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ENTREVISTA: Especialista explica as vantagens e contraindicações da depilação a laser

Que os pelos incomodam muita gente, isso já sabemos. As clínicas de depilação estão lotadas de clientes em busca de tratamento para removê-los. Uma das técnicas mais tradicionais, porém dolorida, é a depilação com cera. Só que os pelos voltam a nascer e o procedimento volta a ser realizado. A vantagem é que o custo é bem menor, em relação a outras tecnologias modernas. Só que nem todo mundo está disposto a passar o resto da vida tendo que tirar pelos. Daí foi que pesquisadores desenvolveram os primeiros aparelhos para a remoção de pelos a laser, ainda na década de 70. Mas, só foi em 1983 que Anderson e Parrisch introduziram o conceito fototermólise seletiva, utilizado na depilação a laser, que revolucionou o princípio físico do mecanismo. A eficácia passou a ser incontestável e hoje existem diferentes tipos de laser capazes de promover a depilação progressiva. Para falar sobre esse assunto, que desperta a curiosidade de muita gente, conversamos com a fisioterapeuta Laís Medina.

MARCELO FONTENELE - Quais as vantagens da depilação a laser, em relação ao tratamento convencional?

DRA. LAÍS MEDINA - A principal vantagem que a depilação à laser oferece em relação aos métodos convencionais (cera, linha, pinça) é o fato de você não precisar mais utilizar os mesmos, devido a eliminação dos pelos. As outras vantagens seriam o custo benefício e a eliminação da foliculite (pelos encravados/inflamados). São sessões bem rápidas, procedimento bem mais confortável e, além de tudo isso, ainda promove um clareamento da região em que foi realizada a aplicação.


MARCELO FONTENELE - Em que situações esse procedimento não deve ser aplicado?

DRA. LAÍS MEDINA - Como todo procedimento, o laser possui suas contraindicações e as principais são: Peles bronzeadas, implantes metálicos e lesões próximas da área de aplicação, bem como disfunções hormonais, doenças fotoestimulativas (dentre as mais comuns- lupos, vitiligo, herpes), imunidade baixa, processos infecciosos e/ou inflamatórios no período da sessão, período gestacional e de lactação.


 

MARCELO FONTENELE - Pessoas com manchas ou sardas podem fazer a depilação definitiva?

DRA. LAÍS MEDINA - É preciso que essas pessoas passem primeiro por uma avaliação do profissional que realizará o procedimento, pois dependerá do tipo de mancha. Se ela foi adquirida pela foliculite, o laser será realmente o tratamento ideal tendo como consequência um clareamento ou até a eliminação total dessas manchas.

 

MARCELO FONTENELE - Muitas pessoas imaginam que numa única aplicação a laser é possível remover os pelos para sempre. Como são as etapas e quanto tempo pode demorar para se chegar ao resultado que se espera?

LAÍS MEDINA - Nenhum laser consegue promover isso, a menos que este cliente esteja fazendo uma manutenção. É fechado um pacote com 8 sessões realizadas a cada 40 dias, onde desde a primeira, já se consegue observar resultados, mas somente com a assiduidade de cada um. É com a realização de todos os procedimentos da forma correta e com base na reação de cada organismo de uma forma individual, é que se obtém um resultado final e satisfatório.

MARCELO FONTENELE - Existe alguma diferenciação na hora de depilar pele escura e pele clara?

DRA. LAÍS MEDINA - Nosso equipamento de Laser tem a opção de atender a todos os fotótipos de pele (albina, branca, morena, negra). Então a diferenciação será, apenas, nos parâmetros da máquina que são individuais para cada um. E com aqueles de pele escura, teremos um cuidado maior pelo excesso de melanina contido na sua pele o que o torna mais sensível ao laser.

 

MARCELO FONTENELE - Pessoas que adoram uma piscina ou praia e que estejam bronzeadas também podem fazer a depilação?

DRA. LAÍS MEDINA - Não, inclusive esta é uma das principais contraindicações para a depilação a laser. Peles bronzeadas aumentam o risco de manchas e queimaduras. Estas pessoas devem esperar cessar todo o bronzeamento da sua pele, o que irá diminuir a eficácia do tratamento e prejudicar no seu resultado final.

MARCELO FONTENELE - Após a depilação, que recomendações os pacientes devem seguir?

