Cidadeverde.com

Setor da saúde sofre crise por causa das finanças do Estado

Desde os primeiros minutos de quarta-feira, dia 11, que toda a rede particular de saúde suspendeu o atendimento aos pacientes assistidos pelo IASPI Saúde e pelo PLAMTA. O principal motivo seria o atraso, por parte do Governo do Piauí, no pagamento do repasse dos serviços relativos ao mês de julho. A decisão foi divulgada pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde e Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas - SindiHosp e enviada, por meio de ofício, aos filiados. Segundo o presidente do sindicato, Jefferson Campelo, o atendimento só voltará ao normal quando o Estado cumprir o acordo feito em juízo, ainda no dia 04 de outubro, quando o pagamento deveria ter sido finalizado até o dia 10 de outubro, o que não aconteceu. Essa suspensão abrange 10 hospitais particulares, dezenas de clínicas e mais de 200 laboratórios conveniados com o PLAMTA/ IASPI Saúde. O Governo do Piauí emitiu uma nota negando que a suspensão tenha afetado toda a rede particular conveniada com os planos, mas o SindiHosp assegura que sim.

Para piorar ainda mais a situação, a crise econômica do Estado também afeta a rede pública. Pois em assembleia, os médicos que atendem pela rede estadual decidiram fazer nova paralisação dos serviços. O movimento está marcado para a próxima terça-feira, dia 17 de outubro. Os profissionais, em protesto, estarão concentrados em frente à Maternidade Dona Evangelina Rosa, à partir de 7h. Entre as reivindicações da categoria, estão a implantação de um ponto eletrônico ilegal por parte da Secretaria de Administração, além da luta pelo piso salarial FENAM, realização de novos concursos públicos, melhores condições de trabalho e respeito à classe. Estarão resguardados os casos de urgência e emergência.

A título de informação:

O setor da saúde é responsável por 45% do Produto Interno Bruto - PIB de Teresina. Somente a rede particular (hospitais, clínicas e laboratórios) gera 24 mil empregos diretos. Segundo o Sebrae, a principal vocação da capital piauiense é o turismo de saúde, que acaba fortalecendo outros setores, como a rede hoteleira e os transportes. Estes dados revelam a importância do setor para a economia e ao mercado de trabalho.