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TDHA prejudica os convívios escolar e social das crianças

Fotos: Marcelo Fontenele

 

Se o seu filho tem entre 5 e 7 anos de idade, apresenta comportamento hiperativo e impulsivo, além de desatenção... É preciso ficar em alerta! Pois esses são os sintomas mais frequentes do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Não existem dados oficiais no Piauí sobre esse problema, mas os especialistas garantem que esse tipo de transtorno é frequente nos consultórios e ambulatórios da capital. Segundo o Ministério da Saúde, a taxa de prevalência em crianças e adolescentes é de 5% e de 2,5% entre adultos. O nosso blog conversou com a Neuropediatra, especialista em Eletroencefalografia, Alzira Almeida de Sousa Castro (CRM 1226-PI). Ela explica que o TDAH é um distúrbio neurobiológico e funcional crônico que leva a disfunção cognitiva da concentração, disfunção do controle motor do controle dos impulsos: “Ou seja, não é necessário que as alterações estejam igualmente afetando na mesma intensidade o individuo, tendo inicio na infância e comprometendo o funcionamento da pessoa em vários setores da vida”, diz Alzira Castro.

 

Dra. Alzira Castro, neuropediatra

 

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade é difícil de ser diagnosticado. E muitos pais ainda demoram a levarem os filhos para a análise médica. A neuropediatra disse que os pacientes chegam nos consultórios por iniciativa dos próprios pais, por orientação da escola ou encaminhamento de pediatras. “Na verdade, os pais suspeitam que haja algo errado com seu filho, mas terminam achando justificativa para os comportamentos inadequados e para a dificuldade de atenção. Assim, o tempo vai passando e só quando começam a observar baixo rendimento no aprendizado ou rejeição do filho no ambiente escolar é que procuram ajuda”, complementa Alzira Castro. A suspeita de TDAH aparece quando a criança recebe reclamações repetidas dos professores por indisciplina, “desligamentos” nas atividades em  sala de aula, ou porque frequentemente cometem erros nas provas por desatenção, queixas de outros pais de alunos por conflitos e agressividades e até mesmo por expulsão da escola.

 

O convívio social também fica comprometido. As crianças com TDAH são muito ativas, parecem que vivem com um “motor ligado” e só desligam quando dorme. A neuropediatra, Alzira Castro, conta que eles são impacientes, não esperam sua vez, interrompem conversas e  brincadeiras de  terceiros, reagem impulsivamente, tem dificuldade em brincar ou envolver-se em atividade de lazer de forma calma,  às vezes parecem não escutarem ao serem chamados, relutam para fazer tarefas de exigem esforço mental sustentado, distrai-se facilmente com estímulos externos, começam tudo e tendem a não terminar nada, perdem a motivação cedo para o que fazem, sejam no esporte ou outras atividades”, diz.

 

 

Podem estar associados ao TDAH, os sintomas de baixa tolerância a frustração, irritabilidade, imaturidades motoras finas, atrasos de linguagem, dentre outros. O curioso é que, até hoje, as causas não são comprovadas. Porém, Alzira Castro faz uma observação: “A maioria dos estudos científicos apontam para causas genéticas-hereditárias que se associam a fatores pré-natais e perinatais  adversos (uso de fumo e álcool na gravidez, prematuridade e baixo peso ao nascer, dentre outros) que são reforçadas por fatores ambientais–familiares-sociais e o temperamentais (falta de inibição e não temer perigos) favoráveis. O que levam a  alterações funcionais no circuito  cerebral  fronto-cíngulo-estriatal-cerebelar mediadas pelos receptores de  neurotransmissores da dopamina (DRD4), noradrenalina e serotonina, tornando-os deficientes dando origem  a distúrbios  nas funções mentais cognitivas e comportamentais. Essas funções podem ser moduladas por meio de influências ambientais e  sociais. O TDAH é comum entre parentes de primeiro grau. A herdabilidade é substancial o que reforça a etiologia genética”, argumenta a neuropediatra.

 

Com o tratamento, a maioria dos casos (60%) tem controle total dos sintomas até a adolescência, o que é bastante vantajoso. Contudo, em alguns casos, com o amadurecimento da criança desaparece apenas os sintomas de hiperatividade e persistem o de déficit de atenção de forma minimizado. Portanto, quando necessário, o tratamento pode ser mantido até a idade adulta.