DRA. LAÍS MEDINA - Utilizar protetor solar em áreas expostas à radiação solar, não se expor ao sol pelo menos nos 10 dias após a realização da sessão, evitar a utilização de ácidos no período do tratamento, não utilizar nenhum procedimento estético que gere aquecimento da pele, e produtos a não ser em caso de irritação da pele que seriam as medicações indicadas.

 

MARCELO FONTENELE - Os homens têm procurado esse tipo de depilação? Para que região do corpo?

DRA. LAÍS MEDINA - Sim, bastante. O público masculino vem crescendo muito, e eles procuram quase todas as áreas de depilação, mas em destaque vem a barba completa, contorno da barba, tórax, abdômen e costas.

MARCELO FONTENELE - Fala-se em "luz intensa pulsada" e laser direto". Qual a diferença entre essas duas maneiras de aplicação? Uma é menos eficiente que a outra?

DRA. LAÍS MEDINA - Cada um tem suas particularidades, mas o laser além emitir somente a luz vermelha (laser), que é a que o pelo precisa captar, transmite de uma forma mais potente, profunda e direta, atingindo até a raiz, destruindo o folículo piloso e promovendo uma completa eliminação.

 

MARCELO FONTENELE - Qual o alerta que você faz com relação à escolha do local para se fazer a depilação definitiva?

DRA. LAÍS MEDINA - Procurem sempre um local que tenham profissionais capacitados para esclarecer todas as suas dúvidas, realizar o procedimento e uma clínica que tenha excelentes produtos para oferecer.

 

Colorir não é só para crianças! A atividade alivia o estresse

Não poderíamos deixar de falar sobre a mais nova febre entre os adultos. Isso mesmo! Não estou falando de criancinhas ou algo do tipo. A onda dos cadernos de colorir conquistou muita gente que busca distrair, aliviar o estresse e até relembrar a infância, época em que o nível de estresse era bem menor. Ver o resultado das imagens coloridas e o depoimento de quem já sente os benefícios dessa arte, é incentivador. A jornalista Cláudia Brandão exibiu na rede social uma imagem de um de seus desenhos. E não é que ficou lindo? Além da satisfação pessoal, ela conta como redescobriu o gosto pelo colorir: "Eu aderi, a princípio, para fazer companhia à minha mãe. Ela tem 91 anos e passa o dia pintando. Depois fui tomando gosto porque realmente funciona como terapia. Além de relaxar, estimula a criatividade na escolha e combinação de cores. É viciante", diz Cláudia Brandão.

A jornalista Cláudia Brandão redescobriu o prazer de colorir ao acompanhar a mãe na atividade

 

Cláudia Brandão e outras pessoas adeptadas do "colorir" exibem o resultado final na rede social


Em países como França e Reino Unido, os livros de colorir para adultos são sucessos de vendas. E o Brasil começa a despertar para esse segmento. Mas, será se eles realmente ajudam a diminuir o estresse? Antecipamos a resposta e dizemos que “sim”! Pois nós conversamos com a psicóloga Tammya Tercia Ribeiro da Silva. Ela é mestre em psicologia clínica hospitalar/psicossomática pela PUC-SP. Ela explica que “esses livros são materiais antiestresse, utilizados para processar níveis de liberação de hormônios de saciedade, hormônios de prazer. Como também nos remete a uma fase lúdica - infância. O que podem parecer tarefas infantilizadas,são também próprias para adultos. Não podemos esquecer o tempo cultura em que vivemos. Em tempos em que o meio digital é tão presente na vida pessoal e de trabalho dos adultos, uma atividade manual não relacionada à tecnologia pode ser a alternativa leve e que proporcionará bem estar”, disse Tammya Tercia.

Psicóloga Tammya Tercia

 

Quem pode colorir?

