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Pesquisadores pretendem descobrir a cura do HIV até 2020

A amfAR, a Fundação para Pesquisa da Aids quer descobrir a cura da doença até 2020. Segundo a Organização Mundial da Saúde, há 44 milhões de pessoas com HIV no mundo. “Se me perguntassem três anos atrás se o HIV tem cura, minha resposta seria não. Hoje, é sim”, disse Mario Stevenson, chefe da Divisão de Doenças infecciosas e diretor do Instituto de Aids da Universidade de Miami, nos EUA. “Surgiram tantos estudos nesses últimos anos, e todos tão bem embasados e promissores, que é difícil, como médico, não enxergar um caminho para a cura", afirma o pesquisador.

Atualmente, uma pessoa infectada com o HIV, toma os medicamentos antirretrovirais durante toda a vida. O tratamento não faz com que o vírus desapareça do corpo, mas que fique “adormecido” dentro de algumas células. Apesar de o paciente não sofrer com os efeitos físicos da Aids, o método atrapalha os pesquisadores que buscam eliminar completamente o vírus do corpo. Afinal de contas, eles não conseguem saber onde estão as células infectadas, quando o HIV está indetectável no organismo. Para acabar com o HIV são necessários quatro passos: identificar os reservatórios virais, entender cientificamente como eles se mantém vivos, mensurar quantas e quais células estão infectadas e eliminar todas elas do organismo.