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Cardiopatia congênita já matou 14 crianças no Piauí

Entre os meses de janeiro de 2016 e maio deste ano, 14 crianças piauienses com cardiopatia congênita morreram à espera da cirurgia. O Estado não possui hospital de referência na área, por isso, os procedimentos são realizados em outros centros de saúde, como Recife. De acordo com o Conselheiro Tutelar, Djan Moreira, que acompanha a maioria dos casos, hoje 17 crianças estão na fila de espera pela cirurgia. "A nossa preocupação é com a falta de compomisso na agilidade do Estado, pois as crianças que têm este problema não podem esperar muito tempo. A cirurgia tardia pode trazer complicações ou até a morte", explica. Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde esclarece que os pacientes que precisam de atendimento de alta complexidade são regulados pela Central Nacional de Regulação, do Ministério da Saúde. E que não mede esforços no custeio de despesas com passagens, hospedagens, alimentação e demais gastos necessários para as famílias dos pacientes que fazem o tratamento fora do Piauí. A Secretaria de Saúde diz, ainda, que sempre pede agilidade aos hospitais de referência em cardiopatia congênita para as consultas e cirurgias.