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Em 2017, 84% dos transplantes do Piauí foram de córnea

Texto/Foto: AI Comunicação

Em 27 de setembro, é celebrado o Dia Nacional da Doação de Órgãos. E o Brasil tem motivos para comemorar: a rede pública de transplantes do país é uma das mais organizadas e eficientes do mundo.  O Piauí em especial tem motivos para comemorar  pois, apesar de hoje existirem 395 pessoas aguardando córnea, um dado deve ser lembrado e comemorado, de 1º de janeiro a junho deste ano já foram realizados mais de 100 transplantes no Estado, sendo deste total 84 foram de córneas, ou seja 84% dos transplantes foram de córnea.

Apesar do sucesso dos números, segundo a especialista em córnea e cirurgias da superfície ocular, Dra. Daniel Silveira, é sempre necessário falar sobre o tema e aproveitar datas como a Semana da Doação de Órgãos e Setembro Verde para conscientizar cada vez mais a população dessa necessidade, mas mesmo assim é importante colocar que relação a doação de tecidos, que é o caso da doação de córnea, deve ser difundida sempre, com campanhas e falar do assunto o ano inteiro.

Dr. Daniel Silveira, especialista em córnea

 "A tendência é a gente trabalhar não só no mês de setembro, que é o mês que a gente nota uma queda nas filas, mas o ano todo, para que as pessoas possa deixar a decisão de doar órgãos e tecidos para suas famílias em vida, quando não decidido em vida é importante que a família tome uma decisão acertada com a ajuda de uma pessoa que possa explicar  importância da doação para recuperar vidas e a visão, que é o caso do transplante de córnea", afirma Daniel. 

Daniel Silveira lembra ainda que o número de doadores cresceu, mas ainda assim é necessário cada vez mais a conscientização da importância da dação de órgãos e o engajamento cada vez maior das famílias, porque um único doador pode salvar várias vidas.  Segundo os dados da Central de Transplante ainda existem 320 aguardando rim. Na fila de córnea o tempo médio de espera é um ano e meio, mas segundo a diretora da Central de Transplantes do Piauí, Lurdes Veras, em São Paulo e Rio de Janeiro são 3 meses e equiparar o tempo do Piauí ao destes estados é uma das metas.  Quanto a disponibilização, no caso do fígado são 12 horas e a córnea pode esperar até 14 dias no máximo. O coração no máximo 2 horas.