A psicóloga ainda afirma que esses livros de colorir são recomendados tanto para adultos com altos níveis de ocupação e estresse diário, como para aquelas pessoas que se sintam solitárias ou estejam passando por conflitos emocionais. “Os efeitos são imediatos. Desde o primeiro contato com a pintura, a pessoa já inicia esse processo de sensações de bem-estar e prazer. Ressaltando a importância, de que a atividade seja realizada em um ambiente saudável, silencioso, tranquilo, e com uma duração de tempo de no mínimo 20 minutos”, explica Tammya Tercia. Perguntada se a atividade pode ser feita todo dia, a psicóloga respondeu que a determinação do tempo deve ser uma decisão da pessoa. Lembrando que o livro de pinturas para adulto deve ser algo que a pessoa realizará no momento em que sinta a vontade, e com disposição para tal. “Isso para que a atividade não se torne uma rotina obrigatória e assim liberar hormônios estressores, retirando o prazer pela tal atividade”, conclui a psicóloga Tammya Tercia, que gentilmente recebeu o blog VIDA em seu corrido tempo. 

REPORTAGEM ESPECIAL: Teresina tem 1,7 homem para cada mulher infectada com HIV

É sempre bom falar do assunto para não cair no esquecimento e mostrar a gravidade do problema, baseado em dados de pesquisas e de notificações. A jornalista Samanta Petersen preparou essa reportagem especial sobre o HIV exclusivamente para o blog VIDA. Compartilhe o link da reportagem e ajude a informar o maior número de pessoas sobre esse mal que pode ser prevenido com atitudes simples.

 

O principal meio de prevenção da Aids é usando preservativo durante a relação sexual, informação amplamente divulgada pelos meios de comunicação e nas escolas. E na era da tecnologia e da informação é contraditório o crescimento do número de jovens com o vírus no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde a maior concentração de casos da doença está entre os indivíduos com idade entre 25 a 39 anos, sendo maior entre os homens. Os dados ainda mostram que entre 2013 e 2014 houve um aumento no número de infectados com a doença de 120% entre os homens de 15 a 19 anos e de 75,9% entre os de 20 a 24 anos.

No Piauí, dos 2.926 novos casos registrados pela Secretaria Estadual de Saúde entre 2004 e 2013, 1.350 foram em pessoas entre 20 e 34 anos, o que representa 46,13% do total. Assim como no restante do País, o número de homens infectados também é maior, dos 550 novos casos registrados em 2013, 374 foram em pessoas do sexo masculino. O Estado já registrou 5.315 casos de pessoas com HIV, sendo que 1.355 pessoas já morreram em decorrência do vírus. A taxa de detecção da doença para cada 100 mil habitantes mais do que dobrou entre 2002 e 2013, 6,8 e 15,1 respectivamente. 

O que assusta é que a imensa maioria dos brasileiros sabe como a doença é transmitida e como se proteger, mas muita gente ainda dispensa o uso do preservativo e não tem o costume de fazer o teste de HIV. Um levantamento com 15.002 pessoas realizado pelo Departamento de Pesquisa e Inteligência de Mercado da editora Abril, divulgado em novembro de 2014, apontou que 98% das pessoas entrevistadas sabem como se contrai o HIV, 97% conhecem os mecanismos de prevenção e 76% têm conhecimento sobre como fazer o teste. Entretanto, 11% dos sexualmente ativos não usam camisinha, 33% deles nunca fizeram o teste da Aids e 22% já cederam ao parceiro que se recusou a usar preservativo.

A pesquisa ainda apontou que entre os jovens até 24 anos, 8% não usam camisinha e justificam que não fazem o uso do preservativo por terem confiança no parceiro, pelo comprometimento do prazer e/ou por falta de tempo. E 60% desses jovens dizem não precisar se submeter ao exame porque não têm HIV.  “Pelo fato de se comunicar que houve uma melhora no tratamento, uma melhor adesão e uma melhor tolerância em relação ao uso da medicação isso parece fazer que as pessoas banalizem o vírus. E ao mesmo tempo em que a gente tenta esclarecer a população que já não é uma doença tão grave quanto foi no passado, elas precisam saber que o HIV continua sendo uma doença preocupante. A prevenção sempre é a forma mais barata e mais segura de você ter uma vida realmente saudável”, diz a infectologista Elma Joelany.

Os primeiros casos de Aids no Mundo foram registrados no início da década de 1980, na época ser diagnosticado com a doença era sinônimo de morte. A sobrevida dos pacientes era curta e os tratamentos traziam diversos efeitos colaterais. Neste período, a maior concentração de casos estava entre os homossexuais. Usuários de drogas injetáveis e pessoas que recebiam transfusão de sangue também estavam entre os grupos de risco.

Nesta mesma década, começa a divulgação do uso da camisinha como forma de prevenção e o tratamento com o AZT passa a ser utilizado. Na década seguinte, o perfil dos pacientes começa a mudar e casos entre homens heterossexuais e mulheres que não usavam drogas ou fizeram transfusão de sangue aumentam.

Nos últimos dez anos outro grupo teve um grande crescimento no número de infectados, os de pessoas de mais de 60 anos, especialmente entre as mulheres. Um dos motivos são os remédios para disfunção erétil, como o Viagra, que possibilitaram o prolongamento da vida sexual.  “Muitos idosos que não tinham mais atividade sexual em uso dessas medicações voltam a ter relações e eles formam um grupo que não tinham orientações de usar preservativos nas relações, pois essa não é uma prática da sua época. E muitas vezes eles fazem relações com mulheres jovens, muitas vezes profissionais do sexo que tem uma chance aumentada de ter o vírus. Então, nós já pegamos muitos casos de idosos do sexo masculino que descobrem que tem HIV e quando vamos investigar a esposa também está com o vírus porque adquiriu do marido que teve relações extraconjugais”, fala a infectologista.

               

Uso de preservativo ainda é principal modo de prevenção

Com aproximadamente 39 mil novos casos ao ano a epidemia de Aids no Brasil está estabilizada é o que afirma o Ministério da Saúde. Hoje cerca de 730 mil pessoas vivem com HIV e Aids no país. Deste total, 80% (589 mil) foram diagnosticadas. As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste apresentam uma tendência linear de crescimento significativa. No Nordeste são diagnosticados uma média de 7,9 mil novos casos ao ano.

Desde os anos de 1980, foram notificados 757 mil casos de pessoas com a doença no país. O coeficiente de mortalidade por Aids no Brasil caiu 13% nos últimos 10 anos, passando de 6,1 caso de mortes por 100 mil habitantes em 2004, para 5,7 casos em 2013. “Aquele paciente que faz o uso regular da medicação, que segue as orientações médicas, as rotinas de exames e tem uma rotina de vida com qualidade, com hábitos alimentares corretos e a pratica de atividade física regular, dificilmente terá uma recaída. Já não é uma morte certa como era no passado e tudo indica que os pacientes vão ter uma sobrevida longa como teriam se não tivessem o vírus, mas isso se seguirem as orientações”, esclarece Elma Joelany.

No mundo, de acordo com a Organização das Nações Unidas, 35 milhões de pessoas viviam com o vírus, outras 2,1 milhões foram infectadas com e 1,5 milhão morreram de Aids em 2013.

O HIV é transmitido principalmente através de relações sexuais sem o uso de preservativo (incluindo sexo anal e, até mesmo, oral), transfusões de sangue contaminado, agulhas hipodérmicas e de mãe para filho, durante a gravidez, o parto ou amamentação.

A prevenção da contaminação pelo HIV ocorre principalmente através de programas de sexo seguro e de troca de agulhas, estratégias fundamentais para controlar a propagação da doença.

Em Teresina existem programas de saúde e prevenção voltados para os jovens nas escolas que ensinam como não contrair o HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis. Outros públicos trabalhados pela FMS são os das prostitutas e travestis com oficinas de prevenção dentro dos prostíbulos e também com visitas a pontos de prostituição, bares e boates gays. “Além da orientação, a FMS disponibiliza preservativos e gel lubrificante”, diz Andrea Lopes, coordenadora de DST/AIDS da Fundação Municipal de Saúde.     

O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir de exames com coleta de sangue realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e em outras unidades das redes pública de saúde, incluindo as maternidades. Nos  CTAs, além da coleta e da execução dos testes, há um processo de aconselhamento, antes e depois do teste, para facilitar a correta interpretação do resultado pelo paciente.

O SUS oferece ainda um teste rápido e sigiloso para interessados em descobrir se estão ou não infectados pelo vírus. O resultado sai em menos de 30 minutos e é preferencialmente adotado em populações que moram em locais de difícil acesso, em gestantes que não fizeram o acompanhamento no pré-natal e em situações de acidentes no trabalho. A infecção pelo HIV pode ser detectada com, pelo menos, 30 dias a contar da situação de risco, mas com apenas 15 dias a pessoa infectada já pode transmitir o vírus para outro.

O Brasil tem adotado, nos últimos meses, uma série de medidas para controle da transmissão, entre elas a ampliação da testagem de HIV em populações chaves (gays e homens que fazem sexo com homens, transexuais e travestis, pessoas que usam drogas e profissionais do sexo). Desta forma, o Ministério da Saúde pretende cumprir a meta estabelecida pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) e pela Organização Mundial da Saúde, conhecida como 90-90-90, até 2020. A meta é testar 90% da população brasileira e, das pessoas que apresentarem resultado positivo, tratar 90%. Como resultado, conseguir que 90% das pessoas tratadas apresentem carga viral indetectável.

 

Tratamentos mais modernos aumentam expectativa de vida

O tratamento da Aids é feito com medicamentos que são fornecidos gratuitamente pelo SUS desde 1991. Estes medicamentos são os antirretrovirais que combatem o vírus da Aids e fortalecem o sistema imunológico do paciente, mas não curam a doença. Todavia, aumentam consideravelmente os anos de vida do paciente. E hoje com medicamentos cada vez mais modernos, os portadores do vírus podem levar uma vida praticamente normal.

“Há uns 20 anos só tínhamos basicamente o AZT, que era um comprimido que se tomava seis unidades por dia. Hoje já existem combinações de comprimidos em dose única que estão sendo implantados no Brasil em 2015, que são três medicamentos diferentes em um único comprimido. Antes haviam pacientes que chegavam a tomar 20 comprimidos por dia. Hoje, existem esquemas de um, três e até seis comprimidos por dia”, afirma a médica Elma Joelany.

Em 2013, o Ministério da Saúde modificou o Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV e Aids, com as alterações todas as pessoas com testes positivos de HIV passaram a ter acesso a  antirretrovirais, mesmo aquelas que não apresentem comprometimento do sistema imunológico. Isso significa todas as pessoas sem sintomas, mas com HIV, podem ter acesso ao tratamento. A mudança acarretou um aumentou 29% o número de novos pacientes se tratando entre 2013 e 2014. Além disso, desde 2012, todas as pessoas que se expuseram ao risco de contrair o vírus podem tomar, em até 72 horas, o "coquetel do dia seguinte" que deve ser seguido por 28 dias, sem interrupção, a não ser sob orientação médica.

Atualmente, alguns países vêm estudando o que se chama de prevenção combinada que prega inicialmente mudanças de atitudes como uso de preservativo, que ainda é o método de barreira mais eficaz para a prevenção do HIV durante o sexo, troca de seringas e mudanças no comportamento sexual, com redução de número de parceiros. A prevenção combinada também inclui a Profilaxia Pré-Exposição, especialmente para populações chaves: trabalhadores do sexo e seus clientes, usuários de drogas injetáveis, homens que têm sexo com homens e populações em situação de crise humanitária. Neste caso, a pessoa iria tomar um antirretrovirais antes da relação sexual. Essa estratégia exige, também, testagens frequentes para o HIV (mensal ou trimestral) e para a função renal. Para a infectologista Elma Joelany, o uso dos medicamentos como forma de combater o HIV pode não ser tão positivo. “O uso da medicação pode aumentar a proteção das pessoas para a doença, mas existe o risco de você banalizar ainda mais a questão do HIV. Sempre tem que ter cautela porque não existe só o HIV, mas também outras doenças sexualmente transmissíveis que só são prevenidas com o uso da camisinha. Essas medicações quando utilizadas são para diminuir a possibilidade de transmissão do HIV e também não é 100%. O ideal é a relação com preservativos e o mínimo de parceiros possíveis, de preferência um parceiro único porque isso também diminui o risco de contrair a doença”.

 

Vivendo com o HIV

Apesar de uma melhor qualidade de vida, muitos pacientes com HIV ainda enfrentam preconceito e discriminação. Há 26 anos, Graça Cordeiro recebe pessoas que tiveram o diagnóstico positivo para a doença e as abriga no Lar da Esperança, uma instituição de caridade que hoje acolhe 150 pessoas pobres. A maioria dos pacientes “Vêm e vão” como explica Graça Cordeiro, mas cerca de 20 moram no lar, alguns há mais de 22 anos.

A casa é mantida por doações, bazar e ainda pelos materiais recicláveis que ela recolhe pessoalmente todos os dias pelas ruas de Teresina. Muitos pacientes são do interior do Piauí e de outros estados como o Maranhão. “Com medo da exposição nas cidades de origem, eles preferem se tratar e se consultar a distância para que na cidade que vivem as pessoas não tomem conhecimento da doença que eles têm. Isso é muito comum”, explica a infectologista Elma Joelany.

Graça Cordeiro afirma que durante todos esses anos pode perceber a melhoria na qualidade de vida dos pacientes que realmente seguem os tratamentos. Entretanto, o maior problema ainda é o preconceito, especialmente em relação ao trabalho. “Falta oportunidade de emprego para essas pessoas”. 

Para as pessoas que contraíram o vírus, o Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela realiza todas as quartas-feiras, às 17h, reuniões de orientação e troca de experiência. De acordo com a psicóloga Valquíria Cunha, o grupo já existe há 14 anos e reúne semanalmente em torno de 25 pessoas que vivem com o vírus. “As reuniões são somente para os pacientes que podem conversar, trocar experiências e até fazer novos amigos. Além de perceberem que não são os únicos nesta situação”.

 

Teresina tem 1,7 homem para cada mulher infectada com HIV

O primeiro caso de HIV registrado em Teresina foi em 1986, hoje 2.798 pessoas com mais de 18 anos vivem com o vírus na Capital e 553 pessoas morreram em decorrência da doença, os dados são da Fundação Municipal de Saúde (FMS). Teresina é a 12ª capital no ranking do Ministério da Saúde de taxa de detecção por 100 mil habitantes de casos notificados. 

Do total de pessoas infectadas na Capital, 72% são homens, entretanto, o número de mulheres infectadas pelo vírus vem aumentando. Em 1989 a proporção era de seis homens infectados para cada mulher. Em 2011, esse número caiu para 1,7 homem para cada mulher. Para Andrea Lopes, coordenadora de DST/AIDS da FMS, o aumento no número de caso entre as mulheres se dá pelo fato de que muitas “confiam” nos parceiros e fazem sexo sem o uso do preservativo. A pesquisa realizada pela Abril confirma essa tendência, 14% das mulheres entrevistadas afirmam que não usam preservativo em suas relações sexuais e 80% alegam que não o fazem porque confiam no parceiro.

 

Avanço da AIDS em Teresina *

Ano

Novos Casos

2000

145

2001

139

2002

152

2003

157

2004

203

2005

218

2006

186

2007

144

2008

152

2009

180

2010

213

2011

179

2012

246

2013

280

2014

227

 

Faixa Etária

Novos Casos

 

2013

Até 20 de outubro de 2014

15 a 19 anos

13

04

20 a 34 anos

125

119

35 a 49 anos

105

74

50 a 64 anos

34

27

65 a 79 anos

02

02

+ de 80 anos

01

01

       

* Dados da Fundação Municipal de Saúde

 

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(Marcelo Fontenele)

Veja como deduzir gastos com a saúde ao declarar o imposto de renda

Falta menos de uma semana para encerrar o prazo de apresentação da declaração do imposto de renda à Receita Federal. A expectativa é que 27,5 milhões de brasileiros declarem o imposto. Mas, muita gente ainda está em dúvida sobre as deduções de saúde. E o blog VIDA quer dar uma força para você nesse sentido, então seguem alguma orientações da própria Receita Federal.

Tudo que esteja relacionado aos tratamentos de saúde pode ser deduzido. Além de gastos comprovados com consultas, tratamentos médicos e planos de saúde, o contribuinte pode deduzir os gastos feitos com dentistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e psicólogos. Alguns exames também podem entrar nessa lista, como raio-x e coleta de sangue. É preciso ter atenção com os dados, que devem ser detalhados com muita atenção. Além das informações sobre o profissional, é necessário constar o endereço da clínica, consultório ou hospital.

No caso da prescrição e aquisição de aparelhos ortopédicos ou ortodônticos, os custos com os mesmos podem ser deduzidos. Porém, o declarante precisa ter o laudo médico que comprove a necessidade do aparelho e a comprovação da compra por meio de nota fiscal.

Outras dúvidas sobre a declaração do imposto de renda podem ser esclarecidas no endereço eletrônico: http://idg.receita.fazenda.gov.br/sobre/perguntas-frequentes

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