tenham qualquer efeito benéfico ou terapêutico em pacientes”, diz Gilberto de Nucci professor da Unicamp. Ele ainda complementa: “Os rótulos indicam que os produtos contêm extratos de legumes, verduras e frutas. Mas... “Eles colocam uma quantidade calórica de cada um muito pouco - duas, quatro, seis calorias - Como o valor calórico é muito baixo, então eu suspeito que são substâncias como celulose, algo que não seja absorvido”, explica Gilberto de Nucci. “Uma cenoura tem mais ou menos 40 calorias. Uma beterraba, em torno de 30. Se esses produtos têm mesmo alguma verdura, legume ou fruta, então contêm quantidades muito pequenas, já que o número de calorias é super baixo”, diz o professor.

 

Os produtos também foram avaliados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. As informações descritas nos rótulos foram verificadas pelos técnicos. De cara, todos os produtos estavam irregulares porque estão registrados como alimentos, mas prometem efeito de medicamento sem nenhuma comprovação de eficácia. E o uso da palavra "detox" nos rótulos já contraria a legislação porque promete efeitos ou propriedades que não podem ser demonstradas. Agora o blog VIDA pergunta: “E agora José?”