Cidadeverde.com

Mulher fumante tem cinco vezes mais chances de sofrer infarto

A Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC irá deflagrar uma campanha em comemoração ao Dia Mundial sem Tabaco, 31 de maio. A entidade publicará em mídias sociais mensagens de alerta, além da distribuição de folders em praças públicas pelo país. Dados da SBC revelam que uma fumante tem cinco vezes mais chances de sofrer um infarto do que aquela que não consome cigarro. Entre os homens, o fumante tem três vezes mais chances de sofrer infarto. "Nem tudo está perdido e sempre há a possibilidade de parar. O tabagismo é uma doença que tem tratamento", conta a coordenadora do Comitê de Controle do Tabagismo da SBC, Jaqueline Scholz.

"Um ano depois de largar o cigarro, o ex-fumante já reduz o risco de enfartar em 50% e entre 5 e 10 anos sem tabaco, ele passa a ficar no mesmo nível de uma pessoa que nunca fumou", constata com otimismo a cardiologista que há décadas acompanha grupos que largaram ou estão deixando o cigarro. A cartilha, que será distribuída pela SBC e terá as mensagens postadas nas mídias sociais, lembra que a fumaça do cigarro possui 4.720 substâncias tóxicas. No caso das mulheres, o tabaco é ainda mais maléfico. "Para quem fuma e usa anticoncepcionais o risco de enfartar ou sofrer um derrame é dez vezes maior. Já as grávidas fumantes têm 70% mais chances de sofrer um aborto espontâneo ou do bebê nascer prematuro", alerta a coordenadora do Comitê de Controle do Tabagismo da SBC. No portal da SBC (www.cardiol.br), é possível fazer um teste que permite calcular o quanto um fumante gastou ao longo da vida comprando maços de cigarro. Uma pessoa fumando há 10 anos, por exemplo, desembolsou R$ 27.375,00 neste período.


Panfletagem
Data: 31 de maio
Horário: 17h às 19h
Endereço: Avenida Frei Serafim com Rua Coelho de Resende


Benefícios ao parar de fumar:
Após 20 minutos, a pressão e a pulsação já normalizam;
Após 2 horas, já não há mais nicotina circulando no sangue;
Entre 12 e 24 horas, os pulmões já funcionam melhor;
Após 48 horas, o olfato e o paladar melhoram;
Após 1 ano, o risco de infarto reduz pela metade;
Entre 5 e 10 anos, o risco de sofrer infarto será igual ao de uma pessoa que nunca fumou.


Fonte: Assessoria da Sociedade Brasileira de Cardiologia

Edição: Marcelo Fontenele