 

 

O tratamento para TDAH

O tratamento para o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é multiprofissional. Consiste de uma soma de esforços que incluem a escola, a família, as terapias com a fonoaudióga (quando há alteração na linguagem-fala-leitura-escrita), a intervenção psicológica, psicopedagógica e neuropediátrica (que avalia a necessidade de uso de medicamentos e qual medicamento a ser usado), visto que, existe uma gama de opções terapêuticas. Sendo a de primeira escolha e de melhor resultados, os psicoestimulantes. Importante a prática de esporte regular como fonte de prazer, de disciplina e de melhora do quadro geral.

ENTREVISTA: Saiba como é possível emagrecer sem fome, shakes ou medicamentos

Com o dia cada vez mais curto para tantos afazeres, muita gente não se preocupa com a alimentação. E isso pode acarretar sérios problemas para a saúde num futuro não muito distante. Pular refeições, consumir alimentos industrializados em excesso e comer alimentos gordurosos, são alguns dos fatores que podem provocar o aparecimento de doenças. Uma delas é a obesidade. Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Métricas e Avaliações de Saúde, em Washington (EUA), mostra que mais da metade da população adulta do Brasil está acima do peso ou obesa (58% das mulheres e 52% dos homens). Os números estão acima da média mundial (37% os homens e 38% as mulheres). Apesar da dificuldade, emagrecer de forma saudável é possível. Foi o que fez a empresária e psicóloga, Djacira Vieira. Ela conseguiu perder 16 quilos, em quatro meses. “Hoje me sinto outra pessoa, com a autoestima elevadíssima. Comecei a fazer atividade física, coisa que antes nem imaginava fazer. Além disso, eu sofria de insônia e agora eu durmo muito bem. Passei do manequim 50 para o 44. E tem até algumas roupas 42 que dão certo”, vibra Djacira Vieira. Mas, para que isso fosse possível, ela procurou a ajuda de uma nutricionista.  A empresária perdeu peso sem usar medicamentos ou shakes, nem deixou de se alimentar a cada três horas. Você está duvidando? Pois o blog VIDA procurou a nutricionista Teresinha Ferrer para ela nos explicar como emagrecer, em pouco espaço de tempo, sem ficar com o aspecto de cansado.

 

Djacira Vieira antes e depois da dieta orientada pela nutricionista

 

Teresinha Ferrer disse que fica admirada do fato das pessoas acharem que não vão conseguir emagrecer. “A grande maioria das pessoas já experimentou diversas dietas milagrosas, através da internet, comerciais de televisão, etc.. Normalmente elas se mostram surpresas quando se dão conta de ser mais fácil, do que pensavam, perder peso de forma segura”, diz. Não pudemos deixar de questionar à nutricionista, se os shakes e medicações funcionam no processo de emagrecimento. Ela disse que dão certo até um certo tempo: “Ocorre uma perda de peso inicial. Como são mecanismos que provocam um sofrimento para o organismo, o corpo se defende muito rapidamente, o ritmo de emagrecimento cai e, após cessar o uso, as pessoas ganham peso muito rápido. Da mesma forma acontece com a dieta Dukan, que possui esse efeito agressivo para o organismo, estimula uma via cansativa de produção de energia para o corpo e termina por desencadear as mesmas reações dos shakes”, explica. A nutricionista complementa, ainda, que os SPAs conseguem fazer com que o paciente perca um percentual expressivo de peso em pouco tempo, feito como tratamento de choque. Mas o paciente deve procurar um profissional de nutrição para dar continuidade ao processo de perda de forma segura e saudável. É necessário respeitar uma ingestão diária de todos os nutrientes de acordo com a sua necessidade individual de calorias. “O profissional de nutrição é treinado para identificar essa necessidade individual, que tem variáveis de acordo com o biótipo e o estilo de vida de cada um. Para iniciar um processo de perda de peso é necessário que seja observado, além dos hábitos e preferências alimentares, o histórico de cada paciente em relação às patologias já apresentadas ou com uma representatividade forte no seu histórico familiar”, alerta Teresinha Ferrer.

