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Suplementos de vitamina D podem beneficiar pacientes de esclerose múltipla

É deste tipo de notícia que devemos ter em 2016! Fazendo pesquisas de novidades na saúde pela internet, o blog VIDA encontrou no site Minha Vida uma reportagem sobre um estudo surpreendente na área de neurologia. Em especial, para os pacientes de esclerose múltipla. De acordo com estudo preliminar da Universidade Johns Hopkins, publicado no jornal médico da Academia Americana de Neurologia, tomar doses altas de vitamina D3 é seguro para pessoas com esclerose múltipla e pode ajudar a regular as respostas do seu sistema imune.

Os pesquisadores acreditam que estes resultados podem indicar que a vitamina D tem o potencial de ser um tipo de tratamento seguro e conveniente para pessoas com esclerose múltipla, mas ainda é necessário fazer mais pesquisas para confirmar estes resultados em grupos maiores, e para ajudar a entender o mecanismo que leva a estes resultados.

 

 

Vitamina D e esclerose múltipla

Níveis menores de vitamina D no sangue estão relacionados a um aumento do risco de desenvolver esclerose múltipla. Além disso, pessoas que vivem com o problema e têm níveis baixos de vitamina D estão mais propensas a ter maior dependência e mais doenças relacionadas às suas atividades.


Como o estudo foi realizado

Para o estudo, 40 pessoas com esclerose múltipla remitente-recorrente receberam 10.400 ou 800 unidades internacionais (UI) de suplemento de vitamina D3. Pacientes com deficiência severa de vitamina D não foram incluídos neste estudo. A recomendação atual de consumo da vitamina D3 é de 600 UI. Testes de sangue no começo do estudo e novamente depois de três e seis meses mediram a quantidade de vitamina D presente no sangue e a resposta das células T do sistema imunológico - que desempenham um papel importante nos casos de esclerose múltipla - ao tratamento.

Os pesquisadores ainda estão estudando qual dose daria mais benefícios aos pacientes. As reações adversas aos suplementos de vitamina D foram pequenas e não houve diferença entre os grupos. Os autores do estudo esperam que os resultados sejam comprovados para a redução da severidade da doença.