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Dia Mundial do Doador de Órgãos abre debate sobre a recusa das famílias

Nesse sábado, 27 de setembro, é o Dia Mundial do Doador de Órgãos. A data é importante para sensibilizar as pessoas sobre a importância desse gesto que pode salvar vidas. Mesmo que o assunto seja amplamente discutido na mídia e nas campanhas educativas do governo, o desejo de doar os próprios órgãos nem sempre é respeitado pelas famílias de quem se dispôs a ser doador. No Brasil, a recusa passa dos 30%. Mas, no Piauí, a não aceitação da família em doar os órgãos da pessoa falecida chega aos 63%, praticamente o dobro da média nacional. Aí fica a pergunta: "Por que não doar, se outras pessoas podem voltar a ter saúde ou preservar a vida com órgãos saudáveis de quem já se foi?"

Dados da Central de Transplantes do Piauí mostram que nesse ano já foram realizados 22 transplantes de rins. No ano passado foram 35. Com relação ao transplante de córneas, em 2014 foram realizados 199 procedimentos. No ano anterior, foram 197. Mesmo assim, ainda é grande a fila de espera por doador. os pacientes amargam uma espera de 12 meses, em média, para receber o novo órgão. Aqui no Estado, 350 pessoas aguardam pela doação de córnea e 200 por doadores de rins. Quem tiver interesse em ser um doador deve expressar essa vontade para a família.

 

 

Ciclistas estão mobilizados na causa

Na semana que antecedeu o Dia Mundial do Doador de Órgãos, o grupo de ciclistas "Pedal Noturno" lançou uma campanha para tentar sensibilizar os mais de 200 participantes e a sociedade. Com o tema "Pedal Noturno pela Vida - Seja um doador de órgãos, avise a sua família", os ciclistas percorreram 24 quilômetros em diferentes bairros de Teresina e fizeram paradas em pontos estratégicos, onde puderam conversar com populares e reforçar a importância de se rdoador. 

No grupo, o blog VIDA encontrou Jucélia Siríaco, que é transplantada nos rins. Ela passou a praticar do ciclismo depois que fez a cirurgia: "Estou muito feliz em poder contribuir e ser uma prova viva de quem recebeu a doação de um órgão. Hoje me sinto muito feliz, por ter mais qualidade de vida. Tanto pelo transplante, como por essa atividade física que ajuda o corpo e a mente em todos os sentidos", vibra Lucélia Siríaco.