 

 

O que não é levado em consideração por boa parte das pessoas é a preocupação em se alimentar a cada três horas e ingerir bastante líquido durante o dia. “A frequência das refeições possibilita a manutenção da taxa de metabolismo e evita que o paciente chegue à refeição seguinte sem condições de respeitar as quantidades prescritas por estar com fome demais. O consumo recomendado de água favorece o metabolismo, sendo benéfico para manter o equilíbrio do organismo”, argumenta a nutricionista. Mas também tem aquelas pessoas que, com pressa em perder peso, decidem pular uma das refeições e ficam sem se alimentar. Essa atitude é reprovada pela especialista: “Isso atrapalha o processo de emagrecimento. Ao pular refeições, o paciente faz com que o corpo passe a queimar energia de forma mais lenta, reduzindo a quantidade de peso que será eliminada”, explica.

 

A pergunta que não quis calar foi: Por que algumas pessoas conseguem emagrecer muito rápido, mas logo depois aparecem com o peso parecido com o anterior? Teresinha Ferrer disse que o emagrecimento muito rápido sinaliza para o corpo que ele precisa se defender e esse, pelo instinto de sobrevivência, reduz o seu ritmo de produção de energia para se poupar. O organismo desenvolve um metabolismo mais lento e com isso ganha peso de forma rápida. Para que o paciente não recupere esse peso, mas possa mantê-lo, ele precisa ter o acompanhamento nutricional. Ele pode até comer as coisas que gosta, mas com a quantidade calórica especificada pelo profissional”, conclui a nutricionista. 

ESPECIAL: Polo Saúde de Teresina é referência em atendimento

Texto: Samanta Petersen

Fotos: Carlos Pacheco

 

A principal vocação econômica de Teresina é para o setor terciário, especialmente o comércio e a prestação de serviços. O setor é responsável tanto na composição do Produto Interno Bruto (PIB) de Teresina, como na participação da população ocupada e da massa salarial. O setor de serviços representou, em 2011, 78,1% do PIB da capital piauiense, segundo dados da Fundação Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais do Piauí (Cepro).  Dentre as áreas de prestação de serviço as que mais se destacam são saúde e educação. “Teresina tem sua vocação econômica voltada para a área do comércio e da prestação de serviço. Dados do PIB comprovam como essas são atividades importantes para a economia de Teresina, especialmente na geração de emprego”, analisa o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico (Semdec), Fábio Nery que ainda lembra a importância da associação dos segmentos da educação e da saúde. “O destaque de Teresina na área da educação contribui diretamente na área da saúde, pois gera novos e preparados profissionais para atuarem na saúde da capital”.   

Por situar-se num grande entroncamento rodoviário, com saídas para Belém, São Luís, Fortaleza, Recife, Salvador e Brasília, a localização geográfica de Teresina contribuiu de forma favorável para o fluxo das pessoas de outros Estados que buscam atendimento em saúde. A localização geográfica é um dos principais fatores de decisão para o paciente, considerando os custos com deslocamento e hospedagem, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae-PI, em 2010, no Polo Empresarial de Saúde de Teresina.

 

 

O chamado Polo Saúde é uma área localizada no Centro de Teresina que cresceu em torno do Hospital Getúlio Vargas, reunindo hospitais, clínicas, consultórios médicos e laboratórios, além de lojas de produtos ortopédicos e de materiais médico-hospitalar e óticas. A área começou a se desenvolver efetivamente na década de 90 quando foram inauguradas várias clínicas e hospitais particulares. E acabou se constituindo em um Centro de Referência Regional na área da Saúde recebendo pacientes tanto do interior quanto de outros Estados como Maranhão, Pará e Ceará. Números do Hospital de Urgência de Teresina apontam que até em casos de urgência, pacientes de outras cidades dão preferência ao atendimento em saúde de Teresina. Diariamente o hospital atende, em média, 300 pacientes, destes 30% são da própria Capital, 50% do interior do Piauí e 20% de outros estados. Estes dados são similares ao apontados pela pesquisa realizada pelo Sebrae que mostrou que 21,2% dos pacientes atendidos no Polo Saúde são de outros estados, especialmente Maranhão e Pará, e 68% são do Piauí, sendo 32% do interior. 

