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Só 38% dos bebês se alimentam exclusivamente do leite materno

O aleitamento materno traz inúmeros benefícios ao bebê e à mãe. Dentre os benefícios, encontra-se o fortalecimento do sistema imunológico do bebê, protegendo-o contra infecções respiratórias e intestinais, levando-o a ganhar peso, fato que o ajudará a crescer forte. Por isso, é importante estimular o aleitamento materno logo após o nascimento do bebê, ainda na sala de parto. Além dos benefícios para a saúde, o leite materno é muito prático e econômico, uma vez que é produzido pelo próprio organismo, na temperatura correta, facilitando a vida da mãe e criando um vínculo afetivo maior entre mãe e filho. Mas, na medida em que o bebê vai crescendo, surge o medo de que o leite materno não seja suficiente para garantir o seu sustento. A falta de informação sobre a importância do aleitamento materno é a realidade de muitas mães hoje em dia. Atualmente, apenas 38% das crianças no mundo se alimentam exclusivamente de leite materno nos seis primeiros meses de vida de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde - OMS. A expectativa é de que em 2025 esse número chegue pelo menos em 50%.

A técnica em nutrição, Natália Passos, desenvolveu pesquisa sobre assistência ao aleitamento materno

 

A técnica em nutrição, Natália Passos, trabalha em uma maternidade de Teresina e afirma que são passadas orientações para as pacientes com o objetivo de esclareçer dúvidas e tirar o medo da amamentação. Deste trabalho, Natália desenvolveu uma pesquisa sobre “Assistência ao aleitamento materno para as mães com recém-nascidos internados em UTI neonatal e alojamento conjunto: Uma experiência em uma maternidade particular de Teresina”. Com o trabalho, a técnica em nutrição venceu o II prêmio Técnico em Nutrição Dietética em Foco 2017, que aconteceu em Recife (PE). "Trabalhamos para que elas consigam produzir e trazer o leite de forma correta para que cada mãe se responsabilize pela dieta pelo seu bebê. Até mesmo para evitar qualquer tipo de contaminação para os recém-nascidos que estão na UTI. Mas para essas mães produzirem elas precisam de informações. Então, assim podemos ter uma produção excedente e a mãe se tornar uma possível doadora de leite. Além do que, a amamentação estimula e fortalece o vínculo entre mãe e filho”, explica Natália.

 

Texto: Fernanda Gil Lustosa

Edição: Marcelo Fontenele