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Chikungunya traz menos riscos para gestantes

Diferente da zika, se uma mulher grávida é contagiada pelo vírus Chikungunya, ela não transmite a doença ao bebê, salvo que se encontre nos dias prévios ou no momento do parto e pode, nesse caso, infectar ao recém-nascido. O ano começou e a guerra contra o mosquito Aedes aegypti continua. Diferente do que aconteceu em 2016, quando houve um surto de casos de Zika vírus, este ano a preocupação das autoridades de saúde é com o Chikungunya. As duas doenças, assim como a Dengue, são transmitidas pela picada do mosquito. A semelhança de sintomas entre as três doenças é grande, mas a chikungunya se destaca pela intensidade das dores nas articulações. Com a dengue, é preciso tomar muito cuidado, porque mata. A zika faz muito mal às gestantes, que têm um risco ter seu bebê com microcefalia. A chikungunya tem um acometimento muito intenso. Não é uma doença que mata a pessoa, mas incapacita. O especialista em reprodução humana, Anatole Borges diz que muitas mulheres que estão planejando engravidar confunde os sintomas das doenças e que a zika é o principal temor. “Um estudo recente divulgado pela Universidade de Brasília mostra que mais da metade das brasileiras que planejam ter um bebê tem evitado a gravidez por causa do vírus zika, mas muitas também tem medo da Chikungunya. Diferente da zika, se uma mulher grávida é contagiada pelo vírus Chikungunya, ela não transmite a doença ao bebê, salvo que se encontre nos dias prévios ou no momento do parto e pode, nesse caso, infectar ao recém-nascido. O vírus da Chikungunya não é transmitido pelo leite materno”, frisou 

À diferença da dengue, que também é transmitida pelo Aedes aegypti, a Chikungunya provoca febre mais alta e maiores dores articulares, e quem já sofreu dessa doença gera anticorpos que a protegem por toda da vida contra essa doença. Com frequência, a Chikungunya passa despercebida ou é diagnosticada como gripe comum, ou é confundida com a dengue, ainda que um exame específico possa confirmar o seu diagnóstico. Para as futuras mamães, o zika representa risco muito maior. “Além da microcefalia, que tem relação comprovada com o Zika, um estudo recente da Fiocruz constatou que 39,2% das grávidas infectadas com o vírus tiveram bebês com alterações neurológicas e 7,2% das gestações não chegaram ao fim, totalizando 46,4% de desfechos adversos”, alertou o médico. Para Anatole é importante saber diagnosticar qual dos vírus transmitidos pelo Aedes aegypti. “A confusão entre os diagnósticos pode ser perigosa para os pacientes, porque as doenças exigem tratamentos diferentes”, ressaltou.

 
Como se prevenir

- Não deixe água limpa se acumular em sua casa ou quintal. Isso inclui vasos de plantas, móveis e enfeites em áreas externas. Fique de olho em poças d'água que se formam após a chuva
- Use roupas claras e, de preferência, mangas e calças longas
- Usar roupa comprida que evite a exposição da pele.
- Utilizar repelentes tanto na pele como na roupa.  
- Utilizar telas protetoras nas janelas e mosquiteiros nos carrinhos do bebê e no berço. 
- Evitar colônias e perfumes que atraem aos mosquitos.