Outro motivo do destaque da capital na área da saúde é que Teresina apresenta-se como centro de referência em diversas áreas especializadas, desenvolvendo medicina avançada e procedimentos de alta complexidade. Concentrando um elevado número de equipamentos, clínicas e médicos. Em relação a equipamentos de ponta, Teresina possui, de acordo com a Coordenação de Gestão do Serviço Único de Saúde (CGSUS), 30 mamógrafos (18 na rede privada), sete aparelhos de ressonância magnética (quatro na rede privada) e 33 tomógrafos (16 na rede privada). Números superiores aos estipulados pelo Ministério da Saúde que determina, por exemplo, que haja um mamógrafo para cada 240 mil habitantes. Assim, Teresina precisaria de apenas quatro aparelhos. A capital ainda possui 77,88% do total de 3.876 médicos ativos no Estado e concentra 79,08% das 631 clínicas e hospitais do Estado registrados no Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI).

 

Dr. Emmanuel Fontes, presidente do CRM-PI

 

Tudo isso permite ao paciente buscar tratamento especializado para diversas doenças e realizar todos os procedimentos, como consultas, exames e cirurgias, em uma única região. É o que explica o presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM-PI), Emmanuel Fontes. “È uma medicina que dá resolutividade e a partir desse momento ela passa a ser procurada. E os médicos em consequência disso procuram também estudar, se aparelhar, diversificar e dar uma resolutividade com eficiência e em um tempo curto. E se você for observar não é uma medicina cara se comparada ao restante do País. Isso faz com que a população acesse de uma forma melhor”, analisa.

Para o médico e empresário da área de saúde, Flávio Santos, essa resolutividade também está abrindo Teresina para um novo mercado, o de pacientes de outros países como Angola e Cabo Verde. O médico começou a investir na área de saúde em 1989, quando abriu a Clínica Flávio Santos, especializada nas áreas de ouvido, nariz e garganta. A clínica cresceu e se tornou hospital, sendo o primeiro a possuir um núcleo de cirurgia de implante coclear (ouvido biônico) do meio norte do Brasil. Hoje são três unidades, sendo uma 24h.

 

Dr. Flávio Santos

 

Atualmente outras regiões da cidade, como a Zona Leste, começaram também a despontar como grande concentradora de clínicas e hospitais. Entretanto, a maior procura dos pacientes de fora do Estado é pelas localizadas no Centro. “Muitas clínicas estão abrindo também na Zona Leste como uma estratégia de mercado porque nessa área não se atende paciente de fora, mas sim da própria região. E as empresas estão investindo porque estão vendo esse nicho de mercado e querem suprir essa demanda. Já outros estão investindo em outros bairros, o que é uma estratégia muito interessante porque se consegue ir para perto do paciente”, destaca Flávio Santos que já possui um espaço na Zona Leste de Teresina, mas agora está construindo em sede própria uma clínica maior.

 

 

Empresários do Pólo de Saúde buscam estratégias para se fortalecer

 Desde 2010, o Sebrae vem trabalhando um Plano estratégico do Polo Empresarial de Saúde de Teresina  que estabelece estratégias para serem executadas até 2015. De acordo com o plano “a consolidação do setor como referência regional teve como vetor de sucesso a formação do Polo de Saúde e o início do desenvolvimento de um cluster de saúde em Teresina, em cujo projeto, profissionais e empresas públicas e privadas relacionadas ao setor de Saúde se organizam e se concentram em uma mesma área geográfica formando uma cadeia produtiva responsável pela geração cada vez maior de emprego e renda para o município”.  

O plano foi elaborado de forma participativa com as empresas e, desde 2010, 80 já passaram pelo projeto. Hoje 28 estão sendo trabalhadas para que aumentem seus padrões de qualidade e atendimento e consigam certificações como o ISO. O objetivo é que as micro e pequenas empresas da área de saúde tenham um referencial de patamar diferenciado e competitivo junto ao mercado, além de fortalecer o Polo de Saúde. Entre os objetivos está o aumento do número de clientes, retenção dos talentos humanos, alem da redução dos custos operacionais e melhores níveis de satisfação dos clientes. “Esse projeto é fundamental porque as empresas de saúde já têm um mercado favorável, mas existe algo relevante que é a questão da gestão que não é profissionalizada e é fundamental para as empresas. E como esse projeto as empresas estão dando um salto na sua qualificação, além de estarem se tornando mais competitiva, pois a cada dia novas empresas de saúde surgem em Teresina e também em Timon (MA) e nas cidades do interior. E as empresas do Polo Saúde precisam ter esse diferencial competitivo do mercado, que é a gestão”, explica a gestora do projeto Polo Empresarial de Saúde de Teresina do Sebrae, Alreni Silva.

O empresário e cirurgião-dentista Antônio Fracisco Costa, do UDO - Centro de Diagnóstico, foi um dos que participou do projeto e afirma que a mudança no gerenciamento de sua empresa foi muito grande e envolveu gestão de pessoas,  controles financeiros e melhorias nos serviços prestados. A UDO, uma clínica odontológica, especializada em radiologia e cirurgias tem 15 anos de mercado e possui três espaços: no Polo Saúde, Zona Leste e em Floriano (PI). “Antes a minha gestão era muito amadora e o Sebrae me deu ferramentas para que eu gerisse melhor a minha empresa e pensasse em indicativos, em resultados, em uma gestão para o futuro”, afirma. Em 2011, a UDO atendia cerca de mil pessoas por mês. Em 2012, o número de atendimentos saltou para mais de dois mil. E com a melhoria dos processos, a empresa, passou a economizar cerca de R$ 20 mil mensalmente.

Outro ponto que o empresário afirma ter melhorado foi em relação a outras empresas concorrentes. “Percebi que preciso encarar os colegas empresários como uma oportunidade de associação para o crescimento e não com rivalidade. Porque com a parceria crescemos e ganhamos muito mais”, esclarece. 

Para a elaboração do plano, o Sebrae realizou, em 2010, um diagnóstico do Polo de Saúde que mostrou, dentre outras coisas, os motivos da procura pelo atendimento em Teresina. Do total de entrevistados, 41,26% apontou como motivo principal não ter serviço de saúde em sua cidade, 37,16% disse que em sua cidade não resolveria o problema e 16,12% declarou ter familiares em Teresina e que costuma vir à cidade fazer exames preventivos anualmente ou semestralmente.  A pesquisa também revelou que mais de 69,95% dos pacientes que buscam o Polo de Saúde fazem isso mais de uma vez por ano.

Mais de 70% dos pacientes entrevistados declararam que consideram boas as instalações das clínicas e hospitais e 67,6% avaliaram como bom ou muito bom a qualidade dos serviços oferecidos. O percentual de aceitação é ainda maior quando perguntados sobre o nível de satisfação em relação às consultas e exames, 94,4% afirmaram terem ficado satisfeito ou muito satisfeito.  

A pesquisa ouviu 366 pacientes de estabelecimentos como centros de saúde, clínicas, hospitais, clínicas radiológicas e de reabilitação e laboratórios de análise clínica. 

 

 

Infraestrutura do Polo de Saúde precisa de melhorias

Em 2001, a Prefeitura de Teresina em parceria com entidades públicas e privadas e a população elaborou o Plano de Desenvolvimento Sustentável, Teresina Agenda 2015. O plano foi elaborado para a viabilidade do desenvolvimento urbano, econômico e social, além da proteção ao meio ambiente da Capital. Dentre as áreas analisadas estava a saúde. Na época foi produzido um relatório que apontava as vantagens e desvantagens para um maior desenvolvimento do Polo Saúde de Teresina com metas para o ano de 2015. Entretanto, faltando apenas um ano para o fim do prazo, a saúde continua a enfrentar muitos dos problemas apontados no plano em 2011, tais como:

• Necessidade de modernização, urbanização e segurança (limpeza, vigilância sanitária, pavimentação, saneamento, paisagismo, telefones e banheiros públicos, tráfego, transporte coletivo, táxis, sinalização, estacionamento, atenção à locomoção de deficientes físicos, policiamento e iluminação);

• Divulgação externa de Teresina como Centro de Referência em Saúde;

• Hospital Universitário em pleno funcionamento para a realização de pesquisas clínicas e científicas;

• Baixa remuneração praticada pelas Operadoras Privadas de Plano de Saúde e pelo Sistema Único de Saúde (SUS), relativo ao pagamento dos diversos procedimentos médicos e cirúrgicos realizados pelos hospitais e profissionais da área. 

 

 

O empresário Flávio Santos é um do que reclama da falta de uma infraestrutura mais adequada para o espaço. “A parte arquitetônica do Polo Saúde deveria ser muito bem tratado. Aquele espaço deveria ter as calçadas padronizadas, a sinalização deveria ser mais apropriada para a pessoa se sentir em um ambiente bacana. Já foram feitas várias tentativas de organizar o espaço, mas sempre se esbarra na parte política”, analisa.

Já para o presidente do CRM-PI, Emmanuel Fontes, além da falta de infraestrutura adequada, a ausência de um local apropriado para informações também é um problema.  “Já que nosso polo é de saúde deveria ter uma estrutura como se fosse turística voltada para a orientação desses pacientes”, explica.

De acordo com o Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Fábio Nery, essas áreas devem ser contempladas em breve. “Estamos articulando com os empresários da região a melhoria da acessibilidade das clínicas e hospitais em relação ao trânsito e a mudanças nas calçadas, nas ruas e na iluminação da área. Além disso, estamos planejando, para 2015, uma série de atividades a serem desenvolvidas em outras cidades mostrando os potenciais de Teresina, o que vai incluir as áreas de educação e saúde”, destaca.

Atualmente, a Prefeitura de Teresina está finalizando a elaboração do Agenda 2030 que irá nortear o planejamento estratégico da capital para os próximos anos. De acordo com Matias Melo, coordenador da Agenda 2030, o Polo é o local que abriga a maior concentração de serviços de saúde em Teresina. Entretanto, a Agenda está analisando a saúde da Capital como um todo, de modo a melhorar o atendimento e a qualidade de vida da população em todas as áreas da cidade e não apenas naquela área especificamente. “Ainda não temos nada proposto, mas vamos apontar as diretrizes para o futuro de Teresina e para isso nos reunimos com as comunidades médicas e também com a população para que eles nos apontassem os principais problemas da saúde na Capital de forma geral”, analisa.

Outro projeto que está sendo finalizada pelo poder público municipal para a melhoria do Polo de Saúde é de um local apropriado para receber os pequenos comerciantes informais que ficam na rua São Pedro e nas calçadas dos hospitais da área do Centro.  O que deve melhorar o deslocamento e o fluxo das pessoas nas calçadas da região. 

A fisioterapia é eficaz no tratamento de dores

Fotos: Marcelo Fontenele

 

Se a dor é um dos principais sintomas que levam as pessoas a buscar tratamento nos serviços de saúde, a Fisioterapia tem significativa importância nos cuidados desses pacientes. Nós conversamos com o fisioterapeuta Oséas Florêncio de Moura Filho, que explica de que forma o tratamento fisioterapêutico contra a dor é mais eficaz: “Essa questão da nossa vocação se consolidar no tratamento de dor ou condições dolorosas, foi algo que aconteceu naturalmente. Iniciou há mais de 20 anos, com estudos realizados na Itália sobre as disfunções das fáscias. Então passamos a desenvolver alguns tratamentos com a liberação miofascial e, mais recentemente, a terapia neural, além de outras abordagens, como a acupuntura, eletrotermofototerapia, analgesia e outras que visam tratar as dores”, explica o fisioterapeuta.

 

Dr. Oseas Moura

Para Dr. Oseas Moura, o grande diferencial da abordagem fisioterapêutica, é o fato da investigação ser mais aprofundada para cada caso clínico. Sobre isso, ele diz: “Propomos uma ação terapêutica personalizada, indicada particularmente a um paciente. Se admitirmos dez pessoas aqui com lombalgia, cada uma delas terá um tratamento diferente. Isso ocorre porque uma causa pode ser motivada pelo componente musculoesquelético ou pelo componente visceral, ou ainda neural e biomecânico. Pode ainda ter origem cardiopulmonar ou até outras diversas”, complementa o Dr. Oseas, que ainda alerta sobre a importância de detectar a disfunção cinesiológica funcional do paciente. Dessa forma, é possível desenvolver um projeto de intervenção terapêutica apropriado para cada caso.

O assunto gerou curiosidade na nossa equipe de reportagem, então perguntamos ao fisioterapeuta como o profissional atua nos casos de crises de enxaqueca. Dr. Oseas Moura explanou que ele tem pacientes que sofrem de enxaqueca com mais de dez anos de evolução e comemora o sucesso nos tratamentos: “Nós temos identificado desequilíbrios neurais em vários campos na cabeça, na coluna cervical e retração das fáscias, são as chamadas disfunções segmentares.” Cada paciente tem a sua orientação terapêutica. Os resultados são muitos bons. Por exemplo, temos pacientes que foram tratados num período de dois a três meses e que estão curados há mais de três anos. São pessoas que tinham quatro crises de enxaqueca semanalmente e hoje passam a ter duas a três crises por ano. E muitas vezes essas crises de pacientes já tratados, acontecem depois de uma sobrecarga alimentar envolvendo alimentos estimulantes e doces, pela ingestão de bebidas alcoólicas, noites mal dormidas, entre outros motivos.

 

 

Segundo Dr. Oseas Moura, a fisioterapia clínica é recente e traduz bons resultados em pouco tempo. “Vale ressaltar a importância de descobrir a causa e o mecanismo da dor. Não posso inibir uma dor, se o mecanismo for desconhecido, logo o tratamento não vai funcionar adequadamente. Posso citar, como exemplo, uma dor no pescoço. Ela deve ser analisada como um todo, incluindo a coluna inteira. São intervenções que visam o reequilíbrio biomecânico e postural, diminuir a sobrecarga de tensão na coluna vertebral e de seus elementos agregados. Quando você trata apenas o local onde se manifesta a dor, provavelmente o tratamento não vai funcionar a contento”, enfatiza o fisioterapeuta. A tecnologia também contribui no tratamento da dor, com a disponibilidade de novos recursos na Fisioterapia. Entre eles, novos pulsos elétricos de alta frequência capazes de prover analgesia e aumentar o limiar de dor, terapia Anodyne, magnetoterapia e iontoforese.

 

 

Dr. Oseas Moura é graduado em fisioterapia pela UNIFOR, com especialidades em Fisioterapia Cardiorrespiratória, Gestão Hospitalar, Fisioterapia Neurofuncional e Fisioterapia Pneumofuncional. Ele é mestre em terapia intensiva e atualmente doutorando em Engenharia Biomédica.  O profissional integra grupos de pesquisas sobre fáscia na Alemanha e nos Estados Unidos. Dr. Oseas Moura também faz parte de seleto grupo de pesquisadores sobre terapia neural na Colômbia, Espanha e Turquia. 

Associação das Indústrias de Refrigerantes contesta pesquisa sobre envelhecimento

Diante da postagem "Refrigerantes aceleram o envelhecimento" aqui no blog VIDA, recebemos um e-mail da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoolicas (Abir), com sede em Brasília. A associação esclarece alguns pontos divulgados pela pesquisa que mencionamos, que foram os seguintes:

- O estudo citado mostra apenas associações e não estabelece uma relação de causa e efeito entre o consumo de bebidas e a alteração de DNA. Não há comprovação científica de em quanto tempo uma dieta pode interferir, nem se realmente interfere, no comprimento dos telômeros (responsáveis por proteger os cromossomas da degeneração, os telômeros "encurtam" no processo de envelhecimento).

- Não há nenhum estudo clínico de referência afirmando que o refrigerante com açúcar estimula o consumo de mais açúcar

- Instituições americanas, como o American Cancer Society, que avaliam os fatores de risco mais comuns para o desenvolvimento de câncer, não se referem ao consumo de alimentos ou bebidas individualmente como causa da doença.

- O refrigerante não causa problemas ósseos. Segundo o National Institute of Health (NIH), dos EUA, pesquisas não confirmam que o fosfato, presente no refrigerante, afeta de forma significativa a absorção ou excreção de cálcio. A American Medical Association também concluiu que o efeito do fosfato sobre a absorção de cálcio é insignificante. Os refrigerantes fornecem uma pequena porção de fósforo ao organismo por meio do ácido fosfórico, que é digerido no estômago e absorvido pelo corpo como fosfato. O mesmo ocorre com o fósforo presente em qualquer outro alimento, como carne, queijo e nozes.

- A quantidade de açúcar presente em um copo de refrigerante é equivalente ao mesmo volume de um suco de laranja natural. Os refrigerantes não contêm nenhum ingrediente lipídico que possa ter alguma relação com o fígado. 

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