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Glaucoma é a segunda maior causa de cegueira no mundo

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), são notificados aproximadamente 2,4 milhões de novos casos de glaucoma por ano somando 60 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, a doença chega a atingir 1 milhão de pessoas acima dos 40 anos e o risco triplica aos 70 anos de idade. Por isso, a necessidade de mais informações sobre a gravidade e as consequências da doença. Segundo o oftalmologista José Herculano, especialista em glaucoma, se não tratado a tempo o glaucoma pode levar a cegueira. “É uma doença crônica que não tem cura e na maioria das vezes não tem sintomas. Ela vai aos poucos diminuindo a visão sem que o paciente perceba. E esse é o problema, muitos só se dão conta em um nível muito avançado e irreversível”, explica.

Segundo o especialista existem mais de 50 tipos de glaucoma. O mais comum é o primário de ângulo aberto. “A causa mais comum está associada a predisposição genética e ao aumento da pressão intraocular”. O médico acrescenta que a idade avançada, a partir dos 50 anos, a raça negra e a hereditariedade são alguns dos fatores de risco para a doença. O diagnóstico do glaucoma é feito através de exame oftalmológico. “Caso seja detectado o tratamento é feito com colírio e, em alguns casos, uso de laser e cirurgia para diminuir a pressão intraocular. É importante lembrar que a doença não tem cura, portanto o tratamento é para controlar”, ressalta.

Em relação a prevenção, Dr. José Herculano explica que no caso do glaucoma a melhor recomendação são as consultas regulares ao oftalmologista. “Com a visita periódica podemos detectar a doença precocemente e iniciar o tratamento para controlar e evitar a cegueira. Quanto mais rápido for o diagnóstico, maiores serão as chances de se evitar a perda da visão, que nesse caso é irreversível”, pontua o médico.

Texto: Rafaela Fontenelle