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Proporção de médicos no Brasil é de 1º mundo, mas o setor peca no atendimento

O Brasil tem mais médicos que países ricos, mas sofre com o atendimento precário. É o que diz uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Medicina. Só que o problema na falta de atendimento está na má distribuição destes profissionais. A cidade de são Paulo tem quase 55 mil médicos, mas a relação médico/habitante é de 4,65 profissionais para cada 1.000 habitantes. Mesmo sendo acima da média nacional (2,11), queixas da demora no atendimento ou mesmo a ausência do profissionais são antigas. A taxa de médicos no Brasil está na média dos Estados Unidos(2,5) e Canadá(2,4), superando o Chile(1,6) e a China(1,5).

No Brasil, a maioria dos médicos (60%) está concentrada nos grandes centros urbanos com mais de 500 mil habitantes. Essa maioria atende apenas 30% dos brasileiros. Nas pequenas cidades, que possuem menos de 50 mil habitantes, elas contam apenas com 7% dos médicos. Para o presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vital, o problema está nas condições precárias de trabalho e nos baixos salários do serviço público. Isso foi demonstrado numa pesquisa em que 98,3% dos médicos relatam a questão salarial e simultâneos 98,2% se quixam das condições ruins de trabalho no interior, que de alguma forma impedem o exercício da profissão com êxito.

 

 

"Se ele tiver condições básicas de trabalho, uma carreira profissional progressiva e um salário justo, certamente o médico ocupará estas vagas por meio de concursos públicos", argumenta o presidente do Conselho Federal de Medicina. Os dados da pesquisa preocupam levando em consideração que 75% dos brasileiros possuem apenas o SUS como porta de entrada aos serviços de saúde.