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Especial Teresina: Polo de Saúde é referência Norte/Nordeste

Como homenagear Teresina num blog de saúde? A resposta é fácil quando se trata da capital do Piauí! Escrevendo sobre um dos setores mais fortes da capital, que gera emprego e renda, além de ajudar muitas pessoas com tratamentos especializados e tecnologia de ponta. Essa reportagem especial foi redigida pela nossa colega jornalista Samanta Petersen, com registros fotográficos de Carlos Pacheco - especialmente para o blog VIDA. Tudo com muito profissionalismo e com informações embasadas nas instituições de pesquisas. 

A principal vocação econômica de Teresina é para o setor terciário, especialmente o comércio e a prestação de serviços. O setor é responsável tanto na composição do Produto Interno Bruto (PIB) de Teresina, como na participação da população ocupada e da massa salarial. O setor de serviços representou, em 2011, 78,1% do PIB da capital piauiense, segundo dados da Fundação Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais do Piauí (Cepro). Dentre as áreas de prestação de serviço as que mais se destacam são saúde e educação. Teresina tem sua vocação econômica voltada para a área do comércio e da prestação de serviço.

Dados do PIB comprovam como essas são atividades importantes para a economia de Teresina, especialmente na geração de emprego. O destaque de Teresina na área da educação contribui diretamente na área da saúde, pois gera novos e preparados profissionais para atuarem na saúde da capital. Por situar-se num grande entroncamento rodoviário, com saídas para Belém, São Luís, Fortaleza, Recife, Salvador e Brasília, a localização geográfica de Teresina contribuiu de forma favorável para o fluxo das pessoas de outros Estados que buscam atendimento em saúde. A localização geográfica é um dos principais fatores de decisão para o paciente, considerando os custos com deslocamento e hospedagem, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae-PI, em 2010, no Polo Empresarial de Saúde de Teresina.


O chamado Polo Saúde é uma área localizada no Centro de Teresina que cresceu em torno do Hospital Getúlio Vargas, reunindo hospitais, clínicas, consultórios médicos e laboratórios, além de lojas de produtos ortopédicos e de materiais médico-hospitalar e óticas. A área começou a se desenvolver efetivamente na década de 90 quando foram inauguradas várias clínicas e hospitais particulares. E acabou se constituindo em um centro de referência regional na área da saúde, recebendo pacientes tanto do interior quanto de outros Estados como Maranhão, Pará e Ceará. Motivo da explosão do número de pensões no Centro de Teresina, em média, 600 empreendimentos que recebem pessoas enfermas de outras cidades. Muitas destas pensões oferecem o serviço de acompanhamento do paciente aos especialistas que le precisa. Números do Hospital de Urgência de Teresina (HUT) apontam que até em casos de urgência, pacientes de outras cidades dão preferência ao atendimento em saúde de Teresina. Diariamente o hospital atende, em média, 300 pacientes, destes 30% são da própria capital, 50% do interior do Piauí e 20% de outros estados. Estes dados são similares ao apontados pela pesquisa realizada pelo Sebrae que mostrou que 21,2% dos pacientes atendidos no Polo Saúde são de outros Estados, especialmente Maranhão e Pará, e 68% são do Piauí, sendo 32% do interior. 

Outro motivo do destaque da capital na área da saúde é que Teresina apresenta-se como centro de referência em diversas áreas especializadas, desenvolvendo medicina avançada e procedimentos de alta complexidade. Concentrando um elevado número de equipamentos, clínicas e médicos. Em relação a equipamentos de ponta, Teresina possui, de acordo com a Coordenação de Gestão do Serviço Único de Saúde (CGSUS), 30 mamógrafos (18 na rede privada), sete aparelhos de ressonância magnética (quatro na rede privada) e 33 tomógrafos (16 na rede privada). Números superiores aos estipulados pelo Ministério da Saúde que determina, por exemplo, que haja um mamógrafo para cada 240 mil habitantes. Assim, Teresina precisaria de apenas quatro aparelhos. A capital ainda possui 77,88% do total de 3.876 médicos ativos no Estado e concentra 79,08% das 631 clínicas e hospitais do Estado registrados no Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI). A fisioterapia especializada também começa a ganhar força, por oferecer procedimentos diferenciados que tratam a causa do problema e não somente o local da dor. 

Atualmente outras regiões da cidade, como a zona Leste, começaram também a despontar como grande concentradora de clínicas e hospitais. Entretanto, a maior procura dos pacientes de fora do Estado é pelas localizadas no Centro. “Muitas clínicas estão abrindo também na zona Leste como uma estratégia de mercado porque nessa área não se atende paciente de fora, mas sim da própria região. E as empresas estão investindo porque estão vendo esse nicho de mercado e querem suprir essa demanda. Já outros estão investindo em outros bairros, o que é uma estratégia muito interessante porque se consegue ir para perto do paciente”, destaca o médico otorrinolaringologista, Flávio Santos, que possui um hospital no Centro e uma clínica na Zona Leste de Teresina.

Dr. Flávio Santos, otorrinolaringologista