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14 de novembro: Dia Mundial do Diabetes, doença que mata 1 pessoa a cada 10 segundos

O diabetes é uma pandemia. A cada 5 segundos uma pessoa é diagnosticada com a doença, que mata 1 pessoa a cada 10 segundos no mundo. Hoje, 14 de novembro, é o Dia Mundial do Diabetes. Época de alertar as pessoas sobre o problema que pode acarretar sérias complicações, se não for evitado ou tratado corretamente. Nós conversamos com a presidente da Associação dos Diabéticos do Piauí (ADIP), Jeane Melo. Ela nos disse que 90% dos registros de diabetes são do tipo 2, ou seja, aquele adquirido pelo estilo de vida inadequado: "São pessoas que não possuem alimentação saudável, que não praticam atividade física ou são obesas", complementa Jeane Melo.

Questionada sobre o que comemorar nesta data, a presidente da ADIP afirma que existem muitas vitórias. "Algumas conquistas fazem diferença na vida de quem precisa. Resultado de uma luta que se arrasta há cinco anos, desde quando assumimos a associação. Uma delas foi a Lei Enzo, que garante os medicamentos aos pacientes por meio da Farmácia de Medicamentos Excepcionais, mantida pelo Governo do Estado. Os produtos são muito caros, então isso facilitou o acesso ao tratamento. Graças às nossas constantes mobilizações, temos garantido o estoque. Tem faltado cada vez menos os medicamentos. Também trabalhamos muito a questão da informação, pois não adianta ter médico e remédio se o paciente não tiver consciência de sua condição. Então apostamos bantante em divulgar a necessidade dos bons hábitos, de trabalhar a prevenção. Nosso trabalho não se limita apenas no Novembro Azul, mas sim durante todo o ano.

Vitórias à parte, Jeane Melo destaca que ainda é preciso avançar. Principalmente o acesso do portador de diabetes aos especialistas e exames. "Quem tem o problema precisa de uma equipe multidisciplinar... Fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, cardiologistas, nefrologistas, etc. É preciso, também, criar linhas de cuidados em todo o Piauí. Uma gestão inteligente cuida das pessoas. Devemos apostar mais na saúde do que na doença. Este investimento teria retorno no futuro, pois as pessoas estariam bem e dificilmente precisariam de procedimentos caros para os cofres públicos. Com relação à Lei Enzo, é outra coisa que precisa melhorar. pois o governo precisa colocar pontos de entrega dos medicamentos no interior. Os pacientes precisam vir à Teresina todos os meses para receber a medicação. E mais, o Centro de Apoio do Diabético, que fica no Centro de Teresina, está praticamente sub utilizado. Ele foi inaugurado há dois anos, mas há dificuldades na marcação de consultas. Ainda é preciso trabalhar muito isso", conclui a presidente da ADIP, Jeane Melo.