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Médico obstetra explica as vantagens de se fazer parto normal

A principal causa de internação de recém-nascido nas UTIs neonatal é o parto cesariana com 37 ou 38 semanas de gestação. O médico obstetra Maurício Nogueira explica que retirar o bebê antes da 39ª semana aumenta o risco respiratório, pois os pulmões ainda não estão formados. O recém-nascido ainda pode apresentar complicações hepáticas e cerebrais. "Nesta fase, o cérebro ainda não está 100% formado e a criança pode ter problemas de visão e audição", afirma o obstetra.

O Conselho Federal de Medicina assinou uma resolução que permite a mulher escolher o tipo de parto que pretende fazer. Mas os especialistas recomendam que o melhor é fazer o parto normal, pois além da menor permanência na maternidade, a mãe consegue voltar a realizar atividades de vida diária com mais rapidez. Assim, fica melhor para cuidar do bebê. 

Muitas gestantes preferem o parto cesariana por achar que é mais cômodo ou vai sentir menos dores. Mas o obstetra Maurício Nogueira contesta: "O parto normal acontece há 7 milhões de anos, a natureza já ensina a gente a isso. A cesariana é para quando existe alguim risco para a mãe ou para o bebê, assim, o procedimento se torna uma solução adequada. A cirurgia não deve ser escolhida por não querer sentir dor, pois depois que passa o efeito da anestesia as dores são inveitáveis. E a recuperação bem mais lenta, pois a cesariana é muito invasiva", enfatiza Maurício Nogueira. No Brasil não existe um sistema de cadastro específico sobre o tipo de parto, mas o Ministério da Saúde estima que 30% dos partos no país são cesarianas.