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Vacinação de crianças e adultos: Uma questão de saúde pública

Um dos mecanismos mais eficazes de defesa e combate as doenças virais e bacterianas são as vacinas que tomamos durante toda a vida. Compostas por substâncias e microrganismos inativados ou atenuados que buscam estimular a reação do sistema imunológico, as vacinas são comprovadamente sistemas de imunização eficiente. A primeira vacina foi produzida em 1776, contra o vírus da varíola, hoje já erradicado. O médico britânico, Edward Jenner, chegou a vacina a partir de lesões em vacas e, hoje, com os avanços tecnológicos, já existem vacinas para a grande maioria da doenças, como gripe, hepatite, febre amarela, sarampo, tuberculose, rubéola, difteria, tétano, coqueluche, meningite e a poliomielite, que não apresenta nenhum caso no Brasil há mais de 20 anos.


No nosso país, existe o Programa de Imunizações (PNI) criado e gerenciado pelo Ministério da Saúde, cujo principal objetivo é manter o controle de todas as doenças que podem ser erradicadas ou controladas com o uso da vacina. O calendário de vacinação é usado tanto para crianças como para adultos e é fundamental que seja seguido à risca. As consequências do seu abandono por adultos são sérias e graves. Apesar da existência do calendário, o Ministério da Saúde não estabelece metas de cobertura vacinal anual em adultos como faz com as vacinas infantis, o que torna o controle e a cobertura falha. "A vacinação de adultos e adolescentes é, de certa forma, mais recente e, ao longo dos anos, o calendário e o cartão de vacinação se perdem e as pessoas ficam sem saber quais vacinas já tomaram ou não”, conta o médico André Luiz da Costa.

  
Com o avanço de grupos antivacinas, que são pessoas que optam pela não vacinação, e com o abandono dos cartões pelos adultos, o Brasil está passando por um momento de preocupação com doenças já erradicadas e que podem voltar a aparecer devido a falha na cobertura da vacinação.
Para André Luiz, a dificuldade de imunização é multifatorial e precisa ser vista com cautela. “Estamos falando de doenças como sarampo, poliomielite, difteria e tétano que não apresentam casos há anos e de repente voltaram a ameaçar. São vacinas básicas e que muitas vezes são negligenciadas”, reflete preocupado. No Amazonas e em Roraima, um surto de sarampo assusta as autoridades e a população com cerca de 500 casos confirmados, mais de 1,5 em investigação e uma morte. Ele orienta que as famílias analisem os cartões de vacinação e vejam o que está faltando e que procurem atualizar as vacinas, pois este é o único método eficiente para realmente não contrair a doença. “Um cartão de vacinação em dia é a garantia de saúde para toda a família, sem falar que algumas dessas doenças podem levar à morte. Por isso, disponibilizamos em nossa clínica uma gama diversa de vacinas para que a imunização seja a mais completa possível”, ressaltou